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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Inércia

Inércia

Se me afundo na alma
Ouço o som de uma noite calma
E uma voz que me diz docemente:

Olha o brilho das estrelas
Vê como elas são belas!

Fito esse brilho cintilante
E tento alhear-me do profundo.

Profundo que me choca
Profundo que me chama.

Se me afundo na vida
Onde nada me falta
E tudo me detém…

…Sou silêncio e alma ferida
Inércia forçada ou consentida…

…Só a esperança me contém.


Autor ( Maria Júlia Reina )

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