sábado, 29 de abril de 2017

#66 Alterações de sono no Autismo

sexta-feira, 28 de abril de 2017

PRINCIPAIS TRANSTORNOS NEUROLÓGICOS RELACIONADOS AO AUTISMO O autismo não pode ser colocado dentro de uma caixinha e, a partir daí, ser classificado de forma generalizada. Estudos já comprovaram que pessoas incluídas no TEA (Transtorno do Espectro Autista) podem manifestar diversas características que se diferem entre si. Porém, há um consenso entre os profissionais, sobretudo quando o assunto são as limitações que o transtorno pode causar. No entanto, é preciso que se saiba desde muito cedo se a criança apresenta alguns traços que determinem ou demonstrem a existência do autismo. É comum que os especialistas responsáveis pelas intervenções identifiquem os transtornos neurológicos que acometem as pessoas autistas. Atenção aos transtornos neurológicos É importante reiterar uma informação já muito difundida em nossos conteúdos: as dificuldades de aprendizagem, originadas do autismo, não podem ser confundidas com a dificuldade que um aluno regular apresenta em determinada matéria. Os transtornos neurológicos a serem apresentados a seguir implicam em um sofrimento da pessoa para se firmar o conhecimento. Aos nos referirmos a esses distúrbios, tentamos mostrar aos familiares e aos profissionais como cada passo pode ser importante para a superação da criança, do jovem ou do adulto autista. Quais são os transtornos neurológicos mais comuns no autismo? – Discalculia: ela é caracterizada pela má formação neurológica que incide sobre a percepção das pessoas com os números (operações matemáticas, linguagens próprias ou tudo aquilo que esteja relacionado a quantidades). Importante ressaltar que crianças com discalculia não conseguem identificar os sinais matemáticos, assim como sentem uma grande dificuldade em estabelecer o valor de moedas, manter determinadas sequências, lidar com princípios de medidas e compreender os conceitos matemáticos. – Dislalia: muito presente em pessoas com Transtorno de Asperger, a dislalia se constitui como um distúrbio da fala, que é caracterizado pela dificuldade para a articulação das palavras. É importante ressaltar, no entanto, que alguns aspectos da dislalia encontram origem em malformações presentes na boca, como lábios leporinos. No entanto, como o foco são os transtornos neurológicos, foquemos então no autismo como a causa que deve ser analisada. A dislalia se divide em quatro tipos: Funcional: quando há a substituição de uma ou mais letras em uma palavra; Evolutiva: até os quatro anos de idade, as crianças costumam falar errado, o que dá a essa dislalia um peso menor em relação às demais. Mas é importante ressaltar que a partir dos cinco anos é aconselhável induzi-la a falar de forma correta; Orgânica: causada principalmente por alterações físicas ou cerebrais. Neste caso, a criança pode encontrar dificuldade de se comunicar por problemas de origem orgânica. Sendo assim, ela não consegue articular determinados fonemas; Audiógena: presente em pessoas que apresentam algum tipo de deficiência auditiva. A má pronúncia das palavras se dá pela própria dificuldade de ouvir bem. Importância do tratamento As intervenções propostas pelos profissionais tendem a trabalhar a dificuldade da criança, do jovem ou adulto com os conteúdos, além de oferecer uma melhor qualidade de vida. Por isso é extremamente importante que, na iminência de um diagnóstico, os pais procurem ajuda especializada. LU BRITES.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Hoje vamos falar sobre a linguagem no transtorno do espectro autista, sobretudo no Asperger. A pessoa que se enquadra dentro das características existentes no Asperger tende a manifestar aspectos mais brandos e mais funcionais. A criança, por exemplo, tem maior facilidade para cumprir os processos sociais (e acadêmicos) aos quais ela está inserida. A linguagem, dentro do Transtorno de Asperger, apresenta algumas peculiaridades que são importantes para que possamos ver como o pequeno se comporta, como ele se comunica, como ele recebe ou transmite informações. Sendo assim, é imprescindível que haja um acompanhamento com profissionais para impulsionar uma melhor qualidade de vida. O que é linguagem? A linguagem é a forma, o meio, o mecanismo o qual nos comunicamos. Ela requer diversas maneiras que as pessoas usam para estabelecer a comunicação. A nossa linguagem é estruturada em cinco grandes eixos, a saber: – Linguagem lexical: formação da palavra; – Linguagem morfossintática: relação entre as palavras; – Linguagem fonológica: os sons das letras que formam as palavras; – Linguagem pragmática: sentido contextual das palavras; – Linguagem semântica: significado que a palavra tem e como ela se assume no contexto. Por que isso é importante? A relevância disso está no fato de a linguagem, nas suas mais diversas formas de avaliar em suas variáveis, pode ajudar profissionais no diagnóstico de uma pessoa que apresentam algum transtorno. Muitas síndromes genéticas mostram, especificamente, alterações que se divergem nesses cinco tipos de estruturação da linguagem. Isso é muito importante no momento da investigação multidisciplinar. Pode-se notar o papel fundamental dos profissionais de fonoaudiologia. E no Transtorno de Asperger? O que está alterado nesses eixos de linguagem? Saber essas informações é bastante relevante, pois o especialista pode proporcionar uma intervenção que atenda as necessidades do paciente. Ajudar uma criança, que esteja incluída dentro do Asperger, a se comunicar requer ver quais os pontos fracos e pontos fortes na linguagem do indivíduo. Vale ressaltar que adolescentes e adultos também podem mostrar dificuldades causadas pelo transtorno em questão. Particularidades Veja a seguir as características das pessoas com Asperger em cada tipo de linguagem. – Linguagem morfossintática: conhece muito bem as regras gramaticais. Além disso, a pessoa com Asperger sabe como organizar a sequência; ela adota utilização repetitiva e fora do contexto (uso de palavras muito rebuscadas para a idade). Há que se notar, porém, que essas pessoas nem sempre sabem adequar as palavras que sejam condizentes com o momento. – Linguagem fonológica: eles conseguem imitar sons de letra, identificar sons isolados. A dificuldade está na utilização dos sons e letras para dar a devida entonação nas palavras e a prosódia para a fala. O Asperger fala de forma mecânica. – Linguagem semântica: uso de palavras sofisticadas, renomadas e requintadas. A dificuldade está no uso de vocábulos de maneira informal, ou seja, termos e apelidos. A repetição também é uma característica desse aspecto. Palavras que denotam tempo, abstração e espaço são os maiores obstáculos para o domínio de fala pela pessoa com o transtorno. – Linguagem pragmática: pessoas com Asperger têm dificuldade muito séria em usar palavras de duplo sentido, significado implícito, figurativas, etc. Muitas delas, quando chegam a um ambiente, tendem a se retrair. Importante saber – A criança, adolescente ou adulto com Asperger, geralmente, costuma falar demais em determinados ambientes e não respeitam o tempo do outro para se comunicar; – Pessoas que apresentam o transtorno podem ter dificuldades na linguagem aplicada à leitura, sobretudo quando ela precisa dominar todos esses aspectos citados acima; – O Asperger é altamente genético; – Evite metáforas (ou explique antes o sentido da expressão utilizada); – Crianças com Asperger são, na prática, autistas. LU BRITES

segunda-feira, 24 de abril de 2017

sábado, 22 de abril de 2017

sexta-feira, 21 de abril de 2017

terça-feira, 18 de abril de 2017

quarta-feira, 12 de abril de 2017

sábado, 8 de abril de 2017

quinta-feira, 6 de abril de 2017

quarta-feira, 5 de abril de 2017

terça-feira, 4 de abril de 2017