Você já ouviu “rumores” de que Einstein era um mau aluno na escola? 
 
Pois é. Parece que um dos maiores gênios da história da humanidade não tirava sempre as melhores notas em todas as matérias. A foto de um de seus boletins atesta que em francês ele obteve a nota 3 (fraco) e em geografia 4 (suficiente).

Podemos pensar: também não dá para ser bom em tudo. Exatamente isso. Cada um de nós tem habilidades e aptidões diferentes a serem desenvolvidas. Ninguém é igual a ninguém.  Cada um tem suas próprias potencialidades cognitivas e motoras. Isso significa que cada um de nós tem um mundo interior de possibilidades pessoais, características e únicas, que é a nossa marca mais individual.
 
Estas características únicas, pessoais e intransferíveis estruturam nossa identidade. Cada um tem facilidade para uma ou mais de uma área específica. Um grande pianista pode ter sido um aluno de biologia sofrível. O cirurgião mais habilidoso do mundo poderia ter tirado notas sofríveis em português.
 
Definir um único quociente de inteligência para todas as pessoas é, portanto, tarefa complicada e por demais complexa. 
 
Com base nestes fatos, Howard Gardner, psicólogo americano, propôs a teoria das múltiplas inteligências. Afirmou que possuímos 8 diferentes tipos de inteligência. Cada um de nós tem um - ou mais de um-  tipo de inteligência que se sobressai aos outros. Veja, dos 8 tipos de inteligência humana abaixo listados, em qual (ou quais)  você se enquadra. 
 
1. Lógico-Matemática: pessoas que têm facilidade para fazer cálculos e abstrações. Conseguem estabelecer relações de causa e efeito, elaborar hipóteses e ir a fundo nas explicações abstratas de vários fenômenos. Aqui estão muitos matemáticos, físicos, cientistas e filósofos, por exemplo.
 
2. Espacial: tem uma capacidade de visualizar o espaço e o mundo visual de forma única e completa. Criam, recriam e facilmente entendem as experiências visuais em todos os setores de suas atividades profissionais. Cá estão os arquitetos, artistas como escultores, programadores visuais, cartógrafos, geógrafos e quem gosta de jogar xadrez, por exemplo.
 
3. Corporal-Cinestésica: estas pessoas têm o domínio do próprio corpo e dos próprios movimentos. Têm habilidades corporais únicas. Aqui se encontram os esportistas, dançarinos ou atores.
 
4. Existencial: são pessoas que têm a habilidade e o prazer de entender as questões essenciais que circundam nossa existência. Têm o pensamento reflexivo desenvolvido, como é característica de líderes espirituais e pensadores filosóficos.
 
5. Inteligências Pessoais - intrapessoal e interpessoal: há quem considere estas duas formas de inteligência pessoal como dois tipos independentes de inteligência. De qualquer forma, são pessoas que têm a capacidade de fazer uma análise reflexiva, entendendo e encarando problemas, humores e sentimentos próprios (inteligência intrapessoal) e/ou dos outros (inteligência interpessoal). Incluem-se neste grupo os psicólogos, psiquiatras, antropólogos ou professores, por exemplo.
 
6. Naturalista: aqui estão os que amam a natureza e que têm prazer e facilidade para entender os fenômenos naturais. Como não poderia deixar de ser, estão aqui os biólogos, naturalistas ou cientistas, para citar alguns.
 
7. Musical: todos gostamos de música. No entanto, neste grupo estão aqueles que têm habilidade para ouvir, compor e executar obras musicais. Geralmente as pessoas que se enquadram neste grupo também têm habilidades de outras inteligências como a espacial e corporal- cinestésica. Estão aqui os maestros, músicos e os que tocam instrumentos musicais.
 
8. Linguística: aqui estão os que têm uma habilidade especial com as palavras. São pessoas que gostam de ler, de escrever e de entender e falar diversos idiomas. Estão aqui os escritores, poetas, linguistas e todos os que gostam de escrever.
 
Estes são exemplos de profissões escolhidas por pessoas que se enquadram nestes tipos de inteligência. Mas o ser humano é intrigantemente complexo e por isso há quem se veja com várias de todas estas características dos tipos de inteligência, em maior ou menor grau. 
 
A diversidade nos torna únicos. Ainda bem.
Dra. Ana Escobar