terça-feira, 31 de agosto de 2010

Dormir

Que dormir é um dos maiores prazeres da vida, todos sabemos. Poder acordar tarde, sem preocupações com horário é uma delícia, mas para a grande maioria isso só é possível nos raros dias de folga. Entretanto, dormir bem não significa necessariamente se esbaldar de dormir ou deixar de fazer as tarefas para sucumbir à preguiça, e sim manter uma boa rotina de sono para encarar o dia a dia estressante. Além do prazer, a ciência comprova que dormir bem só traz benefícios à sua saúde e bem-estar - o que vale para pessoas de todas as idades, das crianças aos mais velhos.

Uma noite bem dormida tem a ver com viver mais, de acordo com um estudo da Universidade de Warwick e da Universidade Federico II, na Itália. De acordo com os pesquisadores, quem dorme menos de seis horas ou mais de oito ao dia tem 12% a mais de chance de morrer. Com a qualidade do sono prejudicado, crescem os ricos de acidentes, por conta da sonolência, e de ataques cardíacos em função do estresse.

Para o neurologista Renato Lima Ferraz, a quantidade ideal de horas de sono varia de pessoa para pessoa. "Mas o mínimo recomendado é de seis horas ao dia, sendo importante não ultrapassar nove para adultos, porque quem dorme mais que isso acaba ficando, na verdade, menos descansado", explica o especialista. A importância do sono, também se estende ao aprendizado. "Na fase REM, quando acontecem os sonhos, as coisas que foram aprendidas durante o dia são processadas e armazenadas. Quando dormimos menos que o necessário, a memória de curto prazo não é processada e não conseguimos transformar em conhecimento aquilo que foi aprendido", explica o neurologista.

Renato ainda diferencia os tipos de insônia: existe a transiente, que tem um prazo curto e em geral é desencadeada por algum episódio, a intermitente, ou seja, aquela que passa mas volta de tempos em tempos, e a crônica, que é constante.
Vida sexual prejudicada

Para quem não considera a morte prematura um bom motivo para se preocupar com o próprio sono, vai esta: homens que dormem mal têm mais risco de ter disfunção erétil. O estudo, do Instituto do Sono, foi feito com 449 homens de 20 a 80 anos. Dormir mal está associado à baixa produção do hormônio sexual masculino testosterona, de acordo com o neurologista Renato Lima Ferraz. O trabalho mostrou ainda que pessoas com o sono muito fragmentado e menor tempo de sono REM (fase na qual ocorrem os sonhos) têm o dobro do risco de ter disfunção.
Dormir - Foto: Getty Images
Sono x obesidade infantil

Estudos também apontam a importância de se cultivar bons hábitos de sono desde a tenra idade. Os hábitos de sono na infância podem ser decisivos para a vida adulta. "Os pais que não colocam regras de sono para os filhos, criam neles o hábito de dormir tarde. Após alguns anos, no entanto, eles precisarão acordar cedo para ir à escola ou trabalhar. Porém, não conseguem dormir cedo, pois foram acostumados assim", afirma o neurologista.

Um estudo do Instituto de Pesquisa da Criança de Seattle, EUA, descobriu que crianças e adolescentes que não dormem o suficiente têm mais chances de se tornarem obesos. Depois de avaliar dados sobre os padrões de sono, a alimentação e os níveis de atividades físicas de 723 jovens com média de idade de 14 anos, os especialistas observaram uma relação do sono com um maior índice de massa corporal (medida do peso em relação à altura) e maior percentual de gordura.

Outro estudo, da University of Helsinki e do National Institute of Health and Welfare, da Finlândia, concluiu que, entre as 280 crianças participantes, as que dormiam menos de oito horas por noite eram mais hiperativas. Os especialistas responsáveis acreditam que o sono adequado poderia melhorar o comportamento das crianças saudáveis e reduzir os sintomas das que sofrem do transtorno do déficit de atenção com hiperatividade.

Por conta de problemas de sono, o desempenho da criança pode cair e ela pode ser diagnosticada como hiperativa em razão da irritabilidade e de sua dificuldade de concentração.

Um ponto importante no sono das crianças é o papel dos pais. Um estudo do American Academy of Sleep Medicine mostrou que as crianças de famílias que estabelecem horários de dormir regrados desenvolvem melhor o aprendizado. O desenvolvimento da linguagem, consciência fonológica e habilidades matemáticas precoce foram mais detectados em crianças cujos pais relataram ter regras sobre o tempo de ir para a cama. Além disso, dormir uma hora mais cedo contribuiu para maiores medidas de desenvolvimento.

O médico diz que a quantidade ideal de sono para as crianças é de 9 a 11 horas de sono. "As crianças costumam ficar irritadiças quando dormem menos que isso, além de terem comprometimento de seu crescimento, pois durante uma das fases do sono há a liberação do hormônio GH, responsável pelo crescimento."
Casal- Foto: Getty Images
Eu e você, você e eu: juntinho?

Diante de produtos inusitados à venda, como almofadas em formato de braço para satisfazer aquela vontade dos solitários de dormir juntinho com alguém, dá até para pensar que dormir ao lado de alguém é um antídoto contra a insônia. Mas nem sempre funciona assim. Um estudo da Universidade de Surrey, no Reino Unido, concluiu que compartilhar a cama com o parceiro pode causar incômodos por causa do ronco ou da disputa pelo cobertor, e levar, assim, à perda de preciosas horas de sono. Os pesquisadores concluíram que, em média, os casais sofrem 50% ou mais problemas ao dormir, quando compartilham a cama. Foi também estabelecida uma ligação entre dormir mal e depressão, doenças cardíacas, derrame, distúrbios pulmonares, acidentes de trânsito e divórcio. "Para quem divide a cama com um parceiro, tem insônia e se incomoda com o ronco ou a disputa 'territorial' da cama, vale tentar dormir em cama ou ambiente separados", diz o neurologista.

Aliviando a pressão

A qualidade do sono também tem influência no controle da pressão arterial. Um estudo da Universidade de Chicago (Estados Unidos) confirma que uma boa noite de sono associa-se a menores níveis da pressão arterial. O estudo avaliou 578 adultos de meia-idade. Os resultados mostraram que, após a exclusão dos pacientes que estavam tomando medicação anti-hipertensiva, a duração menor do sono e a pior qualidade do mesmo foram decisivos para um maior risco de elevação da pressão arterial sistólica e diastólica ao longo do tempo. Uma curta duração do sono também associou-se a um aumento do risco de desenvolvimento da hipertensão arterial. Para cada hora a menos de sono, observou-se um aumento do risco relativo da incidência de hipertensão arterial em 37%.
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Ômegas

Os ômegas 3 e 6 são gorduras essenciais para o bom funcionamento de vários órgãos. Essas gorduras não são produzidas pelo organismo, mas devem estar presentes na alimentação, pois auxilia na queda de níveis de triglicerídeos e de colesterol ruim (LDL), favorecendo o aumento do colesterol bom (HDL). Além disso, apresentam importante papel em alergias e processos inflamatórios.

O ômega 3 é reconhecido como um nutriente cardioprotetor, isto é, beneficia a saúde cardiovascular.Também é essencial para o funcionamento de dois órgãos importantíssimos do corpo humano: o coração e o cérebro.

No coração, diminui o risco de ataques cardíacos, pois previnem que as placas de gordura acumulem-se nas artérias.Já o cérebro é constituído por 20% de gordura, portanto o consumo de Ômega 3 e 6 é vital para deixá-lo ativo, prevenindo a falta de memória e doenças como a esclerose, Alzheimer entre outras.

"Ômega 3 é essencial para o funcionamento de dois órgãos importantíssimos do corpo humano: o coração e o cérebro"

Benefícios

Tanto Ômega 3, como o 6, agregam inúmeros benefícios aos seres humanos, tais como:

1. Previnem doenças cardiovasculares;
2. Auxilia no combate a depressão;
3. Combate seqüelas de infarto;
4. Reduz lesões por esforços;
5. Auxilia no tratamento do câncer;
6. Previne arritmia cardíaca (batimento irregular);
7. Diminui a pressão sanguínea (hipertensão);
8. Aumenta a fluidez do sangue (melhora circulação);
9. Diminui as taxas de triglicerídeos e colesterol.
Onde encontrar?

Os ômegas 3 e 6 podem ser encontrados em nozes, castanhas, amêndoas, rúcula e óleos vegetais, como azeite, milho, canola, soja e peixes (principalmente de águas profundas).

A dieta de quem come carne deve conter, em média, 2g/dia de Ômega 3. Já os vegetarianos, devem consumir o dobro, 4g/dia, pois a deficiência desse nutriente é muito maior naqueles que optaram por uma alimentação isenta de proteína animal.

Fazer suplementação é importante, principalmente para repor a deficiência de cálcio nos ossos e combater a osteoporose (principalmente mulheres na menopausa). Consulte seu nutricionista.

Flávio Bueno
Especialidade: Personal Trainer

Chocolate

A Pesquisa vem da Universidade de Chung Hsing, em Taiwan. O Departamento de Ciência do Alimento e Biotecnologia da instituição divulgou que são os ácidos fenólicos presentes no cacau os responsáveis pela ação emagrecedora. Eles interferem na produção da leptina, o hormônio da saciedade - que, nos obesos, é bem reduzida -, e ainda queimam calorias. Sem contar a ajuda extra dos antioxidantes, que previnem o acúmulo de gordura nas células.

Os fitoquímicos do cacau melhoram a secreção da adiponectina, o que aumenta a ação antiinflamatória, reduzindo os riscos de diabetes e aterosclerose (alterações nos vasos sanguíneos que levam a obstrução dos mesmos).

Outro dado apontado na pesquisa, publicada no Journal of Agriculture and Food Chemistry, uma das revistas americanas de maior prestígio no mundo da nutrição, atribui ao cacau o poder inibir um mecanismo que faz o organismo estocar ou produzir mais gordura. Toda essa riqueza está no chocolate amargo. Quanto mais amargo, melhor!

"O chocolate ajuda na produção da serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer"

A pesquisa coordenada pelo médico dinamarquês Arne Vernon Astrup, chefe do Departamento de Nutrição Humana da Universidade Real de Copenhague, na Dinamarca, e publicada na conceituada revista americana International Journal of Obesity, apontou que os pacientes que consumiram um tablete amargo pela manhã, ainda em jejum, ficaram mais saciados que o restante da turma: eles ingeriram 15% menos calorias ao longo do dia em comparação com o grupo que optou pelo chocolate ao leite.
Humor em alta

O chocolate também é rico em carboidratos, que ajudam na produção da serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer. Além disso, concentra outras substâncias, como triptofano, teobromina, feniletilamina, tetrahidrocarbolines, fenilalanina e tirosina - estes reforçam a sensação de bem-estar.

Sim, chocolate é maravilhoso, mas não vale ingerir qualquer um, nem a quantidade que quiser. Vale à pena não esquecer que:

-Quanto maior a concentração de cacau, melhor é o produto, uma vez que é nele que estão os fitoquímicos que fazem bem à saúde. Portanto as versões amargas são as mais recomendáveis.

-O seu limite de consumo é de 30 gramas por dia, que equivale a uma barra pequena. Não pense em exagerar, porque, mesmo sendo saudável, ele é bastante calórico (100 gramas equivalem, em média, a 530 calorias).

Este chocolate deve ser prescrito pelo seu médico ou nutricionista para formulação e deve conter, o cacau, polissacarídeos mussilaginosos da babosa, L-glutamina (aminoácido), glucomannan (fibra que provém de uma planta africana, que em contato com líquidos no estomago se transforma em um gel, dando sensação de saciedade por até 4h), alga spirulina orgânica e outros.

Esses ingredientes são capazes ainda de ativar a produção de fenilalanina, aminoácido presente no cérebro que ativa neutrotransmissores para promoverem a saciedade.

Dr Anderson Zei Damasceno
Especialidade: Dermatologia

HUMOR

Pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém e da Universidade de Haifa, ambas em Israel, desenvolveram um estudo para compreender a interferência do grão de bico na melhora do humor das pessoas. Após alguns testes com pessoas que ingeriram doses variadas da leguminosa por seis meses, os cientistas constataram que elas estavam muito mais "alegres".

O motivo para tal resultado é a presença do triptofano, aminoácido essencial para a produção da serotonina, substância responsável pelas sensações agradáveis do organismo. Ela ativa os neurotransmissores cerebrais que dão sensação de bem-estar, satisfação e confiança.

O grão de bico também contém alto teor de fibras, que colabora para o funcionamento do intestino e regula as taxas de açúcar sanguíneo. "Os cereais ainda são ricos em carboidratos complexos, fornecendo energia ao corpo por um tempo mais prolongado", afirma a nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio nutricional.

Vitaminas para manter a saúde em equilíbrio

Conte com as vitaminas para manter a saúde em equilíbrio

Juntas, elas formam um time de peso a favor da saúde e são fundamentais para o bom funcionamento do organismo. Participam de diversas reações químicas e atuam no metabolismo. Apresentamos a você, as vitaminas.

O termo surgiu a partir da junção entre as palavras vital e amina. É uma forma de expressar o quanto elas são essenciais para a vida. E, embora hoje já saibamos que nem toda vitamina é uma amina (grupo funcional orgânico derivado da amônia), era o que se imaginava na época em que foram descobertas, conta Roberta Stella, responsável pela equipe nutricional do Minha Vida.

Classificadas em lipossolúveis e hidrossolúveis, as vitaminas são divididas de acordo com a capacidade que têm de se dissolver em gordura ou em água. Conheça a atuação de cada uma no nosso organismo.


Sua saúde agradece
vitaminas Lipossolúveis

Vitamina A
Ela também atende pelo nome de retinol, retinal e ácido retinóico. A variedade de denominações para a mesma vitamina é pelo fato de ela contar com um grande número de componentes em sua formação. Existem ainda, os micronutrientes chamados de pró-vitamina A, como os betacarotenos e outros carotenóides que, no corpo, podem ser convertidos em vitamina A.

Dentre suas principais funções, o papel que a vitamina A desempenha sobre a nossa visão se destaca, pois ela é um componente dos pigmentos visuais. A cegueira noturna, caracterizada pela dificuldade em adaptar a visão ao escuro, é causada pela deficiência da vitamina A na alimentação.

Por também atuar na produção, no crescimento e desenvolvimento das células vermelhas do sangue (as hemoglobinas), sua falta pode deixar o organismo mais vulnerável às infecções por bactérias, vírus e parasitas , ressalta a nutricionista do Minha Vida.

Para garantir a ingestão adequada da vitamina, conte com vegetais como cenoura, pêssego e tomate. Vegetais verdes e alimentos amarelos e laranjas são ótimas fontes de carotenóides, os pró-vitaminas A. Homens com mais de 19 anos têm a necessidade diária de 900 microgramas da vitamina. Enquanto as mulheres precisam atingir a recomendação de 700 microgramas, por dia. A quantidade diária aumenta para 1.300 microgramas para as grávidas


e seu corpo saudável
Vitamina D

Além de ser vital para regular a pressão arterial, mantendo o sistema nervoso nos trilhos, a vitamina D entra em ação para absorver o cálcio e o fósforo.

Ela é essencial para a manutenção do metabolismo do cálcio, que atua no desenvolvimento ósseo, lembra Roberta sobre sua contribuição indireta contra a osteoporose. Tanto que, em falta, pode levar ao raquitismo infantil e à baixa estatura. Os adultos com deficiência da vitamina sofrem com a osteomalácia, doença caracterizada pelo amolecimento dos ossos e deformidade.

Essa vitamina ainda participa da diferenciação celular e inibe a proliferação das células. Junto com a mutação, a proliferação celular pode ocasionar doenças como o câncer. A vitamina D também fortalece nosso sistema auto-imune e atua na secreção de insulina. Alguns estudos sugerem que a deficiência da vitamina pode levar ao prejuízo na secreção deste hormônio, o que poderia causar intolerância à glicose.

Recorrer a alimentos como salmão, sardinha, óleo de fígado de peixe e gema de ovo é só uma forma de obter o micronutriente. Isso porque 15 minutinhos diários de banhos de sol contribuem muito para os níveis de vitamina D subirem. A exposição solar é o principal meio para alcançar os requerimentos dessa vitamina , ressalta a especialista.

As doses diárias devem ser de 5 microgramas para adultos entre 19 e 50 anos. Dos 51 aos 70 anos, a ingestão dos alimentos fontes deve aumentar e representar 10 microgramas da vitamina. Para quem tem mais de 71 anos, a recomendação de consumo é de 15 microgramas por dia.


Saúde nas frutas
Vitamina E

Vitamina composta por uma família de oito antioxidantes, a vitamina E se destaca por proteger a gordura presente na membrana celular dos radicais livres (moléculas que se aglomeram e causam entupimento das artérias).

O micronutriente também trabalha para inibir a formação de placas nos vasos sanguíneos, além de favorecer a vaso dilatação , afirma Roberta, do Minha Vida. Problemas no transporte das gorduras pelo organismo ou de má absorção de nutrientes são as conseqüências da deficiência de vitamina

E, apesar dos casos serem raros. Os adultos com mais de 19 anos precisam ingerir, no mínimo 15 miligramas por dia. Para atingir a recomendação, insira óleos vegetais e sementes como amêndoas, amendoim, nozes e castanhas no cardápio.


A saúde que vem do prato
Vitamina K

Entre diversas atividades, a vitamina K participa na coagulação sanguínea e na formação de proteínas a partir das células ósseas, favorecendo a mineralização dos tecidos ósseos e o crescimento. Suspeita-se ainda que o micronutriente esteja envolvido na regulação do desenvolvimento celular.

Assim como a vitamina E, quando em falta, a vitamina K está associada à má absorção de gordura, já que ela depende da gordura para ser transportada pelo organismo.

Além disso, uma dificuldade de coagulação do sangue também pode acontecer, apresentando-se em forma de hemorragias em casos mais graves. Óleos vegetais e folhas verde-escuras são boas fontes da vitamina. Para garantir que os benefícios do micronutriente apareçam, o consumo diário deve ser de 120 microgramas.


As mil e uma vantanges de consumir laranja
Vitamina B1

Ela também pode ser chamada de tiamina e tem papel fundamental na transformação dos alimentos em energia para o corpo. Outra missão importante da vitamina B1 é fazer o transporte de íons através da membrana celular dos músculos e dos nervos, mantendo estas células em perfeito funcionamento.

De acordo com a nutricionista Roberta Stella, quando sua quantidade mínima não é atingida, uma doença chamada beribéri pode se instalar. Seus sintomas são confusão mental, perda muscular, edema, taquicardia e aumento do tamanho do coração. Para evitar os males causados pela deficiência de B1, basta encher os pratos de leguminosas, peixes, cereais integrais e enriquecidos, carne bovina e suína.

A soma diária da vitamina deve ser de 1,2 miligramas para adultos acima de 19 anos e de 1,4 para gestantes e lactantes



Que tal um saboroso sanduíche?
Vitamina B3

A riboflavina faz parte do famoso complexo B e está envolvida no transporte de elétrons, que é parte fundamental para a produção de energia a partir dos carboidratos, proteínas e gorduras. Sem contar que ela apresenta características antioxidantes, o que ajuda a prevenir o envelhecimento celular e evita derrames e infartos.

Quando a riboflavina está em falta, geralmente, está associada à deficiência de outras vitaminas hidrossolúveis. Os principais sintomas são lacrimação, queimação e coceira nos olhos, dor e queimadura dos lábios, boca e língua. Dietas pobres em proteínas animal e em vegetais verde-escuros por um longo período podem ser a causa da queda das taxas de riboflavina , esclarece Roberta.

Portanto, é preciso atenção ao consumo de carnes, verduras escuras, leite e derivados. A recomendação diária da vitamina é de 1,3 miligramas.

Vitamina B5
Vitamina B5

Também conhecida como ácido pantotênico, a vitamina B5 é encontrada em todas as células vivas na forma de coenzima A (CoA), que participa de inúmeras reações essenciais para o organismo. A CoA está envolvida, por exemplo, no processo de transformação dos alimentos em energia, fazendo a síntese de gorduras, colesterol, hormônios, neurotransmissor e melatonina.

A deficiência de ácido pantotênico é muito rara, observada somente em casos de extrema má nutrição , afirma Roberta. A ingestão adequada equivale a 5 miligramas por dia. As fontes alimentares da vitamina são peixe, frango, ovos, leite, lentilha, abacate e batata

O consumo diário recomendado é de 30 microgramas
Biotina

Biotina
Mais uma participante do complexo B, a biotina é a responsável por ativar quatro enzimas chamadas de carboxilases. Roberta explica que essas enzimas são essenciais para haver reações metabólicas no organismo, como a síntese de ácidos graxos ea formação de glicose . Apesar de rara, sua deficiência pode causar queda de cabelo, depressão e sonolência. Suas fontes alimentares são os ovos, fígado, pão e cogumelo. O consumo diário recomendado é de 30 microgramas.
Assim você fica mais bonita e saudável
Vitamina B6

Por não ser produzida pelo corpo, assim como todos os outros representantes do complexo B, a vitamina B6 precisa de um reforço ainda maior na alimentação.

Na forma de coenzima, ela participa de diversas reações metabólicas fundamentais para o organismo, como a estocagem de glicogênio nos músculos, que fornecerá energia quando necessário.

Outra atividade importante da B6 é atuar na formação da serotonina (neurotransmissor relacionado ao bem-estar), das células vermelhas sanguíneas (hemoglobinas) e também da síntese de outra vitamina, a niacina , explica a nutricionista. Transtornos como tontura, depressão e irritação da pele são alguns indícios da falta de vitamina B6.

Os alcoólicos são o grupo que mais corre risco de sofrer com esses sintomas, pois eles sofrem alteração do metabolismo normal dessa vitamina , alerta Roberta Stella. (Conte com o menu certo para combater problemas de saúde) A quantidade de B6 deve girar em torno de 1,3 a 2,0 miligramas por dia. Para ingeri-las, é só contar com cereais integrais, leguminosas, batata, banana e alimentos fortificados.


carnes, peixes, ovos, leite e queijos evitam que as taxas da vitamina não sejam atingidas
Vitamina B12

B12 ou cobalamina são os nomes que essa vitamina essencial para o bom funcionamento das células leva. Ela atua principalmente nas células do intestino, do tecido nervoso e da medula óssea.

A nutricionista Roberta Stella lembra ainda que a B12 está envolvida na dação diária de B12 é de 2,4 microgramas. formação do código genético.

Um tipo de anemia chamada perniciosa é uma das principais causas da deficiência de vitamina B12. Alimentos ricos em proteínas, como carnes, peixes, ovos, leite e queijos evitam que as taxas da vitamina não sejam atingidas.

Gostinho de saúde
Folato

Folato e ácido fólico são as denominações usadas para essa vitamina participante do complexo B. Apesar de desempenharem as mesmas funções, eles têm características diferentes. O ácido fólico, por exemplo, raramente é encontrado nos alimentos e no corpo humano.

Suas fontes são os suplementos alimentares e alimentos fortificados. Já os folatos, além de encontrados na alimentação, ainda são achados em formas metabolicamente ativas no organismo, como a formação de células sanguíneas (hemácias e leucócitos) e participação no código genético (DNA e RNA). Se as quantidades ideais de folato não forem atingidas, a anemia tem chances de se instalar.

Segundo a especialista do Minha Vida, em gestantes, a deficiência da vitamina pode causar má formação do tubo neural (estrutura que dá origem ao cérebro e à medula espinal da criança). Por isso, é comum a suplementação durante a gravidez, orientada por um especialista . A indicação de consumo diário para homens (e mulheres que não estejam grávidas) é de 400 microgramas. A quantidade pode ser atingida com a ingestão de vegetais verde-escuros, sucos de frutas cítricas, lentilha e feijão.

Adoce sua saúde
Vitamina C

Ela está no topo da lista das vitaminas que se tornaram celebridade. É importante ficar de olho na alimentação para obtê-la, já que a vitamina C, apesar de muito usada pelo organismo, não é sintetizada por ele assim como todas as outras
Também conhecida por ácido ascórbico, ela tem atuação importante na síntese de colágeno, estrutura que compõe os vasos sanguíneos, tendões, ligamentos e ossos. Além disso, tem papel de destaque na síntese de um neurotransmissor chamado norapinefrina.

Os neurotransmissores são fundamentais para a realização de atividades cerebrais e são conhecidos por agir no humor , esclarece a nutricionista Roberta Stella.

Mais uma função da vitamina C é fazer a síntese de carnitina, uma pequena molécula envolvida no transporte de gordura para a célula, que resulta em energia. Sem falar que ela é um potente antioxidante, capaz de protegermoléculas indispensáveis para o corpo, como proteínas, gorduras, carboidratos e ácidos nucléicos (RNA e DNA), de danos provocados pelos radicais livres.

Segundo Roberta Stella, os radicais livres são gerados durante o metabolismo normal e pela exposição de toxinas e poluentes como o fumo. Apesar de sua deficiência ser rara, já que a vitamina é obtida facilmente pela alimentação, pode causar uma doença fatal: o escorbuto, cujos sintomas são inchaço, dores nas articulações, hemorragia nas gengivas e feridas que não cicatrizam.

Para prevenir a falta do acido ascórbico e evitar doenças crônicas, recomenda-se uma ingestão diária de 90 miligramas para homens e 75 miligramas para mulheres, ambos acima de 19 anos. Quem fuma deve consumir uma quantidade adicional de 35 miligramas por dia, devido ao aumento do estresse oxidativo. Laranja, limão, abacaxi, mamão, goiaba e pimentão são bons exemplos de fontes da vitamina C.
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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Vitamina D previne contra tipo sério de alergia

Vitamina D previne contra tipo sério de alergia


Um novo estudo feito pela University of Pittsburgh School of Medicine e pela Louisiana State University School of Medicine sugere que a vitamina D pode ser eficaz para o tratamento e até prevenção de uma das alergias mais comuns que podem trazer muitas complicações para os pacientes com doenças respiratórias.


Os autores do estudo observaram dois grupos de pacientes que tinham fibrose perivascular, uma doença respiratória que afeta aproximadamente 700 mil pessoas no mundo. O primeiro grupo havia desenvolvido infecções nas vias respiratórias causadas pelo Aspergillus fumigates, um dos tipos mais comuns de fungos causadores de alergia, e o segundo grupo era formado por pacientes com fibrose que não estavam com infecções respiratórias causadas por esse fungo. Os pesquisadores descobriram que as pessoas do primeiro grupo tinham baixos níveis de vitamina D, se comparadas aos outros pacientes.

Depois disso, a alimentação do primeiro grupo foi alterada, e passou a ter mais fontes de vitamina D como gemas de ovos e peixes. Os médicos notaram uma melhora nos sintomas das infecções causadas pelo Aspergillus fumigates, e passaram a ser mais tolerantes ao contato com esse fundo.

De acordo com os pesquisadores, isso acontece porque produção das células especiais do sistema imunológico que conseguem detectar e combater os fungos está ligada a ingestão de alimentos ricos em vitamina D.

Além dos pacientes com fibrose, os autores do estudo notaram que pacientes com quase todos os tipos de doenças respiratórias crônicas, como asma e bronquite também são muito afetados por esse fungo, e para eles a ingestão vitamina D também é um método eficaz de prevenir ou tratar essa alergia que causa infecções.

A Vitamina D

Além de ser vital para regular a pressão arterial, mantendo o sistema nervoso nos trilhos, a vitamina D entra em ação para absorver o cálcio e o fósforo.

"Ela é essencial para a manutenção do metabolismo do cálcio, que atua no desenvolvimento ósseo", explica Roberta Stella, sobre a contribuição indireta deste nutriente contra a osteoporose. Tanto que, em falta, pode levar ao raquitismo infantil e à baixa estatura. Os adultos com deficiência da vitamina sofrem com a osteomalácia, doença caracterizada pelo amolecimento dos ossos e deformidade.

Recorrer a alimentos como salmão, sardinha, óleo de fígado de peixe e gema de ovo é só uma forma de obter o micronutriente. Isso porque 15 minutinhos diários de banhos de sol contribuem muito para os níveis de vitamina D subirem.

"A exposição solar é o principal meio para alcançar os requerimentos dessa vitamina", ressalta a especialista. As doses diárias devem ser de 5 microgramas para adultos entre 19 e 50 anos. Dos 51 aos 70 anos, a ingestão dos alimentos fontes deve aumentar e representar 10 microgramas da vitamina. Para quem tem mais de 71 anos, a recomendação de consumo é de 15 microgramas por dia.
Fonte: O ESTADO DO PARANA

Saborosos perigos

Saborosos perigos

Gordura trans, vegetal ou hidrogenada, espessantes, acidulantes, ácido cítrico, ciclamato de sódio, aspartame, conservante anti-mofo. Você sabe o que está colocando no seu prato quando consome produtos industrializados que contêm esse bando de ingredientes e qual a relação deles com sua saúde? A maioria das pessoas, não. Devido à sua praticidade, os industrializados ocupam uma parcela cada vez maior no mercado de alimentos. Afinal, o único trabalho que se tem é de abrir a embalagem e colocá-la, geralmente, no micro-ondas. Definitivamente, os industrializados vieram para ficar, pois representam uma solução para a vida corrida de um mundo cada vez mais globalizado. Mas nem tudo o que vemos é o que verdadeiramente enxergamos.

Esses alimentos podem ser uma verdadeira armadilha para a saúde, causando alergias, doenças cardiovasculares e até câncer quando consumidos demasiadamente, segundo o nutrólogo Ênio Cardillo Vieira, professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e vice-presidente da Academia Mineira de Medicina.

"Para tornar esses alimentos mais vistosos, práticos e duráveis, os fabricantes se valem de algumas dezenas de aditivos químicos. Os mais comuns são os corantes, aromatizantes, conservantes, antioxidantes, estabilizantes e acidulantes. São eles os responsáveis por dar sabor, cheiro e aspecto naturais aos alimentos industrializados, além de maior durabilidade. Os embutidos e os enlatados, ou seja, os alimentos cárneos, que dominam a nossa vida, caso dos hambúrgueres, defumados e salsichas, são os grandes vilões. Eles têm alto índice de nitrito, conservante que pode produzir nitrozanina, substância altamente cancerígena. No Japão, há um índice elevado da doença atribuído ao alto consumo de defumados", diz o nutrólogo.

Além dos alimentos cárneos, outra grande vilã é a gordura vegetal hidrogenada, amplamente conhecida como gordura trans. Ela está presente na maioria dos alimentos, como biscoitos (recheados e waffers) – nestes também encontramos conservantes, antimofos e corantes –, salgadinhos empacotados, batata frita, tortas e bolos prontos, pães doces, pães de forma, sorvete, achocolatados prontos, margarina, requeijão cremoso, pipoca para micro-ondas, temperos prontos, em tabletes ou em pó. "A diferença da margarina para o plástico, inclusive, é de apenas uma molécula", acrescenta o nutrólogo.

COLESTEROL Adotada pela indústria como alternativa à gordura de origem animal, conhecida como saturada, a gordura trans foi considerada, por um tempo, por ser de origem vegetal, pouco ofensiva à saúde. Mas estudos posteriores descobriram que ela é ainda pior que a saturada, pois aumenta o LDL (colesterol ruim) e baixa o HDL (colesterol bom), causando doenças, sobretudo cardiovasculares, como infarto do miocárdio e derrame cerebral, de acordo com Cardillo. "A gordura de origem animal, por seu lado, não diminuiu os níveis de HDL no organismo", acrescenta.

Diante da correria diária, cada vez mais intensificada pelo mundo globalizado, torna-se uma tarefa árdua sabermos o que realmente ingerimos na avaliação da especialista em nutrição Maria Isabel Correia, professora do Departamento de Cirurgia da UFMG. "Se pudéssemos trocar o bolo vistoso daquela confeitaria famosa pelo que fazemos em casa seria o ideal, porque saberíamos o que realmente estamos adicionando e, posteriormente, comendo. Como é difícil, o pontochave é saber o que é bom e o menos ruim, pois na correria do dia a dia vamos comê-lo invariavelmente. A dieta ideal é a mais natural possível, o que é quase impossível na nossa rotina", pondera.

De qualquer forma, é bom reavaliarmos nossos hábitos alimentares, segundo Ênio Cardillo, e, sobretudo, nosso estilo de vida. Se assim for, evitaremos uma série de malefícios à saúde, principalmente o câncer. "Pesquisas do Instituto Nacional do Câncer mostram que o câncer é uma doença de estilo de vida e 30% deles são causados pelos maus hábitos alimentares", acrescenta Maria Isabel.

Então, é bom abrir o olho e ler, tim-tim por tim-tim, os rótulos dos alimentos, segundo Maria Isabel. Eles devem trazer, por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, todas as informações referentes ao conteúdo do alimento, como a quantidade de colesterol, cálcio e ferro e também o dado se o produto apresenta quantidade igual ou superior a 5% da ingestão diária recomendada (IDR) desses itens.

INIMIGO OCULTO

ALGUNS ADITIVOS E OS EFEITOS COLATERAIS DOS CONSERVANTES

ANTIOXIDANTES: São compostos que previnem a deterioração dos alimentos por mecanismos oxidativos. A oxidação envolve a adição de um átomo de oxigênio ou a remoção de um átomo de hidrogênio das moléculas que constituem os alimentos. Os mais usados são o ácido benzoico, nitratos e nitritos. Podem causar alergia, distúrbios gastrointestinais, dermatite, aumento de mutações genéticas, hipersensibilidade, câncer gástrico e do esôfago.

CORANTES: Podem ser naturais ou sintéticos. Estes, geralmente em pó ou em grânulos, são tóxicos. Mas como a concentração usada é muito pequena, não chegam a ser preocupantes. Mesmo assim, certos corantes permitidos no Brasil (tal como o Allura) foram proibidos em vários países (como o Canadá), porque podem causar reações alérgicas, convulsões e câncer.

ESPESSANTES OU ESTABILIZANTES: A principal função é aumentar a viscosidade do produto final, bem como estabilizar emulsões. A formação e estabilização de espuma em vários produtos também é um efeito desses aditivos. Pode provocar irritação da mucosa intestinal e ação laxante.

UMECTANTES: Responsável por manter o alimento úmido e macio. No coco ralado, por exemplo, é adicionada glicerina. Nos marshmallows, adiciona-se monoestearato glicérico. Pode causar distúrbios gastrointestinais e da circulação pulmonar.

ACIDULANTES (ÁCIDO ACÉTICO): Aumentam a acidez, ou simplesmente dão ou intensificam o sabor ácido. Pode ajudar na conservação por atenuar o aparecimento de certos micro-organismos ao aumentar o Ph do meio. Aumentam ainda a eficácia de conservadores. Quando usados demasiadamente podem provocar cirrose hepática, descalcificação dos dentes e dos ossos.

FLAVORIZANTES: São responsáveis por dar sabor ao produto industrializado característico ao in natura. Pode causa câncer e alergias.

GORDURA TRANS: É a gordura vegetal transformada em gordura sólida. Também conhecida como óleo hidrogenado. Usada para dar crocância e consistência aos produtos industrializados. Causa obesidade, câncer de mama e doenças cardivasculares em decorrência do aumento do colesterol ruim e diminuição do colesterol bom.

AGENTES ADOÇANTES: Estão presentes em produtos destinados a consumidores que precisam de restrição calórica, portadores de diabetes ou ainda pessoas que têm problemas ao ingerir certos açúcares. Os mais usados na indústria são o aspartame e adoçantes elaborados a partir de ciclamato de sódio e sacarina sódica, que podem provocar câncer, o que ocorreu com estudos em ratos. Por isso, embora vendidos livremente no Brasil, foram proibidos nos EUA, ainda que sem testes em seres humanos.
Fonte: ESTADO DE MINAS – MG

Ginkgo biloba melhora circulação

Ginkgo biloba melhora circulação

Conhecida por suas funções terapêuticas, a ginkgo biloba caiu no gosto popular há muito tempo. Em forma de chá, cápsula ou comprimido, a planta é consumida, por vezes indiscriminadamente, em especial para o tratamento de doenças circulatórias, zumbido de ouvido, mal de Alzheimer e até câncer.

Alvo de vários estudos, a ginkgo também está associada ao combate a tumores ovarianos e de mama, porém ainda não há nada conclusivo a respeito. Da mesma forma, não houve comprovação científica sobre sua eficácia no tratamento de perda de memória. Até o momento, o que se sabe é que a planta melhora a circulação sanguínea. "O seu principio ativo é a ginkgobilina, que promove o aumento da circulação periférica, prevenindo problemas de coagulação, trombose, flebites. Alivia as dores causadas pela má circulação e a melhora da neurotransmissão pode acabar retardando o processo de degeneração do neurônios", explica o médico Jou Eel Jia, especializado em Medicina Tradicional Chinesa.

Em relação ao uso da planta no combate ao câncer, o médico esclarece que devido à sua função de melhorar a circulação sanguínea. a ginkgo biloba e seu fitocomplexo, muitas vezes. funcionam como citostáticos (inibidores do crescimento e multiplicação de células cancerosas). Entretanto, Jou salienta que ainda há carência de estudos clínicos neste campo.

Quem pode tomar? - Na China antiga, a ginkgo biloba era consumida livremente como chá e sua semente era utilizada como doce. Também era utilizado por idosos como prevenção para doenças cardiovasculares. Hoje, estudos confirmam que a planta tem grande quantidade de antioxidantes, que atuam no retardamento do envelhecimento.

Segundo Jou, o consumo do ginkgo biloba, seja em forma de chá in natura ou encapsulado, deve ser feito sob aconselhamento médico. Já a administração dos comprimidos que levam o extrato só podem ser vendidos com prescrição médica e administrados sob a orientação deste profissional. "A ginkgo biloba é um medicamento e a pessoa que pretende fazer uso desta substância deve passar por uma avaliação médica, para checar seu quadro de saúde atual. Ainda há outros medicamentos derivados de ginkgobilina, como, por exemplo, o Tanakan ou Tebonin, que também precisam de prescrição médica."

Contra-indicação - Estudos feitos na Universidade de Bonn (Alemanha)_ apontam que a ginkgo biloba aumenta o risco de convulsões em pessoas com epilepsia e reduz o efeito de medicamentos anticonvulsionantes. "O fitoterápico é contra-indicado no quadro de suspeita de hemorragia, pré-cirúrgico e também no caso de pessoas que têm problema de convulsão, pois pode causar hemorragias por ruptura de vaso levando a sangramentos durante a crise convulsiva", salienta Jou.

Portanto, antes de iniciar o tratamento com a ginkgo, Jou insiste que é preciso consultar um médico. "A forma mais segura para o uso de ginkgo biloba é através de um aconselhamento médico, mesmo na forma de chá in natura", adverte.
VIVIANE RODRIGUES
Fonte: JORNAL DE JUNDIAÍ – SP

Alzheimer

Sobre o Alzheimer
Roberto Goldkorn é psicólogo e escritor

Meu pai está com Alzheimer. Logo ele, que durante toda vida se dizia 'o Infalível'. Logo ele, que um dia, ao tentar me ensinar matemática, disse que as minhas orelhas eram tão grandes que batiam no teto. Logo ele que repetiu, ao longo desses 54 anos de convivência, o nome do músculo do pescoço que aprendeu quando tinha treze anos e que nunca mais esqueceu: esternocleidomastóideo.

O diagnóstico médico ainda não é conclusivo, mas, para mim, basta saber que ele esquece o meu nome, mal anda, toma líquidos de canudinho, não consegue terminar uma frase, nem controla mais suas funções fisiológicas, e tem os famosos delírios paranóicos comuns nas demências tipo Alzheimer.

Aliás, fico até mais tranqüilo diante do 'eu não sei ao certo' dos médicos; prefiro isso ao 'estou absolutamente certo de que.....', frase que me dá arrepios.

E o que fazer... para evitarmos essas drogas?

Como?

Lendo muito, escrevendo, buscando a clareza das idéias, criando novos circuitos neurais que venham a substituir os afetados pela idade e pela vida 'bandida'.

Meu conselho: é para vocês não serem infalíveis como o meu pobre pai; não cheguem ao topo, nunca, pois dali só há um caminho: descer. Inventem novos desafios, façam palavras cruzadas, forcem a memória, não só com drogas (não nego a sua eficácia, principalmente as nootrópicas), mas correndo atrás dos vazios e lapsos.

Eu não sossego enquanto não me lembro do nome de algum velho conhecido, ou de uma localidade onde estive há trinta anos. Leiam e se empenhem em entender o que está escrito, e aprendam outra língua, mesmo aos sessenta anos.

Coloquem a palavra FELICIDADE no topo da sua lista de prioridades: 7 de cada 10 doentes nunca ligaram para essas 'bobagens' e viveram vidas medíocres e infelizes - muitos nem mesmo tinham consciência disso.

Mantenha-se interessado no mundo, nas pessoas, no futuro. Invente novas receitas, experimente (não gosta de ir para a cozinha? Hum... Preocupante). Lute, lute sempre, por uma causa, por um ideal, pela felicidade. Parodiando Maiakovski, que disse 'melhor morrer de vodca do que de tédio', eu digo: melhor morrer lutando o bom combate do que ter a personalidade roubada pelo Alzheimer.

Dicas para escapar do Alzheimer:

Uma descoberta dentro da Neurociência vem revelar que o cérebro mantém a capacidade extraordinária de crescer e mudar o padrão de suas conexões.

Os autores desta descoberta, Lawrence Katz e Manning Rubin (2000), revelam que NEURÓBICA, a 'aeróbica dos neurônios', é uma nova forma de exercício cerebral projetada para manter o cérebro ágil e saudável, criando novos e diferentes padrões de atividades dos neurônios em seu cérebro. Cerca de 80% do nosso dia-a-dia é ocupado por rotinas que, apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual, escondem um efeito perverso; limitam o cérebro.

Para contrariar essa tendência, é necessário praticar exercícios 'cerebrais' que fazem as pessoas pensarem somente no que estão fazendo, concentrando-se na tarefa. O desafio da NEURÓBICA é fazer tudo aquilo que contraria as rotinas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional. Tente fazer um teste:

- use o relógio de pulso no braço direito;
- escove os dentes com a mão contrária da de costume;
- ande pela casa de trás para frente; (vi na China o pessoal treinando isso num parque);
- vista-se de olhos fechados;
- estimule o paladar, coma coisas diferentes; (conheço tanta gente que só quer comer a mesma coisa)
- veja fotos de cabeça para baixo;
- veja as horas num espelho;
- faça um novo caminho para ir ao trabalho.
A proposta é mudar o comportamento rotineiro!
Tente, faça alguma coisa diferente com seu outro lado e estimule o seu cérebro. Vale a pena tentar!
Que tal começar a praticar agora, trocando o mouse de lado?
Que tal começar agora enviando esta mensagem, usando o mouse com a mão esquerda?
FAÇA ESTE TESTE E PASSE ADIANTE PARA SEUS (SUAS) AMIGOS (AS).
'Critique menos, trabalhe mais. E, não se esqueça nunca de agradecer!'
Sucesso para você!


Obs.esta mensagem foi enviada por mim, com a mão esquerda. (e como é difícil)

Coma menos para viver mais

Coma menos para viver mais

Quer viver mais? Coma menos. É simples assim. O conceito, fruto de dezenas de pesquisas, já foi incorporado às terapias antienvelhecimento, mas na forma de extratos naturais que simulam os efeitos da restrição calórica no organismo. O próximo passo da indústria, agora, é chegar a uma pílula, para que as pessoas tenham os benefícios da restrição, sem deixar de comer.

O médico ortomolecular Tsutomu Higashi, de Londrina, afirma que o conceito não é novo - ´´há 2 mil anos a medicina chinesa já falava disso, para não comer até o estômago ficar cheio´´. Hoje, pesquisas mostram o que acontece, de fato, no corpo diminuindo a ingestão de comida.

Um dos estudos, cita ele, feito na Universidade de Wisconsin (EUA), mostra o efeito em macacos depois de dez anos de restrição alimentar. Em um dos grupos da pesquisa, encerrada em 2009, a alimentação foi reduzida em 40%, e, no outro, foi livre. Nos dois, não houve preocupação com qualidade.

´´Naqueles que não tiveram restrição, todos ficaram diabéticos, apresentaram algum tipo de doença degenerativa severa e 50% morreu. No grupo que teve a restrição, não houve nenhum caso de diabetes, 30% apresentou doenças degenerativas e 20% morreu´´, aponta Higashi. ´´A conclusão é que comendo pouco, a longevidade é maior, e dá para extrapolar isso para os humanos´´, afirma o endocrinologista Leonardo Higashi.

Outra linha de pesquisa, contam os médicos, descobriu um gene e uma enzima do organismo ativados pela restrição calórica. ´´A restrição mobiliza o gene Sirt 1 e uma enzima chamada acetilase, que atua no ciclo da célula, fazendo com que não haja muita apoptose, morte celular. Além disso, equilibra o sistema imunológico, o metabolismo de insulina e açúcar e a parte inflamatória´´, explica Higashi. Toda essa mudança causada pela restrição foi chamada de hormesis.

Mas, mesmo com benefícios, quem quer reduzir em 40% a alimentação? Foi com a premissa de que as pessoas não estão interessadas em diminuir a quantidade de alimentos que o pesquisador americano David Sinclair foi atrás de moléculas que bioquimicamente poderiam ter o mesmo efeito. E descobriu. Segundos os Higashi, 15 moléculas mimetizadoras da restrição calórica, todas provenientes de plantas, já foram descritas. As mais comuns são o resveratrol, presente na uva, o extrato de chá preto, o mirtilo ou blueberry e a quercetina, presente na maçã.

Todos esses extratos - afinal, não adianta comer quilos e quilos de maçã - já são usados na medicina ortomolecular como mais uma forma de abordagem do tratamento antienvelhecimento ou ´anti-aging´. Mas é preciso lembrar que não há milagres: ´´nada tem mais benefício que uma alimentação saudável aliada à atividade física´´, diz Leonardo. E, mesmo com a indústria investindo para criar uma pílula que ofereça os mesmos benefícios da restrição calórica, sempre resta a opção - por que não? - de comer menos.
Fonte: FOLHA DE LONDRINA – PR

Transtorno bipolar

Pacientes se autodiagnosticam com transtorno bipolar
A doença ganhou status, devido aos casos em celebridades

Por Minha Vida Publicado em 17/6/2010

Dois psiquiatras britânicos alertaram para um novo fenômeno: o fato de que muitas pessoas estão se autodiagnosticando com transtorno bipolar ou pedindo para que médicos façam esse diagnóstico. Segundo os psiquiatras Diana Chan e Lester Sireling, do hospital St. Ann, em Londres, o fenômeno se deve ao aumento da conscientização pública em relação à condição e ao fato de que várias celebridades no país estão falando abertamente sobre serem bipolares. Isso, segundo eles, tem feito com que o transtorno seja mais aceitável e tenha menos estigma.

Os psiquiatras disseram ainda que os pacientes podem ainda estar buscando um status social mais alto, já que a condição costuma ser associada a uma maior criatividade, como o ator britânico Stephen Fry, que vem discutindo abertamente seu diagnóstico. Desde que o ator veio a público para falar sobre sua condição, psiquiatras britânicos vem recebendo mais pacientes que dizem ser bipolares, segundo Chan.

"Uma pessoa que veio a nós tendo se diagnosticado como bipolar havia sido tratada antes com depressão", disse. "Ela também estava usando álcool e drogas ilícitas para controlar suas 'variações de humor' e havia relatado comportamento vergonhoso e instável", disse a psiquiatra. A paciente acabou sendo diagnosticada com o transtorno bipolar.

De acordo com os pesquisadores, ser bipolar virou um diagnóstico visto como desejável, o que deve aumentar ainda mais o número de pessoas chegando ao consultório com este autodiagnóstico, que traz uma série de desafios aos médicos. "É importante que os psiquiatras façam esse diagnóstico quando válido, mas, por outro lado é igualmente essencial ajudar as pessoas que desejam esse diagnóstico a entender que ter 'variações de humor' e comportamentos caóticos ou instáveis não significa necessariamente que estejam sofrendo de transtorno bipolar", de acordo com Chan.

O transtorno bipolar é uma condição mental que se manifesta com episódios de instabilidade de humor, alternando entre o "alto" (comportamento maníaco) e o "baixo" (depressão). A condição pode atrapalhar os relacionamentos, trabalho e interações sociais dos pacientes.

O Transtorno Afetivo Bipolar (também conhecido como TAB) é multidimensional e caracteriza-se por alterações patológicas, cognitivas e psicomotoras. Geralmente, divide-se em fases de episódios únicos ou repetidos. "Uma crise pode ter início inesperado, e sumir espontaneamente, ou apresentar curso crônico ao longo da vida. Os sintomas são de intensidade leve, moderada ou grave, podendo ser incapacitante", de acordo com a psiquiatra Alexandrina Meleiro. Há uma fase depressiva, que pode ser seguida por um período de normalidade, seguida pela euforia, exaltação do humor e grandiosidade, voltando para um período de normalidade
FONTE:Por Minha Vida Publicado em 17/6/2010

Fisiologia explica por que o amor é cego

Fisiologia explica por que o amor é cego

Desde a adolescência, a médica paulista Cibele Fabichak se perguntava sobre vários assuntos relacionados a amor, emoções e sexo. Quando entrou na faculdade de medicina, já no primeiro ano, apaixonou-se por fisiologia e começou a buscar as respostas nesta área para suas dúvidas. O resultado é o livro “Sexo, Amor, Endorfinas & Bobagens” (Editora Novo Século, R$ 29,90), em que a médica explica por meio de estudos científicos como funcionam os mecanismos da paixão e do amor no corpo e na mente.

A primeira pergunta da entrevista, portanto, não poderia ser outra: o amor pode ser explicado biologicamente? “Sim, já temos vários trabalhos para entender melhor como funciona o cérebro e os hormônios, além de outros elementos, como história pessoal, cultura e ambiente”, diz. Ela cita a antropóloga americana Helen Fisher, que classificou o amor em três etapas:
1ª – Desejo sexual, em que o principal hormônio envolvido é a testosterona.
2ª – Atração física ou sexual, caracterizada por grande euforia e felicidade intensa. Fase regida pelos hormônios que proporcionam bem-estar, como dopamina, endorfina e serotonina.
3ª – Vínculo duradouro, o amor.

Diante dessa classificação, outra pergunta é automaticamente respondida: o amor pode vir com o tempo. Mas, e o tal do famoso amor à primeira vista? De acordo com Cibele, seria mais correto dizer paixão à primeira vista. Segundo ela, o grande gatilho é olhar e gostar. Os estudiosos buscam explicação para esse comportamento nos homens primitivos: a natureza busca a procriação, portanto é importante que o macho (principalmente) tenha uma visão que o atraia. E esse mecanismo precisa agir rápido nos animais, porque o período fértil é curto para fêmea. “O ser humano herdou dos primórdios esse encantamento rápido pela fêmea. E esse comportamento é universal, de acordo com pesquisas feitas com vários povos”, afirma a médica.

A mulher também é atraída pela visão, mas nem tanto. Para ela é importante visualizar também o aspecto emocional no homem. E aí entram outros elementos: cultura, bom humor, status social, se dá segurança, se é provedor. “A velocidade com que o homem se apaixona é mais rápida. Já a mulher demora mais porque ela precisa de tempo para avaliar”, conclui Cibele.

Por que o amor é cego?

Pesquisas demonstram que a paixão tem duração de aproximadamente 12 a 48 meses. “Esse seria o tempo para fortalecer a união, acontecer o ato sexual, a gestação e a criação do bebê (até que tenha certa independência, por volta dos 2 anos). A natureza faz as contas perfeitamente”, brinca Cibele.

E isso só é possível porque, quando o indivíduo está apaixonado, o sistema límbico (central das emoções) produz uma avalanche de substâncias que tornam o amado “perfeito”. Por isso se diz que o amor é cego, além ser uma boa explicação para escolhas erradas, casamentos precipitados e afins. Quando passa essa onda de prazer que distorce os novos julgamentos, o casal começa a enxergar o outro exatamente como ele é. Se os laços formados são fortes e existem outros elementos que ligam o casal além do sexo, a parceria continua.

A médica, no entanto, avisa que o principal ponto para a manutenção da união é o novo. “O casal deve realizar atividades novas, como um jantar romântico de vez em quando, tentar posições sexuais diferentes, planejar viagens etc.”, aconselha. “A cada novidade, nosso cérebro ativa as substâncias que trazem prazer”, diz.

Rompimento

Estudos mostram que a pessoa apaixonada se acostuma com as substâncias produzidas pelo cérebro que geram uma onda de prazer e satisfação. “Após a separação, é como se o cérebro estivesse ‘viciado’, por isso o indivíduo entra em estado de abstinência”, explica a autora.

Como resultado, pode-se citar a raiva, a busca intensa pelo parceiro e até o aumento do estado de paixão, já que são mantidas as atividades cerebrais que estimulam a paixão. “Essa fase pode demorar de dias a meses”, avisa a médica. E, a partir do momento em que cessam os estímulos do parceiro, a pessoa pode entrar numa fase de tristeza e depressão.

“Toda essa química do cérebro começa a diminuir e a estimular a atividade do córtex pré-frontal, região importante para o julgamento crítico, discernimento. Começa, então, a construção do ódio, o oposto do amor, e sentimento de total distanciamento, o que facilita o rompimento”, explica a especialista. Segundo ela, algumas exageram e chegam à vingança. Vários elementos, como educação, personalidade, cultura, ambiente, transtornos psíquicos etc., vão determinar se o indivíduo vai passar por essas fases e seguir em frente ou cometer loucuras de amor.
FONTE:ROSANA FERREIRA Editora-assistente de UOL Estilo Comportamento

Medo

O MEDO IMAGINÁRIO

O medo é o maior inimigo do homem. O medo está por trás do fracasso, da doença e das relações humanas desagradáveis. Milhões de pessoas têm medo do passado, do futuro, da velhice, da loucura e da morte. O medo é um pensamento na sua mente. Portanto, do que tem medo é dos seus próprios pensamentos. Os seus temores não têm rosto. Eles são apenas vozes sem palavras. Eles só têm palavras se permitir que influenciem o seu modo de pensar.

Se colocasse uma tábua de 20cm de largura no chão e lhe pedisse para correr em toda a sua extensão, fá-lo-ia tranquilamente. Contudo, se pusesse a mesma tábua entre dois prédios de 15 andares, o seu pensamento reagiria de acordo e teria medo de andar sobre ela.

Todos nós temos medo. O importante é como reagimos a estes temores. Vigie os seus pensamentos. Cada pensamento aceito como verdade é enviado pelo seu consciente ao subconsciente e trazido ao seu mundo exterior como uma realidade.

Medo é uma coisa boa, pois nos protege dos perigos. Os grandes astros sempre sentem medo antes de entrar no palco. O medo é bom em certo sentido. Por isso é natural que sintamos medo, porém, lembre-se que, para tudo na vida, existe sempre uma primeira vez. O primeiro amigo, a primeira namorada, o primeiro emprego, a primeira promoção, etc. É, nesta primeira vez, que construímos o nosso futuro.

Se não fosse a primeira fase do seu estudo, hoje não teria o perfil profissional que tem, e, provavelmente, seria um completo ignorante. Tenho a certeza de que o seu primeiro dia na escola foi um verdadeiro terror, quando saiu de perto da sua mãe. Sentiu medo!

O medo se manifesta no corpo através de sensações como dor na barriga, imobilização, travamento (perna, mente, garganta), tremedeira, calafrios, suores. Provoca mudanças no metabolismo que se manifestam como um estado de alerta.

O estado de alerta é uma reação natural para situações de perigo, mas acaba sendo utilizado para as oscilações que a mente provoca. Esse, sim, é um medo desnecessário e prejudicial, pois passamos muito tempo acionando os mais diversos tipos de alerta imaginários: "Vou ser demitido", "Falhei!", "Estou sendo traído".

Todo desejo traz consigo um medo. Quando desejamos um novo emprego, uma promoção, um amor, surge, com este desejo, o medo de não conseguirmos. A mente começa a criar situações mirabolantes e um turbilhão de idéias negativas.

Das muitas atitudes que podem destruí-lo é a pré-qualificação dos seus projetos. Nunca diga a si próprio: "Estou feito" ou "Vou perder, já existem muitos pontos a meu desfavor". Essa é a melhor maneira de se derrotar antes de começar.

O medo causa sentimentos de opressão, depressão, tristeza, infelicidade e dor. Este sentimento é trazido pelas sensações de perda, exposição, erro, inferioridade, humilhação e vergonha. Quando nos mantemos frequentemente nesse estado de alerta imaginário, acabamos por gerar uma tensão que, com o tempo, se transforma em estresse.

O simples fato de mudarmos de uma moradia, de um emprego ou de um(a) namorado(a), traz consigo o medo imaginário. Será que no local da nova residência vou encontrar um mercado com facilidade? Os vizinhos serão atenciosos e amigáveis? Vou gostar de lá? No caso do emprego, será que ficarei feliz? Foi uma decisão acertada? E com o novo relacionamento amoroso, é a pessoa ideal para mim? Estou tomando a decisão acertada?

Medo imaginário é o movimento fantasioso que a mente faz, na tentativa de impedir que um acontecimento indesejável ocorra. Esta repulsa reforça a lembrança da dor, da punição, da vergonha e da humilhação, procurando evitar que venhamos a sofrer.

O medo imaginário embota a nossa mente e nos impede de agir de forma ousada, de pensar com clareza. Faz a mente distorcer os pensamentos, levando-nos a todos os tipos de crenças absurdas.

O medo do novo, do desconhecido, não existe. O que exista é apenas o apego às coisas conhecidas e o receio de perdê-las, pois o que é conhecido, por mais sofrimento que traga, nos parece seguro e confortável. O medo imaginário nos obriga a fazer sempre as mesmas coisas e, assim, criamos rotinas, hábitos, crenças e dogmas, evitando a aventura de um novo emprego, um novo amor, um novo projeto, deixando de nos abrir ao desconhecido e ao novo.

Nos questionamos muitas vezes que devemos mudar, que merecemos um emprego melhor, uma casa maior, ser feliz, ou qualquer outra coisa, mas não permitimos que as mudanças ocorram. Tememos e resistimos às mudanças externas e internas. Essas resistências são um reflexo de nossos temores para lidar com as mudanças.

Esse medo do novo, do desconhecido, não passa de falta de fé. Quando acreditamos que controlamos as coisas, que dominamos os fatos, temos uma confortável sensação de segurança. Como não podemos controlar algo que não conhecemos, somos tomados pela sensação de impotência.

O medo cria barreiras, muros de proteção, pois cremos que existem ameaças das quais temos que nos proteger, que nos defender. Obviamente, essas barreiras são criadas para proteger a nossa auto-imagem. Mas o medo não está ali zelando por nós, está nos travando. É o grande responsável por todos os nossos conceitos errôneos. Traz com ele o desejo de segurança, e o desejo de segurança traz o seu oposto, a insegurança.

Podemos até ter conhecimento de certos medos imaginários, mas nem sempre temos consciência deles. Não temos consciência dos medos que temos. Costumamos achar que dentro de nós só existem os grandes medos. Mas existem os pequenos medos, que são muitos e geram, de forma sutil, condicionamentos, ansiedade, preocupação, desconfiança, insegurança e tensão. Enquanto nos preocupamos com os grandes medos, esquecemo-nos dos medos menores, daqueles que realmente envenenam o nosso dia-a-dia.

Temos medo da zombaria, do ridiculo, da exposição, da humilhação, da desonra, do embaraço, da retaliação moral ou material, do castigo, da punição, da rejeição. Temos medo do que os outros vão achar, do que os outros vão dizer, do que os outros vão pensar. Vivemos em um permanente e desconfortável estado de alerta, não existindo repouso interno. Temos medo de ser rejeitado, magoado, da crítica, das reclamações, da nossa família, da opinião pública. Temos medo de não obter o que desejamos ou de perder o que possuímos, de perder nossas companhias, de ficar sem a segurança e a satisfação proporcionadas pela posse, de não ser ninguém, de não ter comida ou dinheiro suficientes. Temos medo de não ser um "sucesso", de perder o status social, de ser desprezado ou ridicularizado, de ser dominado por outrem. Temos medo de não chegar a conhecer o amor ou de não ser amado, de perder esposa ou filhos. Temos medo de perder a fé, de nos sentir vazios. Temos medo de viver.

Comece a compreender agora que o mundo em que vive é determinado em grande parte pelo que vai na sua mente. Não permita os pensamentos negativos, derrotistas, maldosos e deprimentes. Não desperdice energias e concentração numa luta inútil contra falsos fantasmas. Aperceba-se de que não pode passar por nada que não exista na sua mentalidade.
FONTE:Natan-Kadan

Comer rápido demais aumenta a ingestão de calorias

Comer rápido demais aumenta a ingestão de calorias

Pesquisadores da Grécia e do Reino Unido concluíram que pessoas que devoram os alimentos rapidamente acabam consumindo mais calorias, do que quando se alimentam num ritmo mais lento. O motivo é o efeito da ingestão mais rápida da comida sobre a liberação de hormônios responsáveis pela sensação de saciedade.

Para realizar o estudo, publicado na revista científica Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, os cientistas reuniram um grupo de pessoas, algumas porções de sorvete e um cronômetro. Os testes mostraram que quando os participantes tomavam o sorvete em 30 minutos, em vez de 15, liberavam mais hormônios que dão sensação de saciedade.

Através da coleta de amostras de sangue e medição da insulina dos participantes antes, durante e depois do consumo de sorvete, os pesquisadores descobriram que dois hormônios, a grelina orexígeno e o PYY, responsáveis por sinalizar a sensação de saciedade do organismo se manifestaram quando os participantes tomaram o sorvete mais devagar.

Como a sensação de saciedade leva a comer menos - como sugeriu outro estudo publicado no Jornal da Associação Dietética Americana-, os participantes, quando comeram o sorvete em mais tempo, consumiram aproximadamente 10% menos calorias.

Em outro estudo, envolvendo 3 mil participantes, publicado no The British Medical Journal, pessoas que diziam comer rapidamente e até se sentirem cheias tiveram risco três vezes maior de estarem acima do peso, em comparação a outras pessoas. (As informações são do Minha Vida, Saúde, Alimentação e Bem-estar)
Fonte: FOLHA DE LONDRINA – PR
FONTE:FOLHA DE LONDRINA – PR

Adoecer

Se não quiser adoecer - "Fale de seus sentimentos"

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças
como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna.. Com o tempo a
repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar,
confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados.
O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia..

Se não quiser adoecer - "Tome decisão"

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A
indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é
feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder
vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de
doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer - "Busque soluções"

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas.
Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o
fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de
mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia
negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer - "Não viva de aparências"

Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que
está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando
toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro.
Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com
muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer - "Aceite-se"

A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos
algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os
que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos,
destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é
sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer - "Confie"

Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria
liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não
há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em
Deus.

Se não quiser adoecer - "Não viva SEMPRE triste!"

O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida
longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive.

"O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é saúde e terapia.

Dr. Dráuzio Varela

Idade

Sensação da idade

Cientistas norte-americanos afirmam que a idade que a pessoa sente ter pode afetar o processo de envelhecimento, de acordo com um estudo publicado na revista especializada americana Journal of Gerontology: Social Sciences.

Pesquisadores da Universidade de Purdue dizem que a idade cronológica importa, mas a "própria interpretação da sua idade" tem consequências ainda mais duradouras.

"Se você se sente mais velho do que a sua idade cronológica, provavelmente vai experimentar várias das desvantagens associadas ao envelhecimento", afirma Markus Schafer, que coordenou a pesquisa.

Por outro lado, Schafer diz que aqueles que são mais velhos, mas tem a sensação de serem mais novos, "têm vantagens para manter várias das habilidades que se valoriza".

Idade cronológica x idade subjetiva

Schafer e a coautora do estudo, Tetyana Shippee, compararam a idade cronológica e a idade subjetiva de diversos indivíduos para determinar qual delas tem maior influência sobre as suas capacidades cognitivas.

Quase 500 pessoas com idades entre 55 e 74 anos foram entrevistadas sobre envelhecimento em 1995 e em 2005 pela Pesquisa Nacional sobre Desenvolvimento na Meia-Idade nos Estados Unidos.

Na primeira etapa, em 1995, a maioria das pessoas respondeu se sentir 12 anos mais nova do que realmente era, ao ser perguntada sobre que idade sentiam ter na maior parte do tempo.

"Descobrimos que essas pessoas que se sentiam jovens para a própria idade tinham mais chances de ter uma segurança maior sobre as suas capacidades cognitivas uma década mais tarde", afirma Schafer.

O que vem primeiro

O especialista em gerontologia admite, no entanto, não saber o que vem primeiro: se o bem-estar e a felicidade da pessoa afeta as suas capacidades cognitivas ou se as capacidades cognitivas é que afetam a sensação de bem estar.

"Estamos planejando descobrir isso em um futuro estudo", acrescenta.

Para Schafer, as descobertas do seu mais recente estudo tem implicações positivas e negativas, já que há muita pressão da sociedade para as pessoas ficarem jovens por cada vez mais tempo.

Por isso, quando inevitavelmente envelhecem, as pessoas podem perder a confiança em suas capacidades cognitivas.

"Por outro lado, por causa desse desejo de se manter jovem nos Estados Unidos, podem existir benefícios em tentar manter uma sensação de jovialidade ao se manter informado sobre as últimas tendências e atividades que revigoram."

Dominar novas tecnologias

O pesquisador diz ainda que aprender a dominar novas tecnologias pode ser outra forma de continuar a melhorar a capacidade cognitiva.

Estudos anteriores indicavam que as mulheres são mais suscetíveis a estereótipos relativos à idade. Por isso, a expectativa era que elas fossem se sentir mais velhas do que os homens e menos confiantes.

No entanto, de acordo com a nova pesquisa, a diferença, embora exista, "não foi tão significativa quanto se esperava".
FONTE:BBC

Fé contra a depressão

Fé contra a depressão

Pesquisas têm sugerido que a crença religiosa pode ajudar a proteger as pessoas contra os sintomas da depressão.

Mas um estudo, feito na Universidade Rush, nos Estados Unidos, vai um passo além.

Em pacientes já com o diagnóstico de depressão clínica, a crença em um Deus que se importa com as pessoas pode melhorar a resposta ao tratamento médico, conforme relata um artigo publicado no Journal of Clinical Psychology.

Medidores de sentimentos e espiritualidade

Participaram do estudo um total de 136 adultos diagnosticados com depressão grave ou depressão bipolar, atendidos tanto em ambiente hospitalar quanto ambulatorial, voltados para cuidados psiquiátricos.

Os pacientes foram examinados logo após a internação para tratamento e oito semanas depois, utilizando oInventário Beck de Depressão, a Escala de Desesperança de Beck, e a Escala do Bem-Estar Religioso - todos instrumentos padrão das ciências sociais para avaliar a intensidade, a profundidade e a gravidade da doença e os sentimentos de desesperança e de satisfação espiritual, respectivamente.

Fé salvadora

A resposta à medicação, definida como uma redução de 50 por cento nos sintomas, pode variar em pacientes psiquiátricos. Alguns podem não responder de forma alguma.

Mas o estudo descobriu que aqueles com fortes crenças em um Deus pessoal e que se preocupa com as pessoas tinham maiores chances de responder à medicação e experimentar melhoras.

Especificamente, os participantes que ficaram no terço superior da Escala de Bem-Estar Religioso tinham 75 por cento mais probabilidades de melhorarem com o tratamento médico para a depressão clínica.

O resultado é semelhante a um estudo feito no Brasil, que demonstrou a importância da religião para lidar com o câncer.

Importância da esperança

Os pesquisadores avaliaram se a explicação para a melhoria da resposta aos medicamentos estaria ligada ao sentimento de esperança, que normalmente é uma característica da crença religiosa.

Mas o grau de esperança, medido pelos sentimentos e expectativas quanto ao futuro, e o grau de motivação, não conseguem prever se um paciente se sentirá melhor com o uso dos antidepressivos.

"Em nosso estudo, a resposta positiva à medicação teve pouco a ver com o sentimento de esperança que normalmente acompanha a crença espiritual," afirma Patricia Murphy, professora de religião, saúde e valores humanos da Universidade Rush. "Ela esteve ligada especificamente à crença em um Ser Supremo que se importa com as pessoas."

Importância da religião para os pacientes

"Para as pessoas diagnosticadas com depressão clínica, a medicação certamente desempenha um papel importante na redução dos sintomas," disse Murphy. "Mas quando se trata de pessoas diagnosticadas com depressão, os médicos precisam estar cientes do papel da religião na vida de seus pacientes. É um recurso importante no planejamento do tratamento."

Um outro estudo sobre religião e medicina mostrou que, apesar da importância da religião na recuperação dos pacientes, a maioria dos médicos tende a ver a fé como um empecilho às suas decisões.


FONTE:www.stancka.com.br

Curiosidade

Naquele Pessach, como até hoje é comum nas importantes datas religiosas, uma multidão de devotos encheu a cidade sagrada de Jerusalém. Sob o olhar vigilante e apreensivo detropas romanas, os judeus aglomeravam-se dentro e ao redor do Templo de Jerusalém, entoando suas rezas e cumprindo seus deveres. Eis então que, nesse clima religioso e divino, um dos soldados romanos que fazia a guarda do templo virou as costas para a multidão e... PUM! É isso aí. Soltou um sonoro e estarrecedor pum, daqueles dignos de prêmio!

Mas se você acha que ele foi suficiente para matar dez mil judeus, está precipitando um pouco as coisas...

Segundo Flavius Josephus, o principal historiador do período da ocupação romana na Palestina através do qual nos chega essa narração, esse ato foi suficiente para deixar inconformados os fiéis. Na verdade, isto foi a gota d’água, pois a situação vivida já não era das melhores, uma relação recheada de ódio e ressentimento.

Revoltados, enquanto alguns judeus exigiam punição rigorosa ao desrespeitoso soldado, outros mais exaltados começaram a atirar pedras nos soldados romanos. Em pouco tempo, a festa virou uma enorme confusão, e as estimativas apontam cerca de dez mil mortos nesse triste e fedorento dia.

Mas afinal, o que é um pum?

Chamamos de pum a expulsão dos gases intestinais que se formam nos animais. Sua produção não é um dom exclusivamente humano, sendo freqüente também em outros grupos de animais. Na verdade, quando soltamos um pum, estamos liberando os gases produzidos pelas bactérias que vivem em nosso interior, gases decorrentes de seu metabolismo.

Um “pum médio” contém aproximadamente 58% de nitrogênio, 21% de hidrogênio , 9% de dióxido de carbono, 7% de metano e 4% de oxigênio - todos gases absolutamente inodoros. Os responsáveis por sentirmos a presença mesmo do pum silencioso são compostos de amônia e enxofre, apenas 1% do total do pum.

Todo mundo solta puns. Uns evitam, outros parecem fazer questão de ser notados. Uns soltam mais, outros menos. Isso depende muito do organismo do indivíduo, seu metabolismo e, claro, do que ele se alimenta. Há alguns alimentos que favorecem a produção de gases, como os laticínios, repolho, brócolis e cenoura crus, soja, cebola, maçã, banana, melancia, gorduras, cereais ricos em fibra, carboidratos e, como todos já sabemos – e sentimos - o feijão. Na média, soltamos de 600ml a 1 litro de gases todos os dias, em prestações. Eles são liberados em vigília ou durante o sono...

Agora, essa história de ficar com a mão amarela... Ah! Aí não tenho a mínima idéia!
Fonte: www.stancka.com.br

MEDICINA PSICOSSOMÁTICA OU HOLÍSTICA

MEDICINA PSICOSSOMÁTICA OU HOLÍSTICA

Doenças psicossomáticas - ótima abordagem
MEDICINA PSICOSSOMÁTICA OU HOLÍSTICA
No critério ontológico, isto é, meditando sobre a totalidade psicofísica do ser humano, suas relações com o mundo externo e sua intimidade. São os quadros clínicos cuja exteriorização embora com frequência de aparência meramente somática, muitas vezes está condicionada por perturbações emocionais e fracassos na adaptação do ego ao complexo pela fusão do soma com um psiquismo que tem um aspecto anímico ou alma inferior, que inclui o temperamento com seus impulsos, afetos e sentimentos.

No espiritual onde estão a razão e a vontade determinantes do ego pessoal e do caráter de cada homem. O equilíbrio desses parâmetros é que determina a harmonia ou saúde psicossomática ou de seu desequilíbrio. A doença psicossomática aborda de preferência as doenças mais peculiares do homem, que não ocorrem entre os animais e cujo estudo meramente científico materialista não permite abrangê-las em sua totalidade.

A medicina holística ou antropológica considera a doença, a partir do ângulo da totalidade do homem como pessoa enferma, procurando analisar nela a influência dos fatores emocionais, da razão e da vontade, o ego pessoal em sua patogênia. As principais causas são: uma civilização urbana cheia de frustações, pressa, angústias, responsabilidade excessiva, sono reduzido, medo, tensão, distúrbios familiares, medo de perda do emprego, dívidas, salário reduzido, inflação, ocasião de exames ou concursos, crises amorosas, fracassos econômicos, desejos frustados, exigências morais ou éticas etc...

Principais efeitos: hipertensão arterial essencial, asma, hiper-tiroidismo, úlceras gastroduodenais, cólon irritável, colites ulcerosas, taquicardias paroxísticas, arritmias extra sistólicas, emagrecimento, obesidade, glaucoma, distúrbios de pele, psoríases, eczemas, ictioses, perda de cabelos, envelhecimento precoce, ansiedade, depressão, pânico, perda da memória e capacidade de concentração, alterações do sono, prisão de ventre, gases, boca amarga, enxaquecas, anorexias, opressões toráxicas, vertigens e tonturas, hipotensão, hiperventilação ansiosa, hiperexcitabilidade, sensação de vazio epigástrico, diarréias, suor frio nas mãos ou corpo, excesso de fome, artromialgias, dismenorréias, ejaculação precoce, impotência, frigidez, neurodermites, faringites secas com tosse repetitiva, fadiga extrema etc...

Perguntas chaves ao paciente: Qual considera o principal motivo de sua doença? Em que ocasião sofreu seus primeiros distúrbios? Que faria se estivesse bem? Para que e para quem vive? Você é feliz com sua família? Gosta de seu marido ou mulher? Gosta de seu emprego e ambiente de trabalho? Costuma ver a vida pelo lado otimista ou pessimista? Você está disposto a mudar sua forma de encarar o dia a dia? Se eu lhe disser que posso ajudá-lo, você vai se esforçar para mudar?

Terapêutica

Há mais de 3000 anos, Asclepíade, da Tessália, afirmou como base fundamental da terapêutica que o médico deveria empregar em sua missão curativa: primeiro a palavra, em seguida as drogas e, finalmente, o bisturi.

A cura pela palavra

A palavra é obra. A obra mais íntima, a mais criadora e divina das obras, quando a palavra é palavra de verdade (Enamuno). A palavra é a expressão da alma a qual nos faz demonstrar a realidade de nosso eu...(Luciano). Cada paciente deve ser presenteado com bastante de seu tempo: sente-se, ouça-o atentamente, pergunte-lhe sobre todas as questões, examine-o atentamente, volte e repita tudo de novo. A doença muitas vezes conta seus segredos num parêntese casual...

Através da palavra mobilizamos um dos grandes poderes do ser humano,a sugestão... Temos a auto-sugestão e a heterosugestão, ou seja, no dia a dia somos submetidos a ela por nós mesmos ou pelos outros. Temos o grande poder de transformarmos um dia chuvoso, cinza, num dia maravilhoso de acordo com a nossa vontade. Tudo depende do referencial que queremos ver... Associado à sugestão temos outro grande poder a imaginação...

Somos o que imaginamos ser: grandes ou pequenos exuberantes ou medíocres; temos o poder de criar e destruir nossas vidas e a dos outros com a nossa forma de pensar. Com essas tremendas forças podemos ajudar o paciente a produzir milagres na sua vida com o uso da sugestão e imaginação. A repetição de frases positivas pode produzir mudanças graduais na forma de viver de uma pessoa, como a forma de como ela é repetitivamente chamada (seu nome) ou algum tipo de apelido negativo (burro, besta, idiota, paspalho etc..), ou positivo (maravilhoso, chefe, esperto, etc..).

Esta é a ação do poder da palavra homeopaticamente dosada e aplicada no decurso da vida. Podemos com a imaginação sonhar que somos melhores e evoluírmos cada vez mais, podemos acreditar na bondade do ser humano e criarmos condições harmônicas ao nosso redor que chegam a ser sensoriais pelas outras pessoas que se aproximam de nós e se contagiam com uma espécie de magia harmônica e se sentem bem e mais felizes.

Através do poder da palavra podemos cumprimentar, mostrar interesse, estimular, dar confiança, esperança e fé àqueles que se sentem perdidos na escuridão da vida, sendo um verdadeiro sol que dissolve as trevas do medo, da insegurança, do insucesso e da falta de fé. Até aqui vemos que darmos algo de nós mesmos é talvez mais de 70% do tratamento. E o resto? Temos um pouco de tudo o que sobrou dado com bom senso, conhecimento e prática.

Um grande segredo que nunca esqueço é o pensar simples, antes de buscar hipóteses esdrúxulas. É procurar dar fé e confiança no diagnóstico e terapêutica a ser instituída. A homeopatia, a acupuntura, as plantas, as vitaminas, a organoterapia, a magnetoterapia, o laser, a mesoterapia, fazem parte do resto do arsenal que com o devido conhecimento de cada técnica vão proporcionar os outros 30% positivos do tratamento. A somática muitas vezes está condicionada às perturbações emocionais e fracassos, na adaptação do ego ao mundo.

Dr. Luciano Stancka e Silva, Médico
FONTE:Luciano Stancka

Cura

A cura está no doente, diz médico


Por Luiz De França

Paulo de Tarso Lima, do Hospital Albert Einstein: energia e religião no caminho da cura (Foto: Divulgação)

Não é habitual ouvir um médico respeitável, de uma instituição de saúde modelar, falar sobre o papel da energia do corpo humano e da religião no caminho para a cura. É justamente o caso do cirurgião Paulo de Tarso Lima, coordenador do Departamento de Medicina Integrativa e Complementar do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. A medicina integrativa é uma prática em ascensão. Surgida nos Estados Unidos na década de 1970, une a medicina tradicional oriental, com sua abordagem holísitica, e a ocidental, apoiada na produção científica e na tecnologia. A reunião tem revolucionado a busca pela cura de doenças como o câncer. "A ideia não é excluir nada, mas juntar tudo e mostrar que a pessoa é detentora da capacidade de cura da própria doença", afirma Lima, que estudou a medicina interativa na Universidade do Arizona (EUA) e cursa o primeiro ano da Barbara Brenner School of Healing, na Flórida, onde a cura é perseguida a partir do estudo da energia humana. O médico é também autor do livroMedicina Integrativa - A Cura pelo Equilíbrio (MG Editores, 139 págs., 32,20 reais). Na entrevista a seguir, ele explica os fundamentos da medicina integrativa e aposta que a prática vai se espraiar por aqui por razões econômicas - por ora, apenas alguns hospitais e somente cinco universidades brasileiros se dedicam ao assunto.

Afinal, o que é medicina integrativa?
É um movimento que surgiu nos Estados Unidos na década de 1970 e que começou a ser organizado com mais rigor na década de 1980, quando entrou para as faculdades de medicina. Hoje, existem 44 universidades americanas ligadas à pratica, que traz uma visão mais holística da pessoa no seu todo: corpo, mente e espírito. O que buscamos é oferecer uma assistência com informação e terapias que vão além da medicina convencional para ajudá-la a se conectar com a promoção de saúde. Eu não tenho a menor dúvida de que a medicina convencional é extremamente efetiva em se tratando de doença, mas saúde não é apenas ausência de doença.
Que terapias são essas?
Sistemas tradicionais como a medicina chinesa e indiana nos oferecem uma gama de alternativas, como acupuntura, reiki, yoga, entre outras, que trabalham a energia do nosso corpo, estimulando uma reação aos sintomas das doenças. A ideia desse movimento não é excluir nada, mas juntar tudo e mostrar que a pessoa é detentora da capacidade de cura da própria doença. Isso é uma mudança de paradigma, porque a possibilidade de voltar ao estado saudável não é algo dado à pessoa, mas é algo inato a ela.
Qual a explicação para só agora a medicina integrativa despertar interesse de médicos convencionais?
Há duas razões: a demanda dos pacientes e a produção acadêmica, que cresce a uma velocidade muito alta. Se entendemos como as coisas funcionam, sabemos que é seguro.
Qual a situação da prática no Brasil?
Estamos em uma situação de dualidade. Os alinhados à prática muitas vezes não usam a medicina convencional de maneira integrada, e os convencionais não usam a medicina integrativa. Temos no Brasil um movimento diferente dos Estados Unidos, menos acadêmico, mas que vem crescendo graças a uma portaria de 2006 que autorizou procedimentos de acupuntura, homeopatia, uso de plantas medicinais e fitoterapias no Sistema Único de Saúde (SUS).
E por que a resistência dos médicos convencionais?
Eu não entendo. Estamos falando de energia e não precisamos ir muito longe para provar que energia corporal existe. A partir do momento que temos uma mitocôndria que produz energia dentro de cada célula, e isso é ensinado no primeiro ano de medicina, não há o que discutir. Temos energia no corpo, e pronto. O curioso é que muitos exames hospitalares rotineiros são baseados em mensuração do campo energético do corpo, como a ressonância magnética, o eletroencefalograma e outros mais sofisticados. Mas se você falar para um neurologista sobre a manipulação da energia do corpo, ele pira.
Por quê?
Porque entramos em um outro ponto da discussão sobre a energia humana, que é a interface com a religião. Estamos vivendo em uma nova fronteira em que se tenta entender essa energia, como ela é produzida, como pode ser manipulada e conduzida. E isso tem um impacto importante na questão da espiritualidade. Por isso, se algum paciente meu acha conforto na religião, se ele se sente bem assim, eu o estimulo a praticá-la.
E como se medem os resultados da medicina integrativa?
Começamos a medir os resultados pelas questões econômicas. A Prefeitura de Campinas, em São Paulo, registrou uma redução substancial de uso de analgésico dentro do SUS ao oferecer terapias ligadas à medicina chinesa focadas na questão ósseo-muscular. Além disso, tem uma série de trabalhos acadêmicos ligados à genética provando que a qualidade de vida produz efeitos na expressão genética da doença. E uma nova fase de trabalho investiga se uma gestante, cujo feto apresenta uma expressão genética de determinada doença, pode ajudar seu bebê se tiver uma gestação muito cuidadosa.
Como isso seria possível?
O homem carrega no seu código genético informações de doenças que podem ser a causa de sua morte. Isso já é provado. Só que você pode ter a característica genética da doença e não desenvolvê-la, ou tê-la precocemente. Isso vai depender da qualidade da sua vida. Comer bem, respirar melhor, praticar atividades físicas, lúdicas e contemplativas são fatores muito importantes ligados à qualidade de vida e que vão provocar um impacto no nosso bem-estar e, consequentemente, na resposta do corpo às doenças já estabelecidas e àquelas que estão programadas para acontecer. O Prêmio Nobel do ano passado de Medicina (dividido entre os pesquisadores Elizabeth H. Blackburn, Carol W. Greider e Jack W. Szostak) mostra que, se há uma importante mudança nutricional e de práticas contemplativas, há uma diminuição da expressão de câncer de próstata em determinados grupos de homens.
As pessoas, em geral, estão mais abertas para as práticas alternativas?
No Brasil, entre 45% e 80% dos pacientes diagnosticadas com câncer utilizam algum tipo terapia "alternativa" em conjunto com o tratamento. Nos Estados Unidos, 13% das crianças e 55% dos adultos saudáveis utilizam tais práticas.
O senhor acredita que essa corrente ganhará espaço no futuro?
Acredito. Não por razões humanitárias, mas por uma questão econômica. Afinal, a forma como a medicina é praticada atualmente implica altos custos. Não posso prever, porém, quanto tempo isso vai demorar, porque o convencimento dos profissionais a respeito do assunto exigirá um longo trabalho.

Karma

Nós sabemos o que seja carma (ou karma)? Por que, parece, que carma virou explicação para todo problema, toda situação triste ou infeliz na vida das pessoas. Mas quem é esse tal de carma? De onde ele vem?
Inicialmente, é importante entender, que não devemos nos prender demais ao conceito de carma (karma, em sanscrito).

Quando se usa o termo carma, há uma conotação de fatalidade, enquanto que a Doutrina enfatiza a possibilidade de minimizar ou até eliminar as ocorrências de sofrimento, mediante uma ação positiva no bem.

carma, meus irmãos, ao invés de ser um castigo como muitos pensam, é sinônimo de reequilíbrio.

E a vida material é a maravilhosa e insubstituível escola que possibilita que aprendamos e tomemos consciência das nossas atitudes erradas nesta e em vidas pretéritas.

Mas como é que o carma aparece? Do nada? Em um passe de mágica? Não! O Princípio do Livre Arbítrio dá ao homem o direito de escolher seus caminhos, de ser o autor de sua história, o construtor do seu destino. Entretanto, o Princípio de Causa e Efeito, Plantação e Colheita, torna o homem refém de seus atos, das suas escolhas.
Nós construímos nosso carma, no exercício do nosso Livre Arbítrio, na escolha de nossas opções. E optar, não é o que sempre estamos fazendo? Ajudo ou prejudico? Cuido da minha saúde ou me vicio em drogas? Sou amigo ou inimigo? Prego a paz ou fico criando intrigas? Elogio ou critico? Trabalho ou fico ocioso? Construo ou quebro? São as nossas escolhas! Nossas decisões!

Nós, meus queridos irmãos, somos os únicos responsáveis pela escolha do nosso caminho. O problema, é que, após a escolha, temos que trilhar pelo caminho escolhido!
Útil, não é necessariamente aquele que quando está na erraticidade, solicita reencarnar como um deficiente, para purgar atitudes equivocadas. Muito mais importante é aquele que procura, quando está encarnado, adquirir condições para, na próxima vez, reencarnar perfeito, para auxiliar, construtivamente, os seus irmãos.
A expiação, muitas vezes, por conta de uma visão distorcida, soa como castigo divino. Mas, nós, espíritas, sabemos e devemos demonstrar pelo exemplo, que as deformidades físicas não estão punindo, mas eliminando as deformidades perispirituais, que causamos anteriormente.

Podemos atenuar, ou mesmo eliminar, as situações cármicas? Sim, por atos de amor.

Cabe a nós demonstrarmos “que o amor cobre uma multidão de pecados”. As pessoas quando enfrentam uma situação difícil, seja ela física, financeira ou psicológica e que não sabem, não conseguem, nem desejam modificá-la, enfrentando- a, costumam dizer:

– Não posso mudar. É meu carma. Eu sou assim! É a anestesia da consciência! É o famoso complexo de Gabriela! Sabem aquela música? Eu nasci assim, eu cresci assim, eu vivi assim… E com isso, tenta esquecer que a sua obrigação é mudar! É progredir!
Dentro desta verdade Divina, não existe o perdão de Deus, pois recebemos segundo o que obrarmos, ou seja, segundo o que fizermos. Deus não nos criou para nos punir! Deus é amor… e o carma não é punição Divina: é conseqüência retificadora.

Considerando que a Lei de Causa e Efeito, é uma Lei Divina, e que as Leis Divinas foram escritas por Deus, conclui-se que: “Na natureza não há prêmios ou castigos. Há conseqüências”!

A falsa noção de carma inflexível, nos conduz a dois grandes erros. Um é que o Espiritismo, prega ou endossa a necessidade da dor; isto não é verdade.
A dor só seria uma necessidade, se o Espiritismo pregasse que todos deveríamos ser um grupo de masoquistas! O que a Doutrina dos Espíritos demonstra com clareza, é a utilidade da dor, quando persistimos no egoísmo, no orgulho, na vaidade e demais defeitos lesivos à comunhão de solidariedade com os semelhantes. A dor não é uma criação Divina. A dor é criação de quem sofre!

O outro erro é a crença de que a Doutrina Espírita aconselha o conformismo diante da “má sorte”; isto também não é correto; o que ela ensina é a resignação, atitude bastante diferente, adequada para nos fazer aceitar sem desespero aquilo que não podemos mudar.
Compreendamos, o carma como espécie de conta corrente das ações que praticamos no Banco deste mundo, onde há séculos caminhamos endividados, cadastrados no SPC da vida, pela constante emissão de cheques sem os necessários fundos de bondade, caridade, amor, etc… Resgatemos nosso débito, limpemos o nosso nome no SPC, emitindo cheques com a devida provisão de fundos e isso é possível, através da prestação de serviços de caridade ao próximo, e estejamos convencidos de que, dessa forma, tanto economizaremos lágrimas, como conquistaremos um bom saldo de felicidade!

“Aquele que muito amou foi perdoado, não aquele que muito sofreu.” O amor é que cobriu, isto é, resgatou a multidão de pecados, não a punição ou o castigo.

Transformar ações, amando, é alterar nosso carma para melhor, atraindo pessoas e situações harmoniosas para junto da gente. É, em última instância, a nossa indispensável e indelegável reforma íntima!

Nós decidimos, nós plantamos e nós colhemos!

Nossa vida é simplesmente o reflexo das nossas ações. Se queremos mais amor no mundo, criemos mais amor no nosso coração.
Se queremos mais tolerância das pessoas, sejamos mais tolerantes.

Se queremos mais alegria no mundo, sejamos mais alegres.

Nossa vida não é uma sucessão de coincidências, de acasos, nossa vida é a simples conseqüência de nós mesmos!!!



Agnaldo Cardoso

TPM

ALIMENTAÇÃO ADEQUADA PODE EVITAR CRISE DA MULHER DEVIDO À TPM



O que deve-se levar em consideração ao escolher o cardápio de um jantar? Sabores exóticos, pratos elaborados, uma boa bebida? Inúmeras receitas podem agradar. Entretanto, de acordo com a ginecologista Mara Diegoli, do Hospital das Clínicas da FMUSP, ligado à Secretaria de Estado da Saúde, dependendo do dia que o jantar estiver marcado, o paladar não deve ser o único fator levado em conta. Especialista no assunto Tensão Pré-Menstrual, a doutora adverte que uma alimentação adequada pode fazer a diferença e evitar uma futura “explosão” da mulher.
De acordo com ela, o início da TPM varia de pessoa para pessoa, podendo ocorrer até 15 dias antes da menstruação. Normalmente, porém, os sintomas importantes vão se tornando mais intensos com o passar dos dias e o auge é a véspera da menstruação. “É comum a mulher ‘explodir’ um dia antes de menstruar, ficar descompensada”, observa, citando agressividade, irritabilidade, ansiedade, tensão, depressão, choro fácil, dor de cabeça e dores generalizadas no corpo como os principais sintomas.
A médica lembra que apenas recentemente foi verificado que os hormônios femininos interferem no nível de serotonina (substância responsável pelo humor), provocando muitos efeitos psíquicos da tensão pré-menstrual. “Durante muito tempo, a TPM foi considerada ‘frescura’ de mulher”, reforça, informando que, no estágio leve de tensão, medidas simples como mudança na alimentação podem melhorar bastante os sintomas.
O chocolate costuma diminuir a irritabilidade e a ansiedade da mulher. Entretanto, quando ingerido em grande quantidade tende a permanecer no organismo gerando aumento de peso. “A orientação é a de consumir em pequena quantidade, ou trocar por alguma fruta mais adocicada como morango, manga e banana”, cita.
Diminuir a quantidade de produtos que contenham cafeína (especialmente à noite) e sal pode ajudar a combater a TPM. “A cafeína é usada pela mulher para diminuir a tensão, mas, por outro lado, aumenta a insônia, que é muito frequente e incômoda na TPM”. Já o sal deve ser evitado porque nos dias que antecedem a menstruação é comum a mulher reter líquido e ficar inchada.
A bebida alcoólica também merece cuidado especial, nessa época. “A autoestima da mulher fica mais fragilizada durante a TPM e o álcool não deve servir como válvula de escape. Se a pessoa beber, deve ser apenas uma dose”.
A doutora destaca que 75% das mulheres podem ter diferentes tipos de sintomas, mas só 30% precisam de acompanhamento especializado e apenas 8% necessitam de medicamento. Segundo ela, a maior parte dos problemas ocorre quando o período de TPM coincide com situações de estresse. “No ambiente de trabalho, por exemplo, irritabilidade e agressividade são importantes causas que levam a demissões de mulheres. Já a dor de cabeça e a depressão são grandes responsáveis pela abstinência (falta) ao trabalho”, aponta.
Em algumas mulheres, a ocorrência de dor de cabeça pode vir um dia antes ou até nos dois primeiros dias da menstruação. “A intensidade é variável, mas tende a ser mais forte nas pacientes que sofrem de enxaqueca”, alerta a doutora Mara Diegoli.
Dr. Luciano Stancka

Depressão

JULLIANE SILVEIRA
da Folha de S.Paulo

Uma meta-análise de 41 estudos de dez países (envolvendo mais de 50 mil pacientes) mostra que somente 47% dos casos de depressão são diagnosticados no atendimento primário (durante uma consulta com um clínico-geral, por exemplo) e que há falso diagnóstico da doença em 20% dos casos.

O estudo, publicado na edição on-line do "Lancet", avaliou trabalhos desenvolvidos em países europeus, além de nos EUA, no Canadá e na Austrália. "Essa questão [do diagnóstico] tem gerado um debate duplo. Existem afirmações de que a depressão é subdiagnosticada, e há a posição contrária -segundo a qual a depressão é exageradamente diagnosticada pelo fato de os pacientes tenderem a se identificar como deprimidos e os clínicos do atendimento primário aceitarem isso", afirma o psiquiatra Marco Antônio Brasil, integrante do conselho consultivo da Associação Brasileira de Psiquiatria.

O número de afetados pela depressão no Brasil segue dados mundiais: 12% dos homens e 20% das mulheres terão a doença em alguma fase da vida. Em geral, nos serviços de atenção primária a incidência de depressão varia de 10% a 15% dos pacientes avaliados. "É uma taxa muito elevada, um problema de saúde pública. Em ambulatórios de cardiologia, os índices sobem para 20%", diz o psiquiatra Renério Fráguas Júnior, supervisor do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.
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O falso diagnóstico pode ocorrer quando o paciente apresenta sintomas facilmente confundíveis com depressão -caso de uma tristeza profunda por uma perda importante ou estresse. Isso pode levar a tratamentos desnecessários.

"Quando há treinamento, pode ocorrer excesso de diagnóstico. Mas mesmo pacientes [sem a doença] com alguns sintomas depressivos podem ter a qualidade de vida comprometida, com mais dificuldade para tomar decisões ou para se concentrar, por exemplo. Isso não quer dizer que tenham de tomar remédio, mas que eles precisam ser cuidados de alguma forma", pondera o psiquiatra.

Subdiagnóstico

No entanto, de acordo com os especialistas, o subdiagnóstico é muito recorrente e mais preocupante. Para Geraldo Possendoro, psiquiatra e professor de medicina comportamental da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a sobrecarga do serviço público também contribui para dificultar o diagnóstico precoce. "A consulta costuma ser muito rápida, o que faz com que o clínico foque somente na área dele", diz.

Segundo Brasil, é necessária a formação dos médicos generalistas para que o diagnóstico de depressão seja feito mais precocemente. "O deprimido não procura um psiquiatra, até por preconceito. Ele vai ao clínico, ao neurologista..."

O suporte de um psiquiatra no atendimento primário pode ser necessário para que os clínicos aprendam a identificar sintomas de depressão. No entanto, a formação somente teórica não é suficiente para capacitar os médicos generalistas. "Além disso, é preciso dar supervisão, discutir os casos reais desses pacientes. É preciso um psiquiatra para discutir casos de dúvida", acrescenta Brasil.
Editoria de Arte/Folha Imagem

Sintomas

A maior dificuldade do clínico-geral é associar sinais que podem ser creditados a outras doenças -como dores, cansaço, falta de ar e de energia- a uma possível depressão.

Um estudo realizado com 316 pacientes e 19 clínicos-gerais do Hospital das Clínicas de São Paulo e publicado em julho na revista "Clinics" (periódico da instituição) mostrou que lentidão, cansaço e falta de concentração são os sintomas de depressão mais difíceis de serem identificados pelo clínico durante o atendimento.

"No HC, procuramos dar uma formação, mas, diante da elevada prevalência de depressão em atenção primária, acho que o aluno de medicina deveria ter carga horária suficiente na faculdade para ser treinado em diagnosticar transtorno psiquiátricos", sugere Fráguas.

Outro sintoma importante e pouco associado à doença, diz o psiquiatra, é a falta de interesse pela vida. "É um sintoma essencial. Dados gerais mostram que 40% das pessoas que têm depressão e perderam interesse passaram por um clínico no último mês. Ou seja, quem tem depressão procura o médico, que deve perguntar como anda o prazer pela vida. O paciente nem sempre está triste quando está deprimido", explica.
FONTE:Folha de São Paulo