sexta-feira, 30 de abril de 2010

ONDAS GIGANTES

ONDAS GIGANTES ATINGIRÃO O BRASIL

Autor: JB Online International *

LONDRES - Todos os elementos que se poderia querer para um filme clichê de desastre estão ali: uma linda ilha vulcânica no Atlântico, à beira de um colapso catastrófico, ameaçando propagar ondas gigantescas que vão avançar pelo globo em questão de horas. E enquanto os cientistas tentam em vão tornar audível seus alertas, os governos olham para o outro lado.

Segundo Bill McGuire, diretor do Centro de Pesquisa de Riscos Benfield Grieg, da University College of London, um grande bloco de terra, aproximadamente do tamanho da ilha britânica de Man (572 km²), está prestes a se desgarrar da ilha de La Palma, nas Canárias, após uma erupção do vulcão Cumbre Vieja.

Quando - McGuire garante que a questão não é ''se'' - o bloco cair, vai gerar ondas gigantes chamadas megatsunamis. Viajando a 900 km/h, as imensas paredes de água vão atravessar os oceanos e atingir ilhas e continentes, deixando um rastro de destruição como os vistos no cinema. As megatsunami são ondas muito maiores do que as que o homem está acostumado a ver.

- Quando uma destas surge, se mantém de 10 a 15 minutos. É como uma grande parede de água em direção ao litoral - descreve McGuire.

Modelos feitos em computador do colapso da ilha mostram as primeiras regiões a serem afetadas por ondas de até 100 metros de altura: as ilhas vizinhas do arquipélago espanhol das Canárias. Em poucas horas, a costa ocidental da África será golpeada por ondas similares.

Entre nove e 12 horas depois do colapso em La Palma, ondas de 20 a 50 metros vão cruzar 6.500 km de oceano e atingir as ilhas caribenhas e a costa Leste dos Estados Unidos e Canadá. Ao chegar a portos e estuários, a água será canalizada para o interior. Mortes de pessoas e destruição de bens serão imensas, de acordo com McGuire.

Até 19 horas depois da erupção, ondas de 4 a 18 metros vão atingir a costa Norte e Nordeste do Brasil, do Pará à Paraíba. A ilha de Fernando de Noronha será um dos locais onde a tsunami chegará com mais força no Atlântico Sul.

A Europa também será golpeada. O litoral Sul de Portugal, Espanha e o Oeste da Grã-Bretanha vão experimentar ondas de até 10 metros, quatro ou cinco horas depois do evento geológico nas Canárias. Portos serão destruídos. Desastres naturais como estes são raros, ocorrem a cada 10 mil anos. Mas La Palma pode entrar em colapso muito antes.

- O que sabemos é que está em processo de acontecer - garante McGuire.

A ilha chamou a atenção dos cientistas em 1949, quando seu vulcão, o Cumbre Vieja, entrou em erupção, causando um desabamento de parte de seu flanco Oeste, que afundou quatro metros oceano abaixo. Especialistas acreditam que placas de terreno continuam escorregando lentamente para o mar e dizem que uma próxima erupção deve fazer toda a lateral ocidental da montanha desabar.

- Quando acontecer, não vai levar mais que 90 segundos - disse McGuire.

Fonte - JB Internacional:
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Massoterapia

Benefícios da massoterapia
Massagem ou massoterapia é a cura com mãos pela aplicação de várias técnicas de manipulação de músculos e ossos.

Estas técnicas envolvem a aplicação de pressão fixa e dinâmica, e apertar e movimentar partes do corpo com as mãos e dedos.

O massoterapêuta pode usar também outras partes de seu corpo tais como antebraço, cotovelos ou pés. Estas técnicas afetam os sistemas muscular, esquelético, circulatório, linfático, nervoso, entre outros.

O Objetivo da massagem é bem claro: agir de forma positiva sobre a saúde e bem estar do cliente.

Vários benefícios para a saúde física e mental podem ser atribuídos à massagem: a redução de estresse e facilitação do relaxamento, redução do batimento cardíaco, redução da pressão sangüínea, melhoria da circulação sangüínea e linfática, relaxamento dos músculos, redução da dor crônica, e melhoria da amplitude dos movimentos articulatórios.

A massagem também pode ser benéfica em várias doenças.

Benefícios físicos:

. Relaxamento global do corpo,
. Relaxamento de músculos tensos,
. Alívio da dor e cansaço muscular,
. Sedação do sistema nervoso,
. Aumento da flexibilidade e amplitude de movimentos,
. Redução da dor crônica,
. Melhoria do tonos da pele,
. Auxílio na recuperação de lesões e doenças,
. Fortalecimento do sistema imunológico,
. Redução de dores de cabeça devidas à tensão.

Benefícios mentais:

. Redução da tensão mental (stress),
. Melhoria da concentração,
. Melhoria do sono,
. Auxílio à relaxação.

A massoterapia é reconhecida como um dos mais antigos métodos de tratamento, com referências em textos médicos com aproximadamente 4.000 anos. De fato, Hipócrates, conhecido como o pai da Medicina, disse a respeito de massagem no Século 4 A.C.: "O médico deve se familiarizar com várias coisas, e certamente com esfregar (massagem)".

Na realidade, massoterapia é muito mais que esfregar. Massagem é pressionar, apertar, bater, comprimir, vibrar, balançar, friccionar, entre várias outras técnicas. Existem várias técnicas de massagens.

Fitoterapia

Como usar a fitoterapia
A Palavra Fitoterapia vem do grego Phitos, que significa plantas e Terapia,
que significa tratamento.

Fitoterapia é o método de tratamento de doenças através das plantas medicinais, e a forma mais antiga e fundamental de medicina da Terra.

Há mais de 6000 anos o homem vem testando e escolhendo instintivamente as melhores plantas medicinais para curar suas doenças.

Em nosso século,a medicina disseminou o emprego de antibióticos e remédios alopáticos, e a nossa medicina natural passada de geração em geração ficou esquecida.

A fitoterapia é uma terapia com a propriedade de curar males profundamente e integralmente, de maneira não-agressiva, pois estimula as defesas naturais do organismo.

Preparação

Você mesmo pode cultivar suas plantas medicinais em casa, pequenos espaços também servem. O importante é a energia de cura que você mentalizar.

Após obtidas as ervas, mantenha-as armazenadas em recipientes de vidro ou cerâmica, longe do pó, umidade e calor.

O mais conhecido meio de se utilizar as plantas medicinais é o chá:

Chá Tradicional : a erva é jogada na água fervendo e deixada por cerca de 1/2 minuto a ferver em recipiente tampado. Deixá-lo tampado por alguns
minutos.

Infusão : a água fervente é despejada sobre as plantas, e o recipiente tampado durante 10 a 15 minutos. Ideal para flores e folhas. Podem ser
utilizados: água, vinho, vinagre ou álcool.

Decocção : a planta é fervida por algum tempo em recipiente tampado.
Depois deixá-la tampada por alguns minutos. Esta forma é mais apropriada para raízes, cascas e sementes, porém estas devem ser cortadas em
pequenos pedaços ou esmagadas antes de serem utilizadas.

Maceração : a planta fica de molho em água fria até 24 horas, de acordo com sua qualidade.Neste caso, as vitaminas e sais minerais não são alterados pela fervura.

As doses de ervas a serem utilizadas variam muito, porém, pode-se utilizar, em média, para folhas secas: 4 colheres de sopa por litro de água, e para
folhas frescas: 8 colheres de sopa por litro de água. Para raízes e cascas depende muito da qualidade da erva.

Os chás devem ser tomados puros ou adoçados com mel puro, longe das refeições, e várias vezes ao dia.

Tente trocar o café e o chocolate por um chazinho de erva-cidreira, erva-doce, camomila ou hortelã, você vai se sentir muito melhor!

Importante:

Nunca use um chá por mais de 24 horas depois de preparado, pois este entra em fermentação; e não use o mesmo tipo de chá por mais de 30 dias
seguidos, porque seu organismo vai responder cada vez menos.

Evite preparar as ervas em utensílios de metal, pois podem causar alterações no efeito e sabor do chá. Prefira recipientes de barro, louça ou esmalte.

www.minuto.poetico.com.br

Meditação

Meditação - benefícios da prática
A meditação consiste de práticas diárias envolvendo essencialmente concentração da atenção.

Embora apareça com uma aura mística, sua prática regular proporciona vários benefícios e aperfeiçoamentos práticos, como (experiência própria):

- descanso físico, mental e emocional

- aumento da capacidade de concentração

- maior auto-liderança

- maior liberdade de escolha

- senso de identidade mais livre e mais rico em possibilidades.

Segundo Lia Diskin, em entrevista à revista SuperInteressante em março de 2001, os benefícios da prática da meditação para a saúde, a inteligência e o equilíbrio psíquico são:

"A meditação reduz a ansiedade, torna a respiração equilibrada e profunda e melhora a oxigenação e a freqüência cardíaca. Seu reflexo no sono é um repouso mais tranqüilo, sem interrupções.

Além disso, ela atenua enxaquecas e resfriados, acelera a recuperação no pós-operatório e auxilia a digestão alimentar.

No campo psíquico, a prática mantém a pessoa num relativo estado de equilíbrio, com uma lucidez que a impede de entrar em conflitos emocionais internos, principalmente de origem afetiva.

Há, por parte de quem a pratica, muito mais clareza mental, objetividade, paciência, compreensão e justiça."

A meditação em geral pode envolver sons, mas não linguagem falada ou pensada, ao contrário, um dos objetivos é justamente ativar um nível de não-pensamento lingüístico, que embora seja útil em algumas situações, não o é em outras.


Virgílio Vasconcelos Vilela
www.possibilidades.com.br

Aprenda relaxar

Aprenda relaxar
Não espere o fim de semana para relaxar

Todo dia parece ter algo que nos deixa tensos. Às vezes é um problema no trabalho no qual ficamos envolvidos um bom tempo e que levamos para casa. Outras vezes é uma preocupação com um filho.

Podem ser também conflitos, preocupações e ansiedades com dinheiro, relacionamentos e por aí vai. O resultado disto é tensão e estresse, em níveis variados.

De fato, parece mais realista esperar que ao longo de cada dia passemos por situações e emoções variadas. Mas se você não tem uma alternativa para lidar com os problemas, ou tem que esperar o fim de semana para relaxar, as tensões geradas vão se acumulando no corpo.

Quer testar? Observe sua testa. Está relaxada? E seus ombros? Que dizer das tensões que você pode nem estar mais notando?

Neste artigo descrevemos uma estratégia simples para relaxar, seja como remédio, prevenção ou simplesmente para melhorar o que já está bom. Siga os passos:

1) Coloque-se em uma posição confortável, na qual possa ficar imóvel por alguns minutos.

2) Faça uma declaração de propósito e intenção, como por exemplo, "Minha intenção é relaxar corpo e mente por X minutos". Se preferir não usar linguagem, pode imaginar o que quer que aconteça.

3) Respire lenta e profundamente, três vezes. Antes de alternar de inspiração para expiração e vice-versa, conte até três. Quando expirar, solte o corpo em seus apoios.

4) Enquanto inspira lentamente, tensione os pés, depois as pernas, o quadril, braços, cabeça, rosto, todo o corpo. Diga para si mesmo enquanto isto, o mais rápido que puder: "Contrai, contrai, contrai...". Em seguida, solte o corpo de uma vez enquanto expira, deixe tudo cair. Repita este passo 3 vezes.

5) Agora você vai usar sua atenção para relaxar ainda mais cada parte do corpo. Para guiá-la melhor, imagine uma fonte de luz relaxante, da sua cor preferida ou da que lhe parecer mais eficaz, posicionada no alto da sua cabeça.

Da fonte emana lentamente (mas não muito) uma luz que inicialmente desce pela cabeça. A luz passeia pela parte interior do corpo, não só pela superfície da pele. Faça a luz passar pelo pescoço, ombros, braços e mãos, pela coluna, tórax, pelos órgãos internos, assim descendo até os pés.

Nesta etapa você pode apoiar o relaxamento também com sugestões tipo "Agora minha coxa está ficando ainda mais relaxada". Evite palavras como "totalmente", a transição é gradual.

6) Neste ponto você já atingiu um grau bastante bom de relaxamento. Você tem agora as seguintes opções:

a) Simplesmente fique neste estado quanto tempo quiser, usufruindo.

b) Você pode iniciar algum tipo de meditação. A mais simples é ficar prestando atenção na respiração, no ar que entra e sai pelo nariz (veja Meditação Atenciosa de Deepak Chopra).

c) Pode acontecer de você dormir. Isto é uma indicação de que está com sono atrasado.

d) Imaginar uma paisagem relaxante, como uma floresta, cachoeira ou o que preferir, e ficar saboreando, enquanto intensifica o estado de relaxamento.

e) Ativar experiências relacionadas a algum tema, dizendo palavras apropriadas, como "amor", "paz", "alegria". Em estado relaxado normalmente ficamos muito receptivos a sugestões, e cada palavra fará com que seu cérebro busque imagens, sons e sentimentos correspondentes.

f) Alguma outra coisa que lhe seja agradável e prazerosa.

7) Quando decidir que é hora de encerrar, vá mexendo devagarinho o corpo, começando pelas extremidades, até ativar toda a musculatura. Espreguice-se com prazer. Para levantar-se mais suavemente, vire o corpo para o lado e erga-o com o apoio dos braços e mãos. Espreguice-se mais um pouco após ficar de pé.

Você pode usar este procedimento, por exemplo, antes de dormir. Em dias de mais atividade, pode ser aplicado a qualquer momento para se recuperar antes de prosseguir. Com a prática, pode ocorrer que só imaginar uma luz percorrendo o seu corpo seja o suficiente para relaxar todo ele, e você poderá fazer isto em segundos.

Agora que você está acabando de ler, há uma decisão a ser tomada: fazer ou não fazer. Se houve um interesse inicial, sugiro que faça rapidamente uma primeira vez, só para assimilar as etapas, e uma segunda, para um primeiro teste da estratégia.

E para avaliar possíveis benefícios a um prazo maior, imagine o que pode ocorrer com você e seu corpo se usufruir do relaxamento durante duas semanas, por exemplo. Assim você terá boas condições de decidir se vale a pena investir alguns minutos, uma ou duas vezes ao dia.

Virgílio Vasconcelos Vilela
Adaptado de técnica apresentada por Pierre Weil

Cristais

O poder dos cristais
O uso terapêutico dos cristais, pedras comuns e semipreciosas é chamado de cristaloterapia e seus benefícios são diversos.

Quando bem manipulados, esses minerais auxiliam nos planos físico, mental e espiritual, comunicando-se com o ser humano por meio da sua aura. As pedras desbloqueiam, liberam e reequilibram energias e emoções, aliviando sintomas negativos ou aflorando memórias e sensações importantes para o desenvolvimento pessoal.

De cada cristal tira-se um proveito específico, mas no geral todos abrem os canais intuitivos, fortalecem, harmonizam e trazem amor para a vida de quem os utiliza.

Histórico: Acredita-se que a origem da utilização dessas pedras esteja no extinto continente da Atlântida, onde eram ferramentas básicas em todas as áreas da sociedade, desde construções de casas até curas espirituais.

Os gregos consideravam os cristais como o terceiro olho da Terra e os romanos utilizavam para os rituais de captação de energia do cosmos. Os índios da Amazônia sempre utilizaram para curas e proteção das tribos.

Porque estas pedrinhas tem tanto poder?

A explicação encontra-se na Física: "Os cristais têm um arranjo molecular perfeito e eletromagnético de alta freqüência. São, por isso, capazes de alterar a energia de quem está por perto".

Os cristais amplificam as energias (tanto que são usados até na técnica das transmissões), além de conter na forma mais pura, as cores que são necessárias para nosso equilíbrio físico, biológico e espiritual.

Todos nós temos energias e todos nós podemos transmiti-las para os outros ou absorvê-las, no campo que escolhemos. Os cristais nos ajudam a isso, dimensionando-as e ampliando-as. Basta querermos!

Para isso ser possível, teremos que limpá-los e energizá-los periodicamente; elevar nossos pensamentos e querermos usá-los. Cada cristal tem um poder e uma energia diferente.

Os cristais, desde as culturas antigas do mundo, eram usados para curar e equilibrar. Na cultura antiga da Índia, Grécia e Egito, eram usados para energizar remédios e auxiliar na medicina, trazendo a cura para muitas pessoas.

Os cristais são poderosas ferramentas que trazem o equilíbrio naturalmente para as partes: físicas, psicológicas e espirituais. Eles representam o poder da natureza superior. Os cristais podem ser usados em conjunto com outras terapias, tendo uma afinidade especial com a terapia de cores.

A energia que sai dos cristais, é uma composição dos elementos da natureza e dos raios vibracionais. Transmitem uma espécie de raio que é absorvido pelo corpo físico. Esses raios absorvidos pelo corpo, desbloqueiam e alinham os chakras, que são os sete centros de energia que todas as pessoas tem.

Os cristais podem ser usados nas práticas de meditações e visualizações. Podemos invocar a presença de um cristal através de nossos pensamentos, apenas imaginando sua cor. Eles trazem energia vibracional de alta freqüência, amplificado e focalizado nas energias naturais do corpo e da mente.

Cada cristal tem uma função específica, de acordo com seu tamanho e coloração. Os cristais grandes, como por exemplo a Drusa por ser um Quartzo de várias pontas, é excelente para as limpezas dos ambientes.

Os cristais mais comuns, são os cristais de quartzo (transparente), por sua maneira fácil de usar e alinhar qualquer os chakras. Os cristais coloridos são usados em cima de cada um dos chakras, a fim de atingir problemas específicos. Não é aconselhável para os iniciantes em cristais, começar com os cristais coloridos. O seu uso incorreto poderá não trazer os resultados esperados.

É aconselhável para as pessoas que desejam obter um cristal, escolher um simples, como o quartzo (transparente). Procure sentir a vibração que eles emitem. Se sentir uma mudança de temperatura nas mãos ou uma espécie de formigamento, este será o cristal ideal para você.

Após a compra do cristal escolhido, ele deverá passar por um processo especial de limpeza e energização. É importante saber que quando um cristal entra em contato com o corpo físico, ele absorve muitas energias negativas, precisando ser limpos e energizados antes de usar.

A limpeza em um cristal, faz com que todas as energias por ela absorvida sejam descarregadas. A energização devolve as energias ao cristal, desta maneira, estando pronta para usá-la novamente.

Para começarmos a sentir o efeito do poder do cristal sobre nós, teremos que antes limpá-los, energizá-los e usá-los das maneiras descritas a seguir.
No próximo artigo, conheceremos as maneiras mais eficazes de utilizar os cristais, método de limpeza e energização.

Espero que façam bom uso dos cristais e que sintam, uma evolução positiva, do seu próprio poder e o dos cristais!!

Isilda Bezerra
Empório Zen Centro de Terapias
e-mail: emporiozen@hotmail.com
homepage: http://groups.msn.com/emporiozen

Reiki

Como funciona o reiki?
Com os desequilíbrios físicos, emocionais e mentais, que acontecem em nossas vidas diariamente, vamos adquirindo tensões, bloqueios energéticos devido ao grande desgaste da Energia “Ki” e acabamos debilitados e às vezes até doentes.

Ao recebermos a energia Reiki produz-se um relaxamento profundo, aumenta a freqüência vibratória do corpo, desintoxica e dissolve os bloqueios energéticos. Com a liberação das tensões e dos bloqueios energéticos normaliza-se o fluxo da Energia Vital “Ki” em todos os níveis – Físico, Emocional, Mental e Espiritual .

Pode acontecer que num processo de tratamento com o Reiki, sentimentos reprimidos venham à superfície para limpezas necessárias ao crescimento pessoal do indivíduo; causando, por exemplo, dores fortes de cabeça, enjôos, vômitos, diarréias, dores de ouvido, etc.

No plano físico, depois deste processo, todos os órgãos começam a trabalhar harmoniosamente; necessitando apenas de muita paciência consigo mesmo, para desenvolver uma melhor qualidade de vida.

A terapia Reiki pode ser aplicada sem restrições e para recebê-la não precisa de conhecimento prévio. Deve-se apenas ter o coração aberto, para se beneficiar desta “energia” e fazer a si mesmo um firme propósito de melhora e disposição de caminhar ao encontro da harmonia e das transformações curadoras que estarão ao seu alcance.

Lembre-se que o Universo coloca a energia a nossa disposição, o crescimento evolutivo ao nosso alcance, porém a escolha é nossa. Reiki é “consciência total”, é uma técnica efetiva para ajudar a si mesmo e criar um “jeito especial de ver a vida”!

REIKI é vida contínua, é o caminho para a luz interior!



Fonte: Eva Ramalho: Terapeuta corporal, Reiki Máster, Máster em Karuna Reiki

Relaxamento

Cuidando da saúde com relaxamento
Cuidando da saúde

Relaxamento

Você não pode prevenir todas as causas do estresse, tais como uma visita inesperada da família ou amigos (numa ocasião não muito apropriada!) ou um problema no trabalho. Contudo, você pode modificar a forma como reage a estas situações, praticando técnicas de relaxamento.

O relaxamento ajuda a aliviar o estresse que pode agravar a dor crônica. Isso também ajuda a prevenir espasmos musculares e reduzir a tensão muscular. O relaxamento não pode curar sua dor, mas pode:

- reduzir a ansiedade e conservar a energia;
- aumentar o autocontrole ao lidar com situações estressantes;
- ajudar a reconhecer a diferença entre músculos tensos e relaxados;
- ajudar a controlar física e emocionalmente suas necessidades diárias;
- ajudar a mantê-lo alerta, energético e produtivo.
Tenha em mente, então, que os benefícios do relaxamento são tão bons quanto seus esforços. Aprender a relaxar leva tempo. Há muitos formas de relaxar, então, escolha abaixo uma que funcione melhor para você.

RESPIRAÇÃO PROFUNDA

Diferentemente das crianças, a maioria dos adultos respira pelo peito. Cada momento que você inspira, seu peito se expande e, a cada momento que você expira, o peito se contrai. Crianças, contudo, geralmente respiram pelo diafragma, o músculo que separa o tórax do abdome. Respirar profundamente pelo diafragma - no qual os adultos podem voltar a aprender - é relaxante. Procure inspirar profundamente até encher o peito e expandir o diafragma e depois expire todo o ar pela boca, lentamente.

RELAXAMENTO MUSCULAR PROGRESSIVO

Esta técnica envolve o relaxamento de uma série de músculos, um de cada vez. Primeiramente, eleva o nível de tensão em um grupo muscular, tais como perna ou braço, contraindo o músculo e, depois, relaxando-o. Concentre-se em deixar a tensão ir embora em cada músculo. Então, trabalhe outro grupo muscular. Seja cuidadoso, contudo, não force os músculos próximos às regiões dolorosas.

REPETIÇÃO DE PALAVRAS

Escolha uma palavra ou frase como se fosse uma “deixa” para você relaxar e, então, repita-a constantemente. Enquanto repetir a palavra ou frase, tente respirar profunda e lentamente e pense em algo que lhe dá sensação de bem-estar.

IMAGINAÇÃO CANALIZADA

Também conhecida como visualização, este método resume-se em deitar-se tranqüilamente e imaginar-se num ambiente calmo e prazeroso. Além de vivenciar que está em outro ambiente, você poderá experimentar todas as sensações, como se realmente tivesse lá. Por exemplo, imagine deitado em uma praia.

Visualize o céu todo azul, o cheiro do mar, o barulho das ondas e o frescor da brisa em sua pele. As mensagens que seu cérebro recebe conforme você visualiza o cenário ajudará a relaxar.
Não importa qual método de relaxamento você escolha, as dicas a seguir podem ajudá-lo a vencer os problemas.

PRATICANDO O RELAXAMENTO

Se o relaxamento lhe parece algo novo, você pode não notar os benefícios imediatos. Em princípio você pode se sentir desconfortável. Trabalhe suas habilidades de relaxamento pelo menos 1 ou 2 vezes por dia até que sinta pronto e que o momento relaxante venha com naturalidade. Quando você começar, um lugar tranqüilo e uma música suave podem ajudar. Mas procure trabalhar o relaxamento sem o uso da música, pois, caso esta não esteja disponível, você conseguirá relaxar em qualquer lugar.

SENTINDO-SE CONFORTÁVEL

Desaperte o botão das roupas e tire os sapatos e o cinto, se necessário.

VARIANDO OS HORÁRIOS

Pratique o relaxamento em diferentes horas do dia. A idéia é aprender a relaxar a qualquer hora e em qualquer lugar caso precise.

SENDO PACIENTE

Mantenha sua atenção para o relaxamento. E não se preocupe como está lidando com o processo. Isso leva prática e tempo para que adquira a habilidade necessária. Algumas palavras ou imagens (que tal se imaginar sentado na areia de uma praia deserta, ouvindo o som das ondas do mar??) podem ajudar a ficar mais relaxado, confortável e com a sensação de estar flutuando. Uma boa dica é ouvir um mantra enquanto você está relaxando e procurar repetir o que está ouvindo.



Fonte: www2.uol.com.br/tododia
Dra. Elisabete Fernandes Almeida

Quiropraxia

Você está com dor? trate-se com quiropraxia
A Quiropraxia no Brasil ainda é pouco conhecida, mas em países como EUA e Canadá é uma técnica muito usada para tratamentos osteomusculares.

O quiropraxista tem por princípio localizar subluxações na coluna espinhal, constituindo desalinhamentos que sofrem as vértebras, associadas com compressão de estruturas do sistema nervoso.

Tais subluxações causam interferência, impedindo uma comunicação apropriada com os órgãos e sistemas periféricos.

Na prática, a técnica visa liberar estruturas do corpo para que o fluxo nervoso seja pleno, lembrando que, no corpo humano, todas as ocorrências interferem no sistema nervoso.

Por isso, quando o canal de informações entre o cérebro e qualquer parte do organismo sofre interferências, surgem as dores e doenças. Com ajustes manuais, tais interferências são removidas, permitindo que o sistema nervoso tenha plena comunicação com o organismo, buscando assim seu estado de equilíbrio.

Artigos científicos comprovam a eficácia dos ajustes quiropráxicos, demonstrando melhora considerável em patologias neuro-musculares. Esses artigos dão base aos princípios da Quiropraxia como ciência, tratando de lombalgias, cefaléias, ciatalgias (problemas relacionados ao nervo ciático), cervicalgias, LER/DORT, tendinites, epicondilite, Síndrome do Túnel do Carpo, hérnia de disco e dores relacionadas a compressões nervosas.

O tratamento com Quiropraxia não visa tratar doenças isoladamente, mas manter o estado de saúde plena. Portanto, este tratamento pode ser considerado uma maneira inteligente de cuidar das dores acima relacionadas. O grande diferencial da Quiropraxia é enfatizar o poder do corpo de se recuperar espontaneamente de lesões ou traumas, sem remédios ou cirurgias.

Buscar a causa do problema é fundamental; assim, é preciso investigar a origem da dor para iniciar o tratamento. Cirurgia só é recomendável em último caso, quando são eliminadas todas as possibilidades de cura pelo método convencional.

A consulta quiropráxica consiste em avaliar o histórico do paciente, discutir o seu problema específico, analisar os exames eventualmente realizados, que ajudam a descobrir problemas estruturais e funcionais.

Em seguida, é realizado o exame quiropráxico, que consiste em palpação e testes de movimentos articulares, para então concluir a avaliação e o plano de atendimento.



Fonte: www.jornalmexa-se.com.br
Anderson Kraide é fisioterapeuta
CREFITO-3/49979-F, pós-graduado em Quiropraxia,
atende RPG e Shiatsu.

Ortomolecular

Terapia ortomolecular
Vitaminas, amigas da saúde e da beleza.

A Terapia Ortomolecular equilibra o funcionamento do organismo.

Utilizando oligoelementos (minerais como selênio, zinco, cromo etc.) que, combinados com vitaminas e aminoácidos, devolvem a energia, reduzem o envelhecimento precoce e combatem os radicais livres, responsáveis por doenças como câncer, diabetes, artrose, artrite, doenças de pele e auto-imune.

Você se sentirá muito melhor física e emocionalmente, e melhorará o seu sistema imunológico.
As vitaminas não engordam, pois são substâncias alimentares necessárias para o bom funcionamento do organismo, e que não carregam calorias.

Na Terapia Ortomolecular você aprende primeiro a retirar as vitaminas dos alimentos para depois usá-las sinteticamente, sempre acompanhado de um estudo individualizado do seu problema. Já os minerais serão acrescentados a um gel de uso tópico e sem efeitos colaterais.

Além de curativa, as vitaminas possuem um grande poder sobre a nossa beleza e, agora no verão, estação de valorização do corpo, vale a pena conhecer um pouco mais algumas delas:

Vitamina A: responsável por uma pele saudável; dá proteção ao trato respiratório, uri-nário, câncer, glaucoma e situação de stress.

Vitamina C: ajuda na defesa contra a gripe, colesterol, doenças do coração, cansaço. Combate rugas, manchas, ressecamento da pele, varizes e flacidez; melhora a rigidez da pele, por estimular a produção do colágeno.

Vitamina E: trata distúrbios menstruais, esterilidade, tpm, varizes, colesterol, problemas cardíacos, e problemas da pele, como rejuvenescimento, clareamento, estrias, queimaduras e cicatrizes.

Vitamina K: trata problemas como coagulação, menstruação excessiva, manchas roxas, reduz perda de cálcio nos ossos pela osteoporose.

Já as vitaminas do complexo B são guar-diãs da saúde emocional e mental, e tratam dores de cabeça, câncer, insônia, depressão, retenção hídrica, abortos, stress, calvície, acnes, tpm, osteoporose, má circulação, obesidade e memória ruim.

Mas, antes de sair comprando complexos polivitamínicos, consulte um profissional, que pode ajudar a resolver o seu problema, e não prejudique a sua saúde, pois doses maiores do que necessário podem ser tóxicas para o fígado e rins.

Na Terapia Ortomolecular você terá uma dieta individualizada com alimentos antioxidantes, aprenderá a se alimentar corretamente e utilizará apenas os suplementos que o seu corpo necessita, melhorando seu humor e disposição, e corrigindo as carências ou excessos, melhorando o seu metabolismo e sistema imunológico.



Iria Melleiro Abbas é Ter. Ortomolecular (CRT 31673),
bacharel em Biologia Médica (CRBIO 54503) e Tec.
Meditativas da Medicina Tradicional Chinesa. Dá palestras e consultorias.
Saiba mais: 11-4521-6307

Musicoterapia

Musicoterapia
A música sempre esteve presente na vida das pessoas.Sensaçoes de alegria e tristeza, momentos inesquecíveis, cenas maravilhosas.....sempre têm por pano de fundo uma bela música envolvente.Entao, porque nao utilizá-la para melhorar a qualidade de vida?

O que é

A musicoterapia é uma modalidade terapêutica que através do fazer musical possibilita a prevençao, o tratamento e a reabilitaçao do indivíduo, de forma a lhe proporcionar uma melhor qualidade de vida.

Ela compreende a escuta e execuçao musical, o canto, a movimentaçao corporal e outras atividades que envolvem o som, a música, e o movimento.
Desenvolvida em um ambiente específico, chamado de setting terapêutico, consiste no agenciamento, organizaçao e elaboraçao de idéias, sensaçoes, sentimentos, emoçoes e pensamentos.

É indicado para:

- Portadores de distúrbios de comunicaçao;

comportamento e aprendizagem;

- Pessoas que buscam o auto-conhecimento ou um auxílio para enfrentar problemas específicos;

- Gestantes (realizando um acompanhamento pré ou pós-natal);

- Portadores de estresse ou depressao;

- Portadores de deficiência (mental, física, sensorial,...);

- Portadores de distúrbios psiquiátricos (psicose,autismo,...);

- Geriatria.

Tratamento

O serviço é indicado por médicos, fisioterapeutas ou psicólogos, como uma terapia de apoio para qualquer tipo de doença.

O tratamento começa com uma entrevista em que sao coletados dados da vida do paciente, como suas preferências e estímulos musicais.

A partir daí é traçado um planejamento, que varia de acordo com a necessidade do doente, onde sao usados instrumentos musicais ou o canto.
As sessoes variam entre 30 e 45 minutos.

Lembre-se que para obter sucesso no tratamento, a escolha de um bom profissional é muito importante.


FONTE/AUTOR: Redaçao do Saúde Informaçoes
www.saudeinformacoes.com.br

Reflexologia Podal

Reflexologia podal
TRATAMENTO - REFLEXOLOGIA PODAL

COMO FUNCIONA A REFLEXOLOGIA

A exemplo de muitas Terapias Holísticas, a reflexologia não é comprovada por uma teoria científica, a não ser o fato de que as terminações nervosas (70 mil na sola de cada pé) são estimuladas. Os reflexologistas acreditam que atuando nas zonas reflexas é possível equilibrar o fluxo de energia nas zonas longitudinais do corpo, e, portanto, ajudar seu correto funcionamento.

ESTILOS DE VIDA

Uma das causas mais comuns das doenças é o stress – o efeito das pressões cotidianas sobre nosso corpo, ao lado de outras influências negativas, como a poluição, os aditivos e agrotóxicos nos

alimentos e a vida na cidade. Todos somos afetados pelo stress em diferentes níveis e, como conseqüência, muitos desenvolvem diversos problemas físicos, entre os quais dor de cabeça e enxaqueca, tensão na nuca, dor nas costas, distúrbios digestórios. Debilidades do sistema nervoso, pressão alta, doenças na pele e constantes gripes e resfriados.

ESTILOS MELHORES

Embora a reflexologia não possa prevenir o stress que ocorre na vida cotidiana, ela pode nos ajudar a lidar melhor com ele e nos sentirmos mais relaxados. Um dos importantes benefícios da reflexologia é o relaxamento.
O tratamento é holístico, ou seja, trata o corpo como um todo, não um grupo de sintomas, e pode nos ajudar tanto físico quanto mentalmente. Os sintomas presentes no corpo devido ao stress podem ser aliviados e o efeito equilibrador do tratamento aumenta a saúde como um todo, ao tratar das causas profundas dos sintomas isoladamente.

Quando nos sentimos melhor fisicamente, nos sentimos também psicologicamente, e uma sensação de maior bem-estar ajuda a reduzir os níveis de stress e prevenir futuras doenças. Depois do tratamento o cliente se sentirá mais calmo, mais tranqüilo e mais otimista, e portanto mais capaz de lidar com o stress e as doenças a ele relacionadas.

O TRATAMENTO

Antes de iniciar o tratamento, é feito um histórico detalhado, a anamnese. O terapeuta prepara um histórico de caso completo, ou seja, tudo que houver para saber a respeito do cliente e sobre sua saúde, desde seus sintomas físicos e das horas de sono, até todos os aspectos de sua vida, além de seu estado emocional. Com isso, o terapeuta irá focalizar um tipo de tratamento mais adequado ao caso e determinar se a reflexologia será o tratamento mais indicado.

O cliente se sentará numa confortável cadeira reclinável – com as costas, o pescoço e as pernas bem acomodadas, e com os pés elevados de modo que o terapeuta possa atuar sobre eles facilmente.
Se você não tem uma cadeira dessas, pode adaptar seu cliente em uma maca comum e colocar, sob suas pernas, um triângulo de espuma, conhecido como “suave encosto”, encontrado em qualquer loja especializada em colchões. Também se pode usar um edredom ou cobertor enrolado sob as pernas do cliente.

O primeiro passo será um exame dos pés, e então o terapeuta esfrega os pés com lenços umedecidos, para remover a sujeira superficial ou pra refrescar os pés num dia quente. Serão identificados sinais de pele áspera, calosidade, rachaduras entre os dedos, numa área de infecção, como verruga, e problemas nas unhas.

Os pés de seu cliente poderão ser massageados com um pouco de talco. O produto costuma ser usado no tratamento porque absorve a umidade, caso os pés estejam um pouco suados, e os torna mais macios se estiverem secos. Em lugar do talco, alguns terapeutas podem usar óleo, mas deve-se ter o cuidado de secar muito bem os pés de seu cliente para ele não escorregar, principalmente se estiver de sandálias.

A massagem geral aplicada ao pé fará com que o cliente se acostume com o toque do terapeuta e também relaxe. Quando o cliente se acostumar a ter o pé manipulado, o terapeuta explicará como será feito o tratamento; ele também irá tranqüiliza-lo em caso de apreensão quanto a dor. A reflexologia não é dolorosa. As áreas sensíveis são tratadas com suavidade e as sensações costumam ser mais de prazer que de sofrimento. Uma técnica calmante muito precisa será então aplicada a todos os pontos reflexos de ambos os pés.


Fonte: www.poderdasmaos.com

Mãe terra

Mensagem à Conferência da Mãe Terra Eduardo Galeano - 29/04/2010
“Os direitos humanos e os direitos da natureza são equivalentes”*
Eduardo Galeano

Lamentavelmente, não poderei estar aí, por impedimentos de última hora. Entretanto, quero acompanhar de alguma maneira essa reunião de vocês, esta reunião dos meus. Como não tenho outra opção, vou fazer o pouquinho que posso e não o muito que quero. E por estar, mesmo sem estar presente, ao menos lhes envio essas palavras.

Oxalá possamos fazer todo o possível - e o impossível também - para que a Conferência da Mãe Terra seja a primeira etapa para a expressão coletiva dos povos que não controlam a política mundial e, sim, padecem dela.

Tomara que sejamos capazes de levar em frente essas duas iniciativas do companheiro Evo, o Tribunal de Justiça Climática e o Referendo Mundial, que vão contra um sistema de poder criado em meio a guerras e destruição, que deprecia a vida humana e levanta a bandeira da venda dos nossos bens terrenos.

Tomara que sejamos capazes de falar pouco e agir mais. Danos graves foram e continuam sendo feitos. A inflação de palavras na América Latina é mais nociva que a inflação monetária. Também, e principalmente, estamos fartos da hipocrisia dos países ricos, que nos estão deixando sem planeta enquanto pronunciam pomposos discursos para disfarçar o sequestro.

Há quem diga que a hipocrisia é o imposto que o vício paga à virtude. Outros dizem que a hipocrisia e a única prova da existência do infinito. O palavrório da chamada “comunidade internacional”, esse clube de banqueiros e guerreiros, prova que as duas definições são corretas.

Eu quero comemorar, ao contrário, a força da verdade que irradia as palavras e o silêncio que nasce da comunhão humana com a natureza. E não é coincidência que esta Conferência da Mãe Terra esteja sendo realizada na Bolívia, esta nação de nações que está se redescobrindo ao longo de séculos de mentiras.

A Bolívia acaba de celebrar dez anos da vitória popular na guerra da água, quando o povo de Cochabamba foi capaz de derrotar uma poderosa empresa da Califórnia, que se tornou dona da água graças a um governo que se disse boliviano, mas que foi muito generoso com o alheio. Essa guerra foi só uma das batalhas, pois esta terra segue lutando em defesa dos recursos naturais, ou seja: em defesa da sua identidade com a natureza.

Existem vozes do passado que falam do futuro.

A Bolívia é uma das nações americanas onde as culturas indígenas souberam sobreviver, e essas vozes agora ecoam com mais força do que nunca, apesar do longo tempo de perseguição e desprezo.

O mundo inteiro, atordoado como está, perambulando como cego em tiroteio, teria que escutar essas vozes. Elas nos ensinam que nós, os ‘humanitos’, somos parte da natureza, parente de todos os que têm pernas, patas, asas ou raízes. A conquista européia condenou por idolatria os indígenas que viviam essa comunhão e, por acreditar nela, foram torturados, degolados ou queimados vivos.

Desde o tempo do Renascimento europeu, a natureza se converteu em mercadoria ou em obstáculo para o progresso humano. E até hoje esse divórcio entre nós e a natureza persiste, a tal ponto que ainda existem pessoas de boa vontade que se comovem pela ‘pobre natureza, tão maltratada, tão ferida’, observando tudo de fora.

As culturas indígenas a observam de dentro. Ao observá-la me vejo. O que eu fizer contra ela, estarei fazendo comigo mesmo. Nela estou, minhas pernas também são os caminhos que percorrem.

Celebremos esta Conferência de Pachamama. E tomara que os surdos escutem: os direitos humanos e os direitos da natureza são equivalentes.

Voam abraços, desde Montevideo.

*tradução: Isaac Pereira

Povos

A Conferência Mundial dos Povos Leonardo Boff - 29/04/2010
Como é sabido, em dezembro de 2009 realizou-se em Copenhague a Conferência Mundial dos Estados sobre o Clima. Não se chegou a nenhum consenso porque foi dominada pela lógica do capital e não pela lógica da ecologia. Isso significa: os delegados e chefes de Estado presentes representavam mais seus interesses econômicos que seus povos. A questão para eles era: quanto deixo de ganhar aceitando preceitos ecológicos que visam purificar o planeta e assim garantir as condições para a continuidade da vida. Não se via o todo, a vida e a Terra, mas os interesses particulares de cada país.

A lógica ecológica vê o interesse coletivo, pois visa o equilíbrio entre ser humano e natureza, entre produção, consumo e capacidade de recomposição dos recursos e serviços da Terra. Rompendo esta equação, coisa que o modo de produção capitalista já vem fazendo há séculos, surgem efeitos não desejados, chamados de "externalidades": devastação da natureza, graves injustiças sociais, desconsideração das necessidades das futuras gerações e o efeito irreversível do aquecimento global que, no limite, pode pôr tudo a perder.

Em Cochabamba, na Bolívia, viu-se exatamente o contrário: o triunfo da lógica da ecologia e da vida. Nos dias 19-23 de abril celebrou-se a Cúpula Mundial dos Povos sobre as Mudanças Climáticas e os Direitos da Mãe Terra. Ali estavam 35.500 representantes dos povos da Terra, vindos de 142 países. A centralidade era ocupada pela Terra, tida como Pachamama, grande Mãe, sua dignidade e direitos, a vida em toda sua imensa diversidade (superação de qualquer antropocentrismo), nossa responsabilidade comum para garantir as condições ecológicas, sociais e espirituais que nos permitem viver, sem ameaças, nesse planeta.

Os 17 meses de trabalho, ao contrário de Copenhague, chegaram a um extraordinário consenso, pois todos tinham na mente e no coração o amor à vida e à Pachamama "com a qual todos temos uma relação indivisível, interdependente, complementar e espiritual", como diz o documento final.

No lugar do capitalismo competitivo, do progresso e do crescimento ilimitado, hostil ao equilíbrio com a natureza, se colocou o “bem viver", categoria central da cosmologia andina, verdadeira alternativa para a humanidade, que consiste em viver em harmonia consigo mesmo, com os outros, com a Pachamama, com as energias da natureza, do ar, do solo, das águas, das montanhas, dos animais e das plantas e em harmonia com os espíritos e com a Divindade, sustentada por uma economia do suficiente e decente para todos, incluídos os demais seres.

Elaborou-se uma Declaração dos Direitos da Mãe Terra que prevê, entre outros, o direito à vida e à existência; o direito de ser respeitada; o direito à continuação de seus ciclos e processos vitais, livre de alterações humanas; o direito a manter sua identidade e integridade com seus seres diferenciados e interrelacionados; o direito à água como fonte de vida; o direito ao ar limpo; o direito à saúde integral; o direito a estar livre da contaminação e poluição, de dejetos tóxicos e radioativos; o direito a uma restauração plena e pronta das violações infligidas pelas atividades humanas.

Previu-se também a criação de um Tribunal Internacional de Justiça Climática e Ambiental, com capacidade jurídica e vinculante de prevenir, julgar e sancionar os Estados, empresas e pessoas por ações ou omissões que contaminem e provoquem mudanças climáticas e que cometam graves atentados aos ecossistemas que garantem o “bem viver”.

Resolveu-se levar os resultados desta Cúpula dos Povos à ONU para que seus conteúdos sejam contemplados na próxima Conferência Mundial, a realizar-se em dezembro deste ano em Cancún, no México.

O significado mais profundo desta Cúpula é a convicção, crescente entre os povos, de que não podemos mais confiar o destino da vida e da Terra aos chefes de Estado, reféns de seus dogmas capitalistas.

O Brasil, lamentavelmente, não enviou nenhum representante, pois para o atual governo parece ser mais importante a "aceleração do crescimento" que garantir o futuro da vida. Esta Cúpula dos Povos apontou a direção certa, rumo a uma biocivilização em equilíbrio de todos com todos e com tudo.

Agradeço a atenção,

Anistia

Não se anistia o nazismo. Nem a tortura Pedro Simon - O GLOBO - 28/04/2010
O Supremo Tribunal Federal terá nesta quarta-feira a oportunidade de reconciliar o país com sua história, de ajustar a memória à verdade, lavando uma ferida que ainda sangra e machuca. O STF julgará, enfim, a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) n o153, proposta em outubro de 2008 pelo Conselho Federal da OAB.

O que pede a OAB é simples: que o STF interprete o Artigo 1oda Lei da Anistia declarando, de forma clara e definitiva, que a anistia não se aplica aos crimes de tortura praticados por agentes da repressão durante o regime militar de 1964. Tortura e desaparecimento forçado são crimes de lesahumanidade, imprescritíveis. Não podem ser objeto de anistia ou autoanistia.

Lei nenhuma, no Brasil ou no mundo, acolhe ou reconhece a tortura. O Brasil é o único país da América Latina que ainda não julgou criminalmente quem torturou e matou. Ao longo de 21 anos de regime autoritário, vicejou aqui um sistema repressivo estimado em 24 mil agentes que, devido a razões políticas, prendeu cerca de 50 mil brasileiros e torturou algo em torno de 20 mil pessoas - uma média de três torturas a cada dia de ditadura.

“Anistia não é amnésia”, lembrou o ex-presidente da OAB Cezar Britto. Tortura não é crime político. É pior: é um grave atentado à dignidade humana – ontem, hoje e sempre. Torturadores que atentaram contra a vida e a dignidade não são esquecidos em todos os lugares, em todos os tempos. É por isso que, até hoje, criminosos de guerra nazistas, apesar de seus 80 ou 90 anos, ainda são caçados.

Não é pelo prazer da caça, mas pelo dever moral que a civilização tem de lembrar a todos que seus crimes não se apagam, não se perdoam. No Tribunal de Nuremberg, que julgou os criminosos nazistas da II Guerra Mundial, a defesa dos principais chefes do III Reich alegou que eles apenas “cumpriam ordens”. O juiz americano Francis Biddle fulminou esta tese com uma frase imortal: “Os indivíduos têm deveres internacionais a cumprir, acima dos deveres nacionais que um Estado particular possa impor.” Ficou assim encravado na consciência moral do mundo que todos nós somos responsáveis pelos atos que praticamos. Ninguém é inocente para “cumprir ordens” contra a lei, a moral, a ética e a verdade.

Ninguém, neste país, tinha ordens para torturar. Nem mesmo o AI-5, a lei mais dura do período mais sangrento do regime de 64, mencionava ou liberava o uso da tortura. Os torturadores têm algo em comum: eles têm vergonha do que fizeram. É um crime, portanto, sem pai nem mãe. Anistia não é esquecimento, é perdão. Não se pode esquecer o que não se conhece. Também não se pode perdoar o que não foi punido - privilégio imaculado de todos os torturadores que ainda existem no país. O nazismo não merecia a amnésia, muito menos a anistia. A tortura, também.

O historiador americano Edward Peters, da Universidade da Pensilvânia, escreveu: “O futuro da tortura está indissoluvelmente ligado ao futuro dos torturadores”. No berço da tortura não punida nasceu a impunidade da violência não resolvida do Brasil - antes na ditadura, agora na democracia. A impunidade do torturador acaba garantindo a perenidade da tortura e de sua filha dileta, a violência. O Brasil que evita punir ou sequer apontar os torturadores da ditadura acaba banalizando a violência que vitimiza o cidadão comum em plena democracia. Esta mesma impunidade que nasceu nos quartéis sobrevive hoje nas ruas.

A tortura é verdade. A verdade sob tortura é mentira. Esconder da história a verdade é a maior de todas as mentiras. Não podemos ser cúmplices. O esquecimento da história é o berço da impunidade. E a impunidade é ancestral da violência. Punir os torturadores, de hoje e de ontem, não é revanchismo. É uma obrigação moral e ética de um país que deve olhar sem medo para trás, para encarar sem receios o caminho que tem pela frente. Vamos lavar e cicatrizar nossas feridas, acatando o pedido da OAB e os clamores de um país consciente de seu passado e confiante em seu futuro.

*Pedro Simon é senador.

CAPITALISMO

Novo precedente de luta no atual capitalismo: o primeiro encontro internacional dos atingidos pela Vale Ana S. Garcia - 29/04/2010
Um momento histórico. Assim descreveram muitos dos participantes este primeiro encontro internacional. Por primeira vez, representantes de organizações, sindicatos e comunidades em lutacontra a mineradora brasileira Vale se reuniram na cidade onde se encontra seu “headquarter”. Abrimos um precedente: nunca houve tal articulação frente a uma empresa brasileira. Historicamente, são as estadunidenses ou européias que vêm explorar nossos recursos, nossa mão de obra, levar a riqueza e deixar a pobreza. São eles os imperialistas. O encontro mostrou, no entanto, que a Vale faz o mesmo. Seu diferencial é um símbolo de verde e amarelo e o apoio do Estado brasileiro. Ela se diz representante do Brasil nos lugares onde chega. Um Brasil que está crescendo, se tornando “desenvolvido”, e buscando participar das instâncias de governança global para ditar as regras no sistema internacional junto aos grandes, sem questionar ou alterar, no entanto, a hierarquia internacional do próprio sistema capitalista.

A Vale atua hoje em cerca de 30 países. Sua internacionalização tem inicio após sua consolidação do mercado interno brasileiro, onde cresceu e adquiriu bases para se internacionalizar, devido ao apoio do Estado e do povo brasileiro, que ergueu o “império Vale” com o seu trabalho. Já em 1984 ela compra parte da siderúrgica California Steel Industries, em conjunto com uma siderúrgica japonesa. No início dos anos 90, ela entra na Europa comprando parte de uma siderúrgica francesa. Mas é a partir de 2001, com a administração de Roger Agnelli, que a Vale inicia uma política agressiva de expansão internacional: em 2000 ela entra no Oriente Médio adquirindo 50% da Gulf Industrial Investment Company (empresa de capital norteamericano); 2001 e 2002 ela inicia projetos de minerais não ferrosos no Peru e no Chile; e em 2003 adquire parte de uma empresa norueguesa, criando a Rio Doce Manganese Norway (1).

A internacionalização da Vale tem dois momentos centrais, que irão determinar sua atuação dentro e fora do Brasil nos dias de hoje. Primeiro, o maior mercado consumidor de minério de ferro do mundo – a China – fecha com a Vale em 2001 um acordo de fornecimento de 6 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, ao longo de 20 anos. As negociações entre as mineradoras mundiais e a Baosteel chinesa tornam – se referência para o preço anual do minério de ferro no mercado internacional (2). A Vale é altamente dependente do mercado mundial, sendo a China o destino de 17 de suas vendas.

Segundo, a compra da mineradora canadense Inco, em 2006, torna a Vale a maior produtora mundial de níquel, além do minério de ferro. A criação da Vale Inco tem impactos gerais na economia brasileira, tornando o Brasil um investidor internacional, e não apenas um receptor de investimentos estrangeiros (3). A compra da Inco compreendeu US$ 19 bilhões, sendo seu preço US$ 17,8 bilhões mais US$ 1,2 bilhão de dívida líquida (4). Para esta compra, ela se associou a bancos internacionais, como Credit Suisse, UBS, ABN Amro e Santander. Com isso, o endividamento da Vale aumentou para US$ 22 bilhões em 2006 (5). Este fato, juntamente com a queda relativa do preço mundial do níquel no ano de 2009, pode explicar a postura agressiva da Vale contra os trabalhadores canadenses, buscando romper com direitos adquiridos ao longo de décadas de lutas trabalhistas na antiga Inco. No entanto, os trabalhadores se recusam a arcar com os custos de um possível “mal negócio” da Vale, e resistem em um greve histórica.

A compra da Inco também significou a diminuição de sua base brasileira: de 98% dos ativos até 2006, passou a 60% (6). A companhia incorporou projetos na Indonésia e Nova Caledônia. Em 2007 ela entra no mercado de carvão, com a compra da AMCI australiana, e com o projeto da mina de Moatize em Moçambique. As atividades na África, apesar de apresentadas como um “mercado natural” para o Brasil, devido a similitudes de língua e histórica, buscam, na verdade, garantir espaços de exploração na competição com empresas chinesas com vistas ao mercado daquele país.

Nota-se que a estratégia de internacionalização da Vale está ligada ao controle de toda a cadeia produtiva, no sentido de “integração para trás” na cadeia siderúrgica, onde a empresa garante o fornecimento do produto primário. A Vale buscou “enxugar” suas operações logo após a privatização, e passou a especializar-se em minério de ferro e logística. Sua logística é utilizada a serviço do agronegócio e da siderurgia, transportando produtos do aço, soja, fertilizantes, combustíveis, entre outros (7). Ao mesmo tempo, ela busca o controle de toda a cadeia de produção, incluindo por exemplo o fornecimento de energia, entrando assim em projetos de grandes hidrelétricas, em especial no estado de Minas Gerais, mas também no norte do país, como atualmente Belo Monte (8). A sua expansão no setor de fertilizantes está também diretamente ligada à internacionalização: os projetos na Argentina, Peru, Moçambique e Canadá visam a produção de potássio e fosfato, necessário para produção de fertilizantes, que será aumentada com compra de parte das operações da Bunge pela Vale (9).

Participantes do Canadá, Moçambique, Chile, Peru, Argentina e Nova Caledônia vieram ao encontro internacional no Rio de Janeiro denunciar os problemas na atuação da Vale nos seus países. Os participantes brasileiros responderam a eles com um espelho, um reflexo, uma dupla face. A exploração dos trabalhadores, o desrespeito ao meio ambiente e aos direitos humanos mais básicos nas comunidades são padrões que a Vale vem buscando impor nos outros países, do mesmo modo que dentro do Brasil,nas localidades onde atua. Diferentemente de empresas do chamado “primeiro mundo”, a Vale não atua com um duplo padrão de comportamento, mas sim uma “corrida para baixo”. E o caso dos direitos trabalhistas no Canadá, Itabira, Congonhas, Parauapebas e Barcarena; de comunidades que lutam por indenizações justas e contra remoções forçadas, como em Moçambique e Açailândia; do uso de milícias armadas no Peru e no Rio de Janeiro; desrespeitos às populações indígenas na Nova Caledônia e no Norte do Brasil; ameaça de impactos ambientais e poluição no Chile, Argentina, Serra da Gandarela, Ourilândia do Norte e Canaã dos Carajás. Participantes internacionais expuseram uma realidade que os movimentos sociais e sindicais no Brasil conhecem na própria pele, nas próprias experiências de vida de cada pessoa presente nesta jornada de abril.

Podemos afirmar que o encontro refletiu uma dinâmica dupla do imperialismo atual: o aprofundamento do capitalismo para dentro ao mesmo tempo que sua expansão para fora. Esta é a forma com que Panitch e Gindin descrevem a fase imperialista estadunidense, a deepen of capital at home and expansion of capital abroad (10). O capitalismo brasileiro amadureceu, se aprofundou, e por sua vez se transnacionalizou. Em sua análise sobre o imperialismo, Lenin cita um discurso do político inglês Cecil Rhodes, que afirmava que o imperialismo era necessário para acalmar as massas de trabalhadores na Inglaterra. “O império é uma questão de estômago”, segundo ele era necessário ser imperialista para amansar as massas e evitar uma guerra civil (11). No Brasil, e no caso da Vale, isto se verifica de forma diferente. A expansão das empresas brasileiras para o exterior estaria de alguma forma beneficiando a classe trabalhadora no Brasil? Como os lucros feitos pelas empresas no exterior são revertidos para o país? Não há estudos claros sobre isso, mas algo é certo: as comunidades e trabalhadores são explorados dentro e fora do Brasil. Como diversas vezes repetido durante o encontro, a riqueza é privatizada, mas a pobreza e os passivos ambientais e sociais são socializados. O papel de manter as massas acalmadas é jogado especialmente pelo Estado brasileiro, com políticas sociais que levam a uma relativa melhoria financeira nas famílias mais pobres. O preço que pagamos por esta relativa melhoria de curto prazo é o silêncio frente aos problemas permanentes, que não são de hoje, e somente têm chance real de serem solucionados pela pressão e organização popular. A empresa aparenta não ter qualquer preocupação em considerar os seres humanos e a natureza, suas duas principais fontes de exploração e riqueza. A ganância pelo lucro e a truculência com a classe trabalhadora é a principal característica de sua atuação, descrita por todos os participantes do encontro.

O encontro foi mais do que um evento de três dias no Rio de Janeiro. Ele foi um processo de um ano de preparação, contatos, conversas, teleconferências, viagens, reuniões. Foi uma construção contínua. Também não foi um simples evento de longas mesas de discussão. As caravanas no Norte e em Minas Gerais deram a todos nós a vivência e convivência real entre iguais. Imagine-se um camponês peruano que desce da Van no alto de uma serra em Conceição do Mato Dentro – no morro ao lado um barulho forte e fumaça da explosão da pedreira de uma mineradora. Ele se encontra com um grupo de camponeses, pés descalços, negros, confusos e sem esperança. São remanescentes de quilombolas. Estão ameaçados de expulsão de suas terras, que pertencem a várias gerações de suas famílias. Com os olhos um no outro, um reconhecimento, e uma sensação de que há de motivar o outro à luta. O camponês de Cajamarca diz aos seus companheiros de Minas Gerais: “Somos como arboles. Vamos a morrir en pie, pero nunca de rodillas”. Em Itabira, cidade natal da Vale, enfeitada com poemas de Carlos Drummond em cada esquina, impressos em chapas de aço feitas com o minério de ferro da própria cidade. Descem da Van dois trabalhadores operários da Vale Inco no Canadá. Estão em plena luta, há 9 meses em greve pela preservação de seus direitos adquiridos através também da luta de seus avós e pais. Sentem-se em casa ao chegarem na sede do sindicato que os recebe, há café, água, biscoitos, uma estrutura confortável. Frente a frente, se reconhecem nos companheiros, trabalhadores e sindicalistas de Itabira. Pedem apoio a sua luta. Um deles diz aos colegas: “Me perguntaram aqui como estamos aguentando nove meses em greve. Eu não tinha parado para pensar. Posso dizer que não tenho outra escolha. Não posso olhar nos olhos dos meus filhos, não posso pensar em jogar para o alto, sem lutar, o que meus pais e avós conquistaram. É o mesmo que tirar o futuro de meus filhos. Antes eu era apenar um trabalhador. Agora eu sou um militante”. Muitas trocas, muitos vivências, uma sensação de estarmos a vontade com pessoas que tínhamos acabado de conhecer.

No Rio de Janeiro, tivemos dias afobados. Correria, de repente, muita gente, muito mais do que esperávamos. Tivemos a sensação de sermos grandes. O que nos une mundialmente? Quais são nossas demandas? Quais são as nossas estratégias de enfrentamento? Podemos ter estratégias comuns? Sentimentos oscilavam entre a euforia de termos conseguido realizar este encontro, a emoção de vermos a enorme representação de organizações e países, ao mesmo tempo, as dificuldades frente a uma empresa tão poderosa. E as dificuldades de conciliar diferentes expectativas e demandas. Entre objetivos políticos de longo prazo, e necessidades imediatas de populações atingidas. Entre a luta pela soberania nacional e popular, e o questionamento do modelo de desenvolvimento baseado na extração dos recursos naturais. Entre trabalhadores e sindicalistas que têm na mineração sua fonte de renda e trabalho, e comunidades e ambientalistas que lutam para impedir a entrada da mineração em seu território. Demandas pela reestatização da Vale no Brasil e estatização nos outros países, e demandas por compensação e reparação de danos ambientais e indenização a famílias removidas. Experiências com empreendimentos mineradores e siderúrgicos de muitas décadas, lutas pela mitigação dos impactos de empreendimentos recentes, e a rejeição completa à instalação da atividade mineradora e siderúrgica. Afinal, o que nos une? O que estamos fazendo juntos aqui? Muitas diferenças políticas não se iniciaram neste encontro, e portanto não foram solucionadas ali. Mas algo pareceu claro: a luta nos une. A luta por direitos e a luta pela mudança do sistema devem caminhar juntas. Dentro de cada comunidade, movimento, todas as lutas foram reconhecidas por todos como legitimas. O reconhecimento mútuo gerou o sentimento de união. Lutadores e lutadoras se sentiram unidos frente a um mesmo inimigo, uma empresa transnacional que é reflexo da atual fase do capitalismo mundial. Saímos mais unidos, muito emocionados e muito mais fortes.

∗ Ana S. Garcia é doutoranda em Relações Internacionais pela PUC-Rio, e membro do Instituto Rosa Luxemburg Stiftung.

(1) Godeiro, Nazareno/ Moura, Efrain/ Soares, Paulo/ Vieira, Valério: “Vale do Rio Doce. Nem tudo que reluz é ouro, da privatização à luta pela reestatização". São Paulo, Editora Sundermann, 2007. Casanova, Loudes/ Hoeber, Henning: “Vale: uma líder multinacional emergente”, In Ramsey/ Almeida (org.): A ascensão de multinacionais brasileiras. Rio de Janeiro, Elsevier; Belo Horizonte, Fundação Dom Cabral, 2010.

(2) “Baosteel abre as portas para reformulação de preços”, Valor Econômico, 26 de março, 2010.

(3) De acordo com pesquisa realizada pela fundação empresarial Dom Cabral, em 2006 as vinte maiores transnacionais brasileiras investiram US$ 56 bilhões no exterior. O Investimento Brasileiro no Exterior (IBE) é especialmente concentrado nas empresas de recursos naturais e primários, Vale e Petrobrás. Ver www.fdc.org.br.

(4) Casanova, L/ Hoeber, H.: ibid.

(5) Godeiro et.al: ibid.

(6) ibid.

(7) ibid.

(8) “Vale entra na disputa pela hidrelétrica de Belo Monte”. Estado de São Paulo, 23/02/2010.

(9) “Vale deve estimular expansão em fertilizantes”. Valor Economico, 18/01/2010.

(10) Panitch, Leo/ Gindin, Sam: Global capitalism and American Empire. Socialist Register 2004. London, Merlin Press.

(11) Lenin, V.I: O Imperialismo, fase superior do capitalismo. Centauro Editora, 3 edição. 2005 (1916).

Desprivatizar

Desprivatizar o Governo
Paulo Passarinho - 28/04/2010

A decisão do Banco Central não surpreendeu, apesar de revoltante.

A própria Ata da última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central já havia deixado claro que nesta reunião de abril a taxa Selic viria a ser elevada, mais uma vez.

Há semanas, assistimos a uma torrente de informações que nos dão conta de um ritmo de crescimento da atividade econômica, em diferentes setores da indústria e do comércio, interpretado como um sinal de aquecimento da economia acima do desejável. Essa é a visão amplamente difundida como uma verdade absoluta, pelos analistas e comentaristas das grandes redes de comunicação, com o suporte de economistas afinados com a política defendida pelo próprio Banco Central.

Alerta-se que a pressão de demanda ditada por esse ritmo de crescimento acabaria por pressionar o nível de preços, produzindo pressão inflacionária. Essa pressão faria com que a projeção da inflação futura, para esse ano, estivesse fugindo do centro da meta de inflação, definido para 2010 em 4,5%.

Alegava-se, antes do anúncio da elevação da taxa básica de juros de 8,75% para 9,5% ao ano, que havia uma “ampla convergência de opiniões para o entendimento consensual sobre a necessidade da elevação da taxa de juros”.

Com tanta tecnicalidade e com tanto consenso, parece ser essa a única interpretação existente para o atual momento por que passa a economia, especialmente para a imensa massa da população, naturalmente muito distante dos detalhes de temas como esse.

Porém, esse tipo de consenso é apenas uma figura de retórica para se reforçar a ordem dominante.

Primeiramente, caberia destrinchar um pouco a visão pretensamente técnica da questão.

O atual ritmo de expansão da economia, na maior parte dos setores, procura ainda recuperar o nível de produção do momento anterior à crise. A própria pressão sobre os preços de produtos de determinados setores pode ser interpretada apenas como uma consequência temporária dessa reativação econômica, tendendo a se acomodar em relativo curto espaço de tempo. Não há nenhum dado consistente de elevação do nível de renda da população que nos permita projetar pressões indesejáveis de demanda, dado evidentemente a capacidade instalada de produção e as suas projeções de expansão.

A política monetária desenvolvida pelo Banco Central se baseia no chamado modelo de metas inflacionárias. Nesse modelo, a partir de uma determinada estimativa do produto potencial da economia, dado um ritmo projetado de expansão da economia, define-se uma faixa conveniente de variação para a estimativa de inflação futura. O objetivo da política monetária é, assim, procurar manipular os seus instrumentos, de modo a garantir que a taxa de inflação venha a se comportar dentro dos limites da faixa pré-estabelecida.

Para se aferir o ritmo da atividade da economia, assim como especialmente as expectativas inflacionárias, o Banco Central procura ouvir o próprio mercado, como forma de melhor sintonizar o manuseio dos seus instrumentos, sempre na busca de se alcançar o objetivo maior da política defendida, que é a contenção da taxa de inflação dentro dos limites desejados.

A idéia de um produto potencial da economia previamente estabelecido deve ser relativizada, em função de variáveis que são mutáveis, a partir inclusive da própria execução da política monetária. Dentre essas variáveis, destaca-se a própria taxa de juros, o preço do dinheiro, fundamental para um maior ou menor estímulo aos investimentos, motor para a expansão da capacidade de produção de qualquer economia.

Baixas taxas de juros, por exemplo, podem alterar por completo as condições de expansão da atividade econômica e o produto possível de ser atingido, em função do comportamento da taxa de investimento, que tende a reagir positivamente frente a uma reduzida taxa de juros.

Ao contrário, taxas elevadas de juros inibem o investimento, ao mesmo tempo em que pode, ao estimular a entrada de recursos externos na economia – conforme acontece na presente administração da política econômica do governo – incentivar as importações e inibir exportações, em decorrência da valorização do Real, provocada pela liquidez externa.

Mas, o que aparentemente é apenas técnica, quando examinada à luz da prática, se mostra inteiramente revestida de sentido político, onde atores muito bem definidos acabam por dar as cartas do jogo.

Quando se menciona que o Banco Central procura ouvir o próprio mercado, a referência são agentes do mercado financeiro, analistas e técnicos de instituições financeiras diretamente interessados nas decisões a serem tomadas pela autoridade monetária, que é – ou deveria sê-lo – o próprio Banco Central. A minha dúvida está relacionada a essa evidente dependência que passa a existir entre o órgão que deveria regular e fiscalizar o mercado financeiro, e os interesses das instituições justamente a serem reguladas e fiscalizadas.

Produto potencial, estimativas do comportamento de preços e da inflação projetada, assim como as expectativas em relação às taxas de juros ficam por conta e risco – e especialmente interesses – de instituições que vivem de ganhar dinheiro com as informações, e decisões, que deveriam ser de competência exclusiva e soberana do governo federal.

Em tempos onde aparentemente o Banco Central age de forma independente, a bandeira de ordem mais importante, nesse momento, muito bem poderia ser a da defesa da independência deste Banco Central, em relação às instituições que o controlam, na prática, que é o sistema privado financeiro.

A bandeira a ser levantada poderia ser a da desprivatização do Banco Central.

Contudo, se tudo isso acontece, a responsabilidade é unicamente do próprio governo.
O atual funcionamento e política do Banco Central é uma decorrência direta da opção de governabilidade adotada por Lula, antes mesmo de sua posse, e que transferiu a responsabilidade do núcleo da política econômica aos interesses dominantes do setor financeiro.

A justificativa do Banco Central é que poderemos ter uma elevação da inflação neste ano e o remédio não pode ser outro que não o aumento da taxa de juros. Mas tudo se esclarece quando lembramos que quem opina sobre “expectativas inflacionárias” são agentes do mercado financeiro, assim como quem sugere o remédio são eles mesmos: os bancos e demais instituições do “mercado”. Em suma, está tudo em casa, com o Banco Central patrocinando a festa de quem vende crédito e dinheiro.

Mas, o problema não para por aí. Nessa semana, em que mais uma vez o reajuste dos aposentados é colocado na berlinda, como uma ameaça às contas públicas, ninguém exige que o governo ou o seu banco central apontem a “fonte de recursos” para se cobrir o rombo que essa medida, de se elevar os juros, provoca no Orçamento da União.

Esta elevação da taxa Selic para 9,5%, em meio a taxas de juros baixíssimas ou até mesmo negativas pelo mundo afora, irá impactar ainda mais a pesada despesa com juros e amortizações que, apenas no ano passado, consumiu 35% dos recursos orçamentários da União.

O presidente Lula, que exigiu dos parlamentares que defendem um reajuste maior aos aposentados a fonte de recursos para o custeio do aumento de despesas que a essa medida geraria, não teve o mesmo comportamento frente à decisão do Banco Central.

Sabem por quê? Por que essa conta é paga justamente com os recursos que deveriam ser aplicados na previdência, na saúde, na educação, nos transportes públicos ou na habitação popular.

É por isso, leitor, que todos esses serviços voltados à população andam de mal a pior, com um péssimo atendimento à população.

E, por isso, a bandeira mais apropriada para o momento é a desprivatização não somente do Banco Central, mas, principalmente, do próprio governo.

Degradação

Emblemas da Degradação Leo Lince - 29/04/2010
A notícia, quando saiu nos jornais em meados de março, provocou o impacto de uma pluma caindo sobre o carpete. Ninguém disse nada, nenhum dos analistas usuais de nossa vida política teceu qualquer comentário. Logo, página virada, a gravidade do fato noticiado ganhou a consistência fantasmagórica do inaveriguável. E agora lateja sob o manto do silêncio.

No fato em si não há nada demais: o deputado federal José Eduardo Cardoso, do PT paulistano, anunciou que não vai concorrer nas eleições deste ano. Desistiu, cansou, está desiludido. O motivo da desistência é o que confere gravidade ao gesto e onde reside o x do problema.

Não se trata de crise pessoal, doença ou infelicidades do gênero. Pelo contrário, o deputado goza de boa saúde e, segundo a crônica social, até namorada ele arranjou nos labirintos rarefeitos do Congresso Nacional. Também não perdeu apreço pelo trabalho parlamentar, que considera importantíssimo. Tampouco se declara decepcionado (talvez devesse) com seu partido e menos ainda com o governo Lula, onde, dizem as más línguas, postulou vaga no ministério.

A razão da desistência está centrada em uma única questão, definida com todas as letras na carta enviada aos seus colegas de partido. Lá diz que: “no sistema eleitoral atual, o sucesso de uma campanha depende mais dos recursos financeiros do que das idéias definidas pelo candidato”. Mais: “são os recursos financeiros cada vez mais que definem o sucesso de uma campanha...”.

Diagnóstico terrível, além de verdadeiro. Basta ver a série eleitoral. Os chamados “candidatos de opinião”, que mobilizam militância voluntária e cidadã na defesa de idéias, causas e projetos, estão perdendo espaço para os que operam negócios na política. Cada eleição bate o recorde anterior: até a próxima ela será a mais cara da nossa história. O padrão dominante da política pede chefes de executivos que intermedeiam negócios e bancadas das grandes corporações nos parlamentos.

A notícia da desistência se torna mais grave ainda por ser petista o desiludido. Está no segundo mandato federal, foi vereador destacado na maior cidade da America Latina. Não faz muito, disputou com boa votação a presidência do seu partido, onde ocupa a Secretaria Geral, o segundo cargo em importância no Diretório Nacional. O PT, como se sabe, polarizou e ganhou em campanhas caríssimas as duas últimas eleições presidenciais, recebe a parte do leão do fundo partidário e, por razões obvias, é o partido melhor aquinhoado pelo seleto grupo de financiadores privados de campanha.

O Secretário Geral de tal partido, localizado no vértice da ordem dominante, declara que só se candidataria se houvesse “uma radical reforma no sistema político”. Reforma, aliás, em favor da qual o seu partido não moveu uma palha sequer. E, mais grave, acrescenta que: “o sistema político brasileiro traz no seu bojo o vírus da procriação da corrupção e das práticas não republicanas”. Desiste de ser candidato, mas segue sorridente no ajuntamento dos beneficiários da supremacia plena da pequena política.

O cidadão comum, pálido de espanto, se posta diante de tal quadro de difícil compreensão. Os sinais de alerta, pequenos avisos, lhe chegam como cartas embaralhadas. O caso em pauta é mais um disparo telegráfico, um condensado que espelha o processo mais amplo de degradação do esquema político dominante. O diagnóstico terrível, o gesto da desistência e o torpor do conformismo, embrulhados no manto de silêncio, são, sem dúvida, emblemas da degradação.

Rio, abril de 2010.

Léo Lince

Desaquecimento

Desaquecimento Humano
10 de dezembro de 2009 por Chico Alencar
Estudiosos da UFRJ, USP, Unicamp e Embrapa alertam: mantidas as condições do atual modelo econômico, até o fim deste século a Amazônia sofrerá perda de 40% da cobertura florestal da área sul-sudeste-leste, que se transformará em savana. O rio Amazonas terá redução da sua vazão em até 30%, o rio Paraná em 53% e o rio São Francisco minguará 70%. No Nordeste, cuja temperatura aumentará até 8ºC, é prevista uma diminuição das chuvas entre 2 e 2,5 milímetros por dia até 2100! Isso afetará todo o país – lar de um quinto das espécies do planeta, espaço da maior biodiversidade da Terra.

Na contramão deste aquecimento, que só não acontecerá se mudarmos radicalmente o modelo de organização produtiva hoje vigente, há um esfriamento de valores constitutivos do ser humano.

A crise ambiental está na ordem do dia e nunca houve tanto debate sobre a doença do planeta. Para ser elevado, porém, ele precisa estar vinculado a visão de mundo, aos destinos da Humanidade, ao tipo de ser humano e de sociedade que até aqui forjamos e que aspiramos. Comprometer quem analisa.

É urgente questionar os estímulos da vida cotidiana no mundo urbano-capitalista. Somos permanentemente seduzidos pelo individualismo consumista, pela cultura da vaidade e da notoriedade, pela lógica do efêmero e da novidade, pela ânsia da compensação financeira. Cada um precisa ser um “vencedor” dentro do novo código da alma, que é o do “dize-me o que compras que dir-te-ei quem és”. Afogamo-nos num poluído mar de necessidades artificiais.

Há um ser humano padrão constituído pela negação da esfera pública da existência e da política. Esta é, cada vez mais, atividade tecnificada, previsível, programada, sem dinamismo, prisioneira do ambiente de negócios e, nas campanhas das cifras milionárias. Não magnetiza, não atrai, não fascina e não alimenta os desejos da pessoa comum, do “homo-consumericus”. “Telemáquinas criadoras do consenso”, na feliz definição de Joel Rufino dos Santos, preenchem o vazio do presente e do futuro. O grande ideólogo da atualidade, é a publicidade que reforça a ilusão do ter.

Neste quadro dramático, cabe reiterar a urgência de uma nova sociedade, tópica e utópica, e sem divórcio entre valores idealizados e prática concreta, conjuntural. É preciso forjar novos paradigmas de pensamento, promovendo a “descolonização do imaginário”, aposentando dogmas. Marx e Lênin, com suas formulações que seguem nos auxiliando para a análise da sociedade de classes, viveram num tempo em que inexistiam a energia atômica, a televisão, a indústria cultural, os sindicatos de massa, a matéria plástica, o computador… O proletariado de seu tempo, e mesmo o de meio século atrás, não é igual ao de agora.

Os setores mobilizáveis para as transformações sociais, na perspectiva de uma sociedade igualitária, são hoje mais amplos e diversos, por um lado. E mais dominados, por outro, pelas sutilezas da exploração, pelo vigor simbólico das forças da alienação. A indicação ao conformismo é eletrônica e massiva: neofatalismo. A imoralidade permanente do Capital reside na exploração e alienação do trabalho, na reprodução da desigualdade (sob a farsa da “igualdade de competição”), na mercantilização de tudo, na chamada “ética das trocas pagas”, na corrupção sistêmica - segundo a Transparência Brasil, 70% das empresas brasileiras gastam até 3% do seu faturamento anual com propinas.

Que forças sociais e indivíduos querem, de fato, buscar novos rumos para a Humanidade?

Páscoa

Páscoa em nós e no Planeta
5 de abril de 2010 por Chico Alencar
Feriados, quebrando a rotina do trabalho cotidiano, deviam ser um chamado à reflexão, para além da diversão. Os da Semana Santa interpelam também os não cristãos, pois, na essência, tratam da dialética do mundo e da existência: vida-morte-ressurreição. Esse processo de tese-antítese-síntese, de declínio e superação, de perdas e ganhos, de fins e recomeços, está no mais escondido da vida de cada pessoa e dos povos. Tudo é mudança e sempre há renovação, a história caminha. A dor e a morte, sempre presentes, não têm a última palavra!
Os povos pastoris da Antiguidade, no Oriente, na primeira lua da primavera, imolavam um cordeiro, crendo que seu sangue, sugado pela terra, voltaria em novas e mais numerosas crias. Os povos agrícolas também ritualizavam em festa as primícias da colheita - o pão ázimo, naturalíssimo, sem fermento, para o terem farto e para todos. A Páscoa dos judeus - Pessach, travessia - incorpora essas tradições de renovação da vida e celebra sua própria história de luta contra a escravidão do faraó: passagem para a liberdade, rumo à Terra Prometida.
Santa não é uma semana ou alguns dias, marcos da inventada cronologia. Sagrada é toda a existência, sempre: tudo o que pulsa, tudo o que vibra, tudo o que chora e canta, tudo o que viceja e floresce, tudo o que é húmus/humano, tudo o que é Terra. Cosmos Terra, parte da natureza, hoje tão ameaçada como nós, suas partículas. Somos solidão, desencanto, angústia e morte, e somos também possibilidade de ressurreição. Como indivíduos, como grupos, inclusive políticos, como civilização.
Humanizemo-nos, sempre e mais! Feliz Páscoa!

Suco de limão + melancia

Bebida de limão com melancia
Saboreie este delicioso refresco
Por Minha Vida Publicado em 13/4/2009 Revisado em 26/4/2010

Rendimento: 4 porções

Tempo de preparo: 5 minutos

Ingredientes:

1 xícara e meia (chá) de melancia picada
10 bolas médias de sorvete de limão
1 xícara (chá) de vinho espumante

Modo de preparo:

Bata no liquidificador, a melancia e o sorvete de limão até ficar homogêneo.
Retire do liquidificador e junte o vinho espumante.
Distribua em taças. Sirva em seguida.

Receita cedida por www.kibom.com.br

Sucos

Sucos Poderosos soltam o intestino e refrescam
Três receitas deliciosas para acabar com a prisão de ventre
Por Minha Vida Publicado em 2/3/200
Suco Refrescante
Ingredientes
- 2 pires de rúcula picada
- 2 laranjas sem sementes -
1/2 copo de água
- 1 colher (sopa) de açúcar

Modo de Preparo
Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata. De preferência, tome sem coar.

Saiba mais!
A rúcula contém poucas calorias e muitas fibras. É uma hortaliça rica em vitaminas A e C, além de ser uma boa fonte o cálcio, ferro, enxofre, potássio e ômega 3. A laranja contém fibras e é a fruta com o mais alto nível de antioxidantes. Ela apresenta propriedades antiinflamatórias e inibe a formação de coágulos no sangue.

Rendimento: 1 copo
Análise calórica e nutricional (por copo)
Calorias: 228 Kcal
Carboidratos: 56,1 g
Proteínas: 3,8 g
Gorduras: 1,9 g
Fibras: 7,8 g

Vitamina Deliciosa
Ingredientes
- 1 unidade média de mamão papaya
- 2 laranjas sem sementes
- 1 colher (sopa) de semente de linhaça
- 1 colher (sopa) de açúcar

Modo de Preparo
Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata. De preferência, tome sem coar.

Rendimento: 1 copo
Análise calórica e nutricional (por copo)
Calorias: 401,2 Kcal
Carboidratos: 81,9 g
Proteínas: 7,8 g
Gorduras: 8,1 g
Fibras: 16,9 g

Saiba mais!
A laranja é rica em fibras e o mamão papaya possui uma substância chamada papaína que estimula a mucosa intestinal de maneira natural, facilitando os movimentos de expulsão das fezes. A linhaça, além de ótima para o intestino, previne o envelhecimento precoce e as doenças degenerativas.

Vitamina cremosa
Ingredientes
- 2 ameixas pretas sem caroço
- 1 pote de iogurte desnatado 0% de gordura
- 1 colher (sopa) de aveia
- 1 colher (sopa) de açúcar

Refresque-se neste verão e fique em forma. (Começar minha dieta)


Modo de Preparo
Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata. De preferência, tome sem coar.
Rendimento: 1 copo
Análise calórica e nutricional (por copo) Calorias: 199,1 Kcal Carboidratos: 35,2 g Proteínas: 10,3 g Gorduras: 2,0 g Fibras: 13,7 g

Saiba mais! A ameixa é laxativa graças ao seu conteúdo em fibra, especialmente pectina. A pectina tem ação cicatrizante, diminui o colesterol e ajuda na digestão. A aveia é rica em fibras e aumenta o bolo fecal, facilitando a expulsão das fezes. Dicas de saúde A adição de linhaça, aveia, lecitina de soja e fibras solúveis pode ser feita em qualquer uma das receitas para aumentar a quantidade de fibras e, portanto, a eficácia dos sucos. Prefira ingerir os sucos sem coar, para que todas as fibras dos alimentos sejam aproveitadas pelo organismo. O iogurte pode ser substituído por leite fermentado (Yakult, Chamyto). Entre em forma neste verão. Faça sua avaliação física. (Fazer minha avaliação gratuita)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O que é acupuntura

O que é acupuntura?
A acupuntura é um dos componentes da Medicina Tradicional Chinesa. No Brasil, foi reconhecida como especialidade médica em agosto de 1995, e está inserida no SUS desde o ano de 1988.

O exercício da acupuntura exige a elaboração de diagnóstico, prognóstico e instituição de procedimento terapêutico invasivo.

Pode ser entendida como um conjunto de procedimentos terapêuticos que visam introduzir estímulos em certos lugares anatomicamente definidos - os pontos de acupuntura - a fim de obter do organismo, em resposta, a recuperação global da saúde, ou a prevenção da doença, através de incremento dos processos regenerativos, de normalização das funções orgânicas de regulação e controle, de modulação da imunidade, de promoção de analgesia, de harmonização das funções endócrinas, autonômicas e mentais.

A acupuntura é um procedimento seguro?

Desde que realizada por médico capacitado, a acupuntura é um procedimento seguro e desprovido de efeitos colaterais. Reações adversas à acupuntura estão em geral associadas à má formação de quem a pratica.

É importante ter em mente que embora a acupuntura esteja livre das dependências e dos efeitos colaterais associados ao uso dos medicamentos, constitui um procedimento invasivo e que exige conhecimentos de anatomia topográfica, fisiologia e sobretudo clínica médica.

A elaboração de um diagnóstico, inclusive diferencial, o estabelecimento de prognóstico e a instituição do tratamento adequado, são fatores imprescindíveis para se evitar o simples mascaramento de sinais e sintomas, com todas as conseqüências negativas que isso possa acarretar.

Em todos os casos, o paciente deve manter seu médico informado sobre os medicamentos de que faz uso, se está ou suspeita estar grávida, ou se usa marca passo ou implantes cosméticos.

Sociedade Médica Brasileira de Acupuntura

Como age acupuntura

Como age a acupuntura
Quando a energia está em desequilíbrio, havendo excesso, bloqueio ou insuficiência, não sendo tratada, pode levar à doença clínica.

Para a Medicina Chinesa, o desequilíbrio energético ainda não manifestado fìsicamente, mas percebido pelos métodos de exame desta Medicina (visando descobrir alterações no fluxo energético) já é considerado doença.

É por isto que age também de forma preventiva.
Trata o indivíduo como um todo indissolúvel, corpo e mente.

A acupuntura é realizada através de finas agulhas, inseridas na pele, que buscam equilibrar o fluxo energético. As técnicas de inserção são pràticamente indolores.

Os chineses há milênios a desenvolvem através de experimentação prática. A ciência ocidental ainda não consegue compreendê-la completamente mas já se sabe que a introdução das agulhas produz liberação de endorfinas.

As agulhas são descartáveis?

Podem ser individuais ou descartáveis. No primeiro caso, podem ficar na Clínica ou o paciente pode levá-la consigo se o desejar.

O que a acupuntura pode tratar?

Ela não trata doenças e sim doentes. Ë preventiva e curativa.

Na China, é utilizada nos hospitais, para tratar inúmeras patologias, em vários ramos da Medicina.

Qual o profissional habilitado a praticá-la?

Por ser uma ciência milenar, com seus próprios princípios, totalmente distintos da ciência ocidental, a sua prática legal pelos profissionais da saúde, é diferente de um país para o outro.

Nos EUA, por exemplo, não é exclusividade da classe médica. No Brasil, por enquanto, é reconhecida como especialidade pelo Conselho de Fisioterapia (CREFITO) e pelo Conselho de Medicina.(CRM).

Saúde e equilíbrio natural

Acupuntura: saúde e equilíbrio natural
A Acupuntura é um dos recursos terapêuticos da Medicina Tradicional Chinesa. Esta ciência surgiu na China há mais de 5000 anos e se baseia no estudo da Natureza e da existência de uma energia vital chamada Chi ou Ki.

A energia circula pelo nosso corpo através de canais que recebem o nome de Meridianos. Se essa energia fluir naturalmente por esses canais, mantém o bom estado de saúde. Caso alguma condição interna ou externa bloqueie o fluxo natural dessa força vital, surge o desequilíbrio que irá resultar em doenças.

As emoções são responsáveis por 90% das doenças, ou seja, o nervosismo, ansiedade, medo, preocupação, tristeza, raiva, mágoa, ressentimento, depressão, quando constantes na nossa vida, são capazes de baixar a energia de defesa que protege nosso organismo das moléstias.

Apenas 10% são provenientes de outros fatores, como: meio ambiente, alimentação desregrada, vícios, contaminações por vírus e bactérias, hereditariedade e outros. Em média, o problema demora 6 anos para aparecer, a contar do momento em que um desses estados emocionais se fixou.

Esses bloqueios no fluir das energias, podem ser corrigidos através de vários métodos terapêuticos, sendo um deles a Acupuntura, que está se tornando cada vez mais conhecida e utilizada no Brasil.

É uma terapia preventiva e curativa, eficiente nos seguintes casos: equilíbrio energético geral, relaxamento, dor na coluna, TPM, bursite, tendinite, torcicolo, sinusite, rinite, bronquite, gastrite, dor nas articulações e joelho, estresse, ansiedade, nervosismo, depressão, dentre outros. O tratamento não tem efeitos colaterais.

Após um diagnóstico bem elaborado, em que o paciente responderá a várias perguntas, serão aplicadas finíssimas agulhas em pontos de Acupuntura específicos para cada caso. As agulhas são de origem coreana, chinesa ou japonesa, descartáveis ou em kit individual para maior segurança.

Pode também ser associado ao tratamento, dependendo da necessidade, a Eletroacupuntura, na qual se utilizam pequenos eletrodos para estimular as agulhas. As sessões duram em média uma hora e o número destas depende de cada caso.

Além da Acupuntura, existem outros tratamentos que utilizam o mesmo princípio, sem o uso de agulhas; são eles: Shiatsu, Do-in, Moxaterapia, Auriculoterapia, Ventosaterapia, dentre outros. A Acupuntura trata o paciente como um todo e não por partes isoladas.

Busca a causa do problema, equilibra todo o sistema físico e emocional para que o resultado seja eficiente. Mesmo nos casos em que o organismo está muito debilitado, há uma grande melhora na qualidade de vida do paciente. Devemos, assim, harmonizar nossas emoções, cuidar do corpo e da mente para um viver melhor.

Acupuntura x organismo

Efeitos da acupuntura no organismo
A aplicação da acupuntura desencadeia fenômenos biológicos

Diminuição da dor - O sistema nervoso produz endorfinas, analgésicos naturais que bloqueiam as mensagens de dor.

Alterações de neurotransmissores - Substâncias como a serotonina e a noradrenalina tem a concentração modificada no sistema nervoso, levando a sensação de bem estar.

Dilatação dos vasos sangüineos - Permite que remédios tenham acesso a áreas anteriormente bloqueadas.

Alterações imunológicas - Há produção de substâncias que estimulam as células de defesa do organismo.

Alterações endócrinas - Aumenta a concentração de hormônios como cortisona (relacionada a inflamações).

Como Funciona

Segundo a medicina chinesa:

As causas das doenças são a estagnação ou excesso de energia.
A energia circula no organismo por meio de "caminhos", chamados de meridianos.
Nos meridianos, há pontos sensíveis que modificam a circulação da energia quando estimulados ou inibidos pelas agulhas.

Segundo a medicina ocidental:

Os meridianos correspondem a áreas do sistema nervoso.
Os pontos sensíveis são regiões de baixa resistência elétrica, próximas a terminações nervosas e vasos sangüineos.


As agulhas desencadeiam um impulso nervoso, que é levado por meio de nervos para medula e cérebro, onde ocorrem reações bioquímicas que combatem os sintomas de algumas doenças

www.acupunturatai.com.br

Acupuntura x asma

Acupuntura para asma
Pesquisadores desvendam parte do mecanismo de ação da acupuntura no tratamento da asma; eficácia já vinha sendo comprovada na prática.

Tosse, chiado, falta de ar, sensação de aperto no peito. Quem sofre de asma ou convive com um portador da doença sabe o quanto ela pode comprometer a qualidade de vida.

Somente nas últimas décadas, a medicina ocidental começou a constatar o que a oriental já defendia havia 5.000 anos: a acupuntura é um método eficaz para combater a doença e uma alternativa aos medicamentos convencionais como os broncodilatadores (bombinhas, por exemplo).
Brecando a doença

As crianças devem ser as principais beneficiadas pelos bons resultados da pesquisa. “A acupuntura é capaz de retardar a evolução da alergia e evitar que a asma se torne crônica”, afirma o ortopedista Ysao Yamamura, chefe do setor de Medicina Chinesa do Departamento de Ortopedia da Unifesp e orientador do trabalho.

Para os adultos, a boa notícia é que a técnica oriental ajuda a atenuar os sintomas da doença.

Um estudo também conduzido pela pediatra Elisabete Carneiro, entre 1997 e 1999, com 54 crianças que participavam do grupo de acupuntura infantil, revelou que a freqüência, a intensidade e a duração das crises de asma diminuíram após 30 aplicações da técnica.

A acupuntura reduziu ainda o número de infecções de repetição como amigdalite, otite e sinusite.

Antes de serem tratadas com acupuntura, todas as crianças usavam broncodilatadores. Depois das aplicações, apenas 5% delas precisaram recorrer a esses medicamentos.

“As limitações foram superadas. As crianças voltaram a praticar atividades típicas da infância, como correr e andar de bicicleta. Também recuperaram peso e estatura”, comemora Elisabete, que coordena o grupo de acupuntura infantil da universidade. “Os broncodilatadores só tratam os sintomas e não atacam as causas do problema”, complementa.

A asma é a segunda doença crônica mais comum na infância. Caracterizada pela inflamação das vias aéreas (brônquios e bronquíolos), a asma leva à destruição da membrana que cobre o pulmão, a pleura. Por causa dessa inflamação, os músculos ao redor dos brônquios se contraem e a passagem do ar fica mais difícil.

Dados do Ministério da Saúde estimam que 35% dos brasileiros sofrem de doenças alérgicas; entre elas a asma, que atinge quase 16 milhões de pessoas e é a quarta maior razão de internações no Sistema Único de Saúde (SUS).

Alessandra Pereira
Sociedade Paulista de Pneumologia

Acupuntura x geriatria

Acupuntura em Geriatria
O mundo está envelhecendo. Nas últimas décadas, a terceira idade é o grupo populacional que mais cresce nos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Mas o que significa envelhecer?

Ficar mais velho não é apenas sentir o tempo passar; nem significa virar doente. Problemas de saúde podem aparecer, mas há soluções. O organismo do idoso tem menor capacidade de adaptação e demora mais tempo para recuperar-se que um organismo mais jovem.

A incidência de várias doenças é maior nas pessoas com mais de 60 anos, e a presença de mais de uma doença é freqüente. O uso concomitante de vários medicamentos e a redução da função dos órgãos, em especial do fígado e dos rins, aumenta o risco de efeitos indesejáveis dos medicamentos e de intoxicações.

A Acupuntura possibilitaria ao idoso reduzir a quantidade de medicação, diminuindo também os seus vários efeitos colaterais

A acupuntura, por ser uma técnica relativamente pouco invasiva e muito versátil, desponta como terapia adjuvante promissora nesta faixa etária.
O processo do envelhecimento é dinâmico e progressivo, ocorrendo alterações biológicas, sociais e psicológicas.

Inicia-se ainda quando se é jovem, ao final da segunda década de vida. Assim que termina o desenvolvimento orgânico, ocorre um período de relativa estabilidade e as primeiras alterações decorrentes do envelhecimento são detectadas ao final da terceira década.

Desidratação ou excesso de líquidos, por exemplo, são menos tolerados. Esta diminuição gradual da reserva funcional do organismo varia não só de um órgão ao outro, como também entre idosos de mesma idade.

Fatores genéticos, ambientais e a história de vida de cada indivíduo podem influenciar essas alterações. Daí o fato de duas pessoas não envelhecerem da mesma forma.

O débito cardíaco e a freqüência cardíaca são normais ou ligeiramente reduzidos em idosos saudáveis em repouso, porém não aumentam como no jovem em resposta a estresses diversos, como exercício, infecções, hemorragia, infarto agudo do miocárdio. Ocorre uma progressiva diminuição na capacidade vital funcional dos pulmões.

A eficiência do reflexo de tosse diminui, facilitando a retenção de secreções brônquicas. A acidez do estômago, a motilidade intestinal e a superfície absortiva do intestino delgado diminuem, tornando mais lenta a digestão e o trânsito intestinal. O fígado diminui de tamanho bem como o fluxo sangüíneo e o metabolismo hepático.

A menor reserva funcional do fígado e dos rins aumenta a chance do acúmulo de medicamentos e de seus metabolitos no corpo causar efeitos colaterais adversos e intoxicações.

No sistema nervoso central ocorre uma redução do fluxo sangüíneo, menor síntese de acetilcolina, catecolaminas e dopamina; o sono torna-se mais fragmentado. Os reflexos são mais lentos e há mais facilidade para quedas.

O cérebro fica mais vulnerável a insultos diversos, e pode apresentar diminuição da capacidade intelectual de instalação aguda, denominado delirium, ou estado confusional agudo. Caracterizado por flutuações no nível de consciência, geralmente com piora de agitação à noite, o delirium é um sinal de alerta e seus fatores desencadeantes devem ser procurados.

Os mais comuns são desidratação, uso de medicamentos com ação anticolinérgica, descompensação da doença de base (exemplos: diabetes, asma, insuficiência cardíaca) e infecções.

A expectativa de vida da população brasileira está crescendo ano a ano. Isto significa que as pessoas vivem cada vez mais.

Se tiverem hábitos saudáveis e procurarem se manter ativas física e intelectualmente poderão ter um envelhecimento saudável com boa qualidade de vida, minimizando as alterações próprias da idade e prevenindo doenças que incidem mais após os 60 anos.

João Carlos Pereira Gomes,
Célia Y. Portiolli Faelli e Hong Jin Pai